Resenha: Nosferatu – Joe Hill

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Editora: Arqueiro
Autor: Joe Hill
ASIN: 9788580412970
Edição: 1
Número de páginas: 624
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 50 de 100 pontos
Compre: Amazon

Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem.
Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor.
E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca… e acaba encontrando Charlie.
Mas isso faz muito tempo e Vic, a única criança que já conseguiu escapar, agora é uma adulta que tenta desesperadamente esquecer o que passou. Porém, Charlie Manx só vai descansar quando tiver conseguido se vingar. E ele está atrás de algo muito especial para Vic.
Perturbador, fascinante e repleto de reviravoltas carregadas de emoção, a obra-prima fantasmagórica e cruelmente brincalhona de Hill é uma viagem alucinante ao mundo do terror.

Minhas impressões

Depois de mais de um ano encostado, eu terminei este livro. Comecei a ler logo após um acidente que sofri e achei que minha desistência do livro de Joe Hill, tinha sido pelo fato de estar entediado e de cama há mais de dois meses, mas não, não foi por isso e vou tentar explicar.

Resenha: Perdido em Marte – Andy Weir

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Editora: Arqueiro
Autor: Andy Weir
ASIN: 9788580413359
Edição: 1
Número de páginas: 336
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho.
Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente.
Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate.
Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico – e um senso de humor inabalável –, ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência.
Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá.
Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.

Minhas impressões

Perdido em Marte é muito legal! Livro de ficção científica cheio de humor, ironia e que consegue ser muito feliz contando uma história que mistura conhecimento científico e luta pela sobrevivência.

Em virtude de um acidente durante uma missão em terras marcianas, a equipe acredita que o colega morreu e acaba, em meio a uma tempestade, deixando o corpo do astronauta para trás. Acordado e percebendo o que ocorreu, tem início então toda a heroica jornada de Mark Watney que, diante de sua condição extrema, vai buscar de maneira racional e científica, manter-se vivo até a próxima missão ao planeta.

Resenha: Feche bem os olhos – John Verdon

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Editora: Arqueiro
Autor: John Verdon
ASIN: 9788580410730
Edição: 1
Número de páginas: 558
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

David Gurney sempre foi viciado em resolver enigmas. Mesmo dois anos depois de ter trocado a carreira policial pela pacata vida no campo, sua mente investigativa não consegue resistir a uma boa charada. Foi assim com o caso do Assassino dos Números, um ano antes. Agora, a história se repete quando ele é convidado para trabalhar como consultor e ajudar a polícia a desvendar um instigante homicídio.
Jillian Perry, uma jovem de 19 anos, foi morta de maneira brutal no dia do próprio casamento. Todas as pistas apontam para um misterioso jardineiro, só que nada mais na história se encaixa: o motivo, o lugar onde a arma do crime foi deixada e, principalmente, o modus operandi.

Minhas impressões

Conheci o autor John Verdon depois de uma parceria com a Arqueiro onde recebi o livro “Não brinque com fogo” para resenhar. Posso afirmar com certeza que este autor entrou no meu “hall da fama”. São poucos os autores que ainda conseguem me surpreender hoje em dia. Não, não estou sendo arrogante, muitos autores hoje acabam repetindo muito o enredo e isso torna a trama previsível. O que não é o caso aqui.

David Gurney é um ex-detetive de Nova York, agora aposentado. Muito premiado em seus dias de serviço pela sagacidade e destreza ao resolver casos que pareciam impossíveis. Em seu último caso ele ganhou grande notoriedade, porém como diria Tio Ben “Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”. Seu último caso quase foi mortal, tanto para ele, quanto para seu casamento. Com isso ele resolve de fato se aposentar.

Resenha: Alta tensão – Harlan Coben

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Editora: Arqueiro
Autor: Harlan Coben
ASIN: 9788580410211
Edição: 1
Número de páginas: 272
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Um dos autores mais lidos no mundo, Harlan Coben traz uma nova história com seu personagem mais premiado. Myron Bolitar ficará frente a frente com um passado de mentiras e traição. Uma mensagem anônima deixada no Facebook da ex-estrela do tênis Suzze T põe em dúvida a paternidade de seu filho. Grávida de oito meses, ela pede a ajuda de seu agente e amigo Myron Bolitar para descobrir o responsável por essa intriga e trazer de volta seu marido, o astro do rock Lex Ryder, que saiu de casa depois de ler o texto. Descobrir o paradeiro de Lex não é tarefa difícil para um ex-agente do FBI. Mas, na mesma boate onde o encontra, Myron é surpreendido ao ver Kitty, a mulher que fugiu com seu irmão, Brad, e o afastou para sempre da família. Tentando ajudar a amiga e reencontrar o irmão mais novo, Myron se vê preso numa rede de segredos obscuros que põe em risco as pessoas que ele mais ama. Agora, só a verdade poderá salvá-las. Mas, para que ela prevaleça, nenhuma mentira pode restar – seja ela de Suzze, Lex, Kitty ou do próprio Myron. Nesta premiada história, Harlan Coben mais uma vez consegue construir uma trama envolvente, que fala de fama, ganância e rivalidade e surpreende por seu toque humano. Na aventura mais difícil de Myron Bolitar, seu passado vem à tona e, junto com ele, feridas que jamais se fecharão.

Minhas impressões

Havia acabado de ler outro livro do Harlan Coben e não tinha gostado muito (o que é estranho, mas você pode ver melhor do que eu estou falando aqui), portanto comecei a ler Alta Tensão pra tirar a dúvida se era problema com meu gosto, ou se a obra não foi da qualidade que estou acostumado quando o autor é o Harlan Coben.

Posso afirmar desde já que as duas obras são bem diferente. Não sei dizer se é pelo motivo de eu já estar acostumado com o Myron e gostar do Win, ou se realmente o autor caprichou mais nessa série do que no livro Confie em Mim. Se você não sabe quem é o Myron, ele é um ex-jogador de basquete que foi forçado a “largar” sua paixão e se tornou mais tarde agente e advogado de outros atletas (resuminho medíocre eu sei, mas é pra não tirar a graça de outros livros). Myron fareja problema. Ele é do tipo que vê um post no Facebook e tem que expressar a opinião dele rs. Brincadeiras à parte, Myron tem síndrome de herói, ou seja, ele não aguenta ver uma pessoa sendo injustiçada ou sofrendo que quer resolver o problema e isso traz muita confusão pra vida dele.

O grande problema dessa vez é um post anônimo no Facebook de uma de suas clientes, dizendo que o filho que ela estava carregando não era de seu marido. Essa cliente, uma grande tenista, pede ajuda de Myron para descobrir quem foi e onde seu marido estava depois dessa notícia. Parece uma tarefa simples, mas Harlan Coben consegue deixar a trama tão densa que você não consegue nem formar uma suspeita de quem é o culpado no final.

Essa pequena tarefa leva Myron a reviver uma parte da vida dele que estava “perdida”. Sua cunhada reaparece misteriosamente no meio da confusão e ele tem que descobrir o que ela está fazendo ali e mais importante, onde estava seu irmão, que há 16 anos brigara com Myron por causa dela.

Evitando o máximo possível contar partes do livro, Myron conhece finalmente seu sobrinho, Mickey, que por sinal tem muitas características suas. Não há como negar que pertence à família Bolitar.

Eu não costumo ler os livros em ordem, caso não seja obrigado a ler, como por exemplo as crônicas vampirescas. Aqui é o mesmo caso. Qualquer livro que você pegue deste autor você vai entender o enredo, mesmo sem ter lido os outros. É extremamente prazeroso você ir descobrindo algumas coisas que você leu em outros livros e não havia compreendido a história inteira. Exemplo disso é o fato de neste livro entendermos o motivo de Mickey ter tanta “raiva” de seu tio, Myron. Já havia lido um dos livros que tem como protagonista Mickey, mas esse ódio todo havia ficado no ar.

Outra coisa que eu gosto muito é do Win. Win parece a versão má do Myron, o evil twin. Ele tá pouco se [email protected]#$ importando com o que os outros acham e pune quem merece ser punido e isso é divertido de ver. Quando ele vinga o Myron você se regojiza lendo =)

Por fim, mais um livro do Harlan Coben lido (novamente, mas agora com resenha) e mais um livro dele que eu atesto ser excelente. Como eu disse anteriormente não é necessário ler estes livros numa ordem cronológica. Toda a trama flui de uma forma simples que vai te “obrigando” a ler o próximo capítulo e quando você perceber já está atrasado pra ir trabalhar =p Recomendo a leitura.

Deixe seu comentário e faça um blogueiro feliz =)

Resenha: Confie em mim – Harlan Coben

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Editora: Arqueiro
Autor: Harlan Coben
ISBN: 9788580410778
Edição: 1
Número de páginas: 304
Acabamento: Brochura
Compre: Amazon
Classificação EDS: 90 de 100 pontos

Preocupados com o comportamento cada vez mais distante de seu filho Adam – principalmente depois do suicídio de seu melhor amigo, Spencer Hill -, o Dr. Mike Baye e sua esposa, Tia, decidem instalar um programa de monitoração no computador do garoto. Os primeiros relatórios não revelam nada de importante. Porém, quando eles já começavam a se sentir mais tranquilos, uma estranha mensagem muda completamente o rumo dos acontecimentos: “Fica de bico calado que a gente se safa.” Perto dali, a mãe de Spencer, Betsy, encontra uma foto que levanta suspeitas sobre as circunstâncias da morte de seu filho. Ao contrário do que todos pensavam, ele não estava sozinho naquela noite fatídica. Teria sido mesmo suicídio?

Minhas Impressões

Sempre pego os livros do Harlan Coben quando preciso de uma leitura rápida e que prenda minha atenção. Este livro não deixa de ser um deles. Porém preciso ir logo avisando. Não é o melhor dos livros dele.

Quando acho um livro, não tão bom, fico me perguntando se isso não é mais culpa minha do que do autor em si, pois creio que a expectativa que eu gero, acaba ocasionando isso. Vou tentar explicar o motivo.

Deixando claro desde já que a forma que ele escreve não mudou nada. Continua sendo incrível como nos outros livros. O que me “brochou” foi a trama que a partir de certo momento ficou bem simples de ser descoberta. Não tenho como explicar melhor que isso sem dar spoiler.

Basicamente a história gira em torno de uma família. O pai médico renomado, a mãe advogada retornando ao trabalho, filho mais velho adolescente rebelde e a filha mais nova é a mais esperta e responsável (os caçulas são sempre os melhores o/ Sim eu sou o caçula rs). Adam, o filho mais velho está passando por uma fase que quer se rebelar e afastar-se dos pais, porém semanas antes um de seus amigos se suicidou. Isso leva seus pais a tomarem uma decisão difícil: espionar o filho.

Com medo de que seu filho siga o mesmo destino do colega, eles passam a monitorá-lo e as coisas se complicam aí. Adam precisa de ajuda e vou parar por aqui =]

Essa trama por si só já era o suficiente para fazer do livro, um bom livro, mas algumas histórias desconexas acabam entrando no meio da história, o que acaba atrapalhando a trama principal e fazendo parecer uma enrolação. Como disse, não sei se o problema é minha ansiedade, ou o fato de eu ler demais e acabar descobrindo as tramas rápido demais. Menos da metade do livro, eu já havia acertado as ligações dos personagens e algumas coisas que aconteceriam.

Mas enfim, saindo de cima do muro. O livro é bom sim, porém não é o melhor deste autor. Levando em conta o subtítulo: “Até onde você iria pra defender sua família” as histórias misturadas fazem muito sentido. Ele tem um crédito gigante comigo devido seus outros títulos que foram excelentes. Recomendo a leitura sim, mas leia-o antes de ler outros livros como Uma questão de segundos, Cilada, Não conte a ninguém, e por aí vai…

Até a próxima e por favor, deixem seus comentários =)

Resenha: A música do silêncio – Patrick Rothfuss

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Editora: Arqueiro
Autor: Patrick Rothfuss
ISBN: 9788580413533
Edição: 1
Número de páginas: 144
Acabamento: Brochura
Compre: Amazon
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Debaixo da Universidade, bem lá no fundo, há um lugar escuro. Poucas pessoas sabem de sua existência, uma rede descontínua de antigas passagens e cômodos abandonados. Ali, bem no meio desse local esquecido, situado no coração dos Subterrâneos, vive uma jovem. Seu nome é Auri, e ela é cheia de mistérios.
A música do silêncio é um recorte breve e agridoce de sua vida, uma pequena aventura só dela. Ao mesmo tempo alegre e inquietante, esta história nos oferece a oportunidade de enxergar o mundo pelos olhos de Auri. E nos dá a chance de conhecer algumas coisas que só ela sabe…

Minhas Impressões

Desde o início, quando você pega o livro e lê a sinopse, o autor avisa que esse livro não é um livro comum. Que todos aqueles pontos que se espera que um livro possua, não existe. Outro aviso é que esse livro não se trata de uma continuação da história do nosso querido Kvothe e sim um livro sobre Auri.

Se você não sabe quem é Auri, recomendo muito que você não leia este e vá ler primeiro O Nome do Vento e O Temor do Sábio (ambos com resenha aqui no blog), para entender melhor como ela se encaixa nesse mundo.

Por mais que o autor tenha avisado sobre a excentricidade do livro, fiquei curioso para lê-lo.

Realmente a composição do livro não é comum. O que se espera de um livro como esses seria uma ambientação, um objetivo, com começo, meio e fim. Ah sim, e um final que poderia ter ou não um moral. Ok que eu não sou editor de livros, mas creio que essa seja uma composição básica de um livro.

Pois bem, encaixo esse livro mais como um livro de poesia do que como literatura fantástica. Vou tentar explicar melhor o motivo.

Fica bem claro no livro que Auri não é uma garota normal. Não, não estou falando que ela é doida. Conforme você vai lendo, você percebe nela algo superior. Algo que comumente não percebemos. Auri sabe qual o papel dela nesse no mundo (no caso, o mundo do livro). Todas as suas ações são planejadas para não afetar o meio em que ela vive. Acho que o mais próximo do livro que posso expressar é que o livro é uma dança, com passos precisos e elegantes…

Não sei bem se consigo exprimir a mensagem do livro. Creio que nem seja essa a intenção do autor, porém a mensagem que ele passou pra mim é que tudo é mais complexo do que parece. Um ato meu pode afetar diversas outras pessoas e normalmente não prestamos atenção nisso.

Enfim, o livro não é para leitores casuais. É para o tipo de leitor assíduo, que não desiste da leitura, pois a princípio parece cansativo e até mesmo desconexo, mas a experiência é gratificante e a mensagem final revigorante. Recomendo a leitura, é bom sair da rotina de vez em quando.

Até a próxima! Comentem e deixem um blogueiro feliz =)

Resenha: Refúgio – Harlan Coben

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Refugio-harlan-coben-estante-dos-sonhosEditora: Arqueiro
Autor: Harlan Coben
ISBN: 9788580571608
Edição: 1
Número de páginas: 368
Acabamento: Brochura
Compre: Amazon
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Apresentado ao público pela primeira vez no suspense “Alta tensão”, Mickey Bolitar se vê obrigado a ir morar com seu tio Myron, um ex-agente do FBI, após testemunhar a morte do pai e internar a própria mãe numa clínica de reabilitação.
Agora o rapaz precisa se esforçar para conviver com o tio, de quem nunca gostou muito, e ainda se adaptar ao novo colégio. Para sua sorte, ele logo arruma uma namorada, a doce Ashley, que também é nova na escola. Quando sua vida parece estar entrando nos eixos, o destino lhe reserva uma surpresa: Ashley desaparece misteriosamente.
Determinado a não perder mais uma pessoa importante em sua vida, Mickey contará com a ajuda de seus novos amigos, os excêntricos Ema e Colherada, para seguir o rastro da namorada.

Minhas Impressões

A cada novo livro que eu pego, fico preocupado com a história. Se ela vai ser boa, se vai me instigar a ler, se eu vou ler o livro todo em algumas horas, enfim. Uma coisa que aprendi com o Harlan Coben é que não preciso me preocupar com isso. Qualquer livro que eu leia dele, sei que vou ficar desesperado pra ler logo até terminar, e não foi diferente com este.

Como não li ainda o Alta Tensão, dificilmente leio os livros na cronologia (a não ser os que exigem isso), fui apresentado ao Mickey Bolitar neste livro. A princípio achei que tinha pulado muitos livros da série e que ele era filho de Myron, mas na verdade se trata de seu sobrinho.

Após um acidente com seu pai e a decadência de sua mãe, Mickey passa a morar com seu tio, o qual ele não gosta muito. Acostumado a se mudar constantemente devido o trabalho dos pais, Mickey vê agora a possibilidade de formar amigos e ter uma vida normal na sua nova escola. Mickey é muito parecido com seu tio, alto, com porte atlético e muito habilidoso no basquete, mas ao contrário do que se esperava ele não se envolve com o grupinho de atletas da escola. Muito pelo contrário, ele passa a andar com um nerd muito estranho vulgo Colherada e com Ema, uma adolescente gordinha e com sérios problemas de baixa estima.

Quando ele se junta a esse “grupo de desajustados” já imaginei que o livro pararia por um bom tempo na velha história de Bullying que, quem acompanha literatura estrangeira conhece bem. Porém um dia no caminho da escola, Mickey é surpreendido por uma velha estranha que mora perto de sua casa e ela revela que seu pai ainda está vivo! Bom, todas as possibilidades de ter uma vida normal acabam com a afirmação de uma velha que era tida como louca pelos vizinhos.

Daí eu pensei, “fui surpreendido novamente”. O autor começa a tecer uma trama grande ao redor dessa afirmação. Mickey atordoado pela afirmação da velha, sofre outro baque, sua namorada some misteriosamente e parece que ninguém está procurando por ela! Então imagine um adolescente se metendo com bandidos terríveis atrás de uma namorada e respostas sobre seu pai, sem contar sua mãe que tem alguns problemas…

Enfim, algo que gosto muito no Harlan é que ele consegue abrir inúmeros mistérios na trama que vai te deixando cada vez mais envolvido com a história e com aquela vontade de adivinhar o que vai acontecer a seguir e no fim ele revela todos os mistérios. Esse é mais um livro do Harlan que vai ficar bem guardado no hall do melhores =). Com uma história intrigante e ação do começo ao fim, o autor consegue prender as mãos do leitor no livro até o fim. Recomendo muito esse livro, na verdade qual do Harlan Coben não é recomendável rs. Um detalhe que não posso esquecer é a capa, simplesmente excelente!

Até a próxima =)

Resenha: Sem deixar rastros – Harlan Coben

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Editora: Arqueiro
Autor: Harlan Coben
ISBN: 9788580410907
Edição: 1
Número de páginas: 272
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Myron Bolitar parecia destinado a uma carreira de sucesso na NBA quando uma lesão no joelho o afastou definitivamente das quadras. Porém, 10 anos depois, o agente esportivo, que também atua como detetive nas horas vagas, está de volta ao jogo – não para cumprir seu destino como astro do basquete, mas para desvendar mais um mistério.
O ídolo dos Dragons de Nova Jersey Greg Downing, principal adversário de Myron na época da faculdade, desapareceu sem deixar rastros pouco antes das finais do campeonato nacional. À frente do caso, Myron trabalhará infi ltrado entre os jogadores para tentar obter informações que o levem ao paradeiro do antigo rival, com quem também competiu pelo amor de uma mulher.
O que a princípio parece um típico desaparecimento vai ganhando contornos inesperados à medida que a investigação avança, reacendendo em Myron lembranças que ele nunca imaginou ter que reviver.
Com a ajuda de seus fiéis escudeiros, o excêntrico Win e a ex-lutadora profissional Esperanza, ele comprovará que seus piores pesadelos estão mais vivos do que nunca. E, em meio ao glamour da NBA e a criminosos da pior espécie, vai descobrir coisas sobre si mesmo que mudarão sua vida para sempre

Minhas Impressões

Tem alguns autores que você sempre recorre quando está procurando alguma coisa boa pra ler. Aquele tipo de livro que você tem certeza absoluta que será bom e Harlan Coben é um desses. Eu havia acabado de terminar outro livro que me deixou meio confuso por causa do enredo e eu tinha que ler alguma coisa diferente.

Pois bem, Sem deixar rastros é um típico suspense do Harlan Coben. Myron um ex-jogador de basquete é chamado pelo dono de um time para investigar o sumiço de um de seus jogadores. Esse jogador é um antigo rival de Myron desde a escola. Tudo indicava que era mais um astro querendo sumir da mídia, mas era final de campeonato e algo estava acontecendo. Cabe a Myron descobrir o paradeiro de seu “colega” sem deixar nada escapar para a imprensa.

O livro não deixa tempo pra você respirar. A cada página tem um mistério ou ação rolando e isso faz suas mãos suarem e não querer largar o livro. É incrível a forma como o autor consegue abrir um mundo de mistérios, com diversos personagens envolvidos e não perder o rumo da história. Por um momento você acha que não tem relação nenhuma o que ele está falando, mas pouco a pouco as coisas vão se encaixando.

São poucos os livros que conseguem segurar o resultado de um mistério até o fim. Sempre tem aqueles leitores que dizem que já sabiam o final. Neste livro não, só se a pessoa leu o final primeiro, claro.

Enfim, recomendo a leitura de mais este livro do Harlan Coben. O suspense com uma dosagem de humor garante uma ótima leitura e o final é surpreendente!

Resenha: Private – Missão Jogos Olímpicos – James Patterson

/Editora Arqueiro/Resenhas/

private-missão-jogos-olímpicos-estante-dos-sonhosEditora: Arqueiro
Autor: James Patterson
ISBN: 9788580410716
Edição: 1
Número de páginas: 256
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Declaro abertos os Jogos Olímpicos de Londres de 2012!
A Private Londres, filial da maior agência de investigações do mundo, está trabalhando com o Comitê Organizador das Olimpíadas para garantir a segurança da competição. Tudo estava correndo bem até que, na véspera da cerimônia de abertura, Sir Denton Marshall, um figurão do comitê, é brutalmente assassinado em sua casa. Um psicopata com sede de vingança pode pôr tudo a perder.
Horas depois, a jornalista Karen Pope recebe um envelope contendo um cartão musical e uma carta assinada por um homem que se intitula Cronos. Ele assume a autoria do crime e diz que o pesadelo está apenas começando. Sua intenção é purificar os Jogos Olímpicos, manchados por mentiras e corrupção. Milhares de vidas estão em risco!
Peter Knight, líder da Private Londres, logo percebe que Cronos não vai desistir até acabar de vez com o maior evento esportivo do mundo. Numa caçada implacável, a Private e a polícia de Londres tentam deter esse gênio do crime que parece saber mais do que deveria.

Minhas impressões

Já fazia um tempo que eu ouvia falar bem do autor James Patterson, porém nunca tinha lido nenhum título dele. Como sou fascinado por histórias que contenham psicopatas escolhi este como o primeiro.

O livro é alucinante. Peter, líder da Private Londres, uma agência de investigações mundial, é o protagonista da história e logo se vê envolvido em uma trama que ele não estava preparado para encarar.
Como eu disse antes, o livro é alucinante. Logo nas primeiras páginas você passa a ficar “desesperado” pra terminar de ler, e eu amo livros assim; quem não?

Um psicopata, com síndrome de de grandeza, denomina-se Cronos, sim o da mitologia, e seu objetivo é acabar com os jogos olímpicos modernos. Como? Não importa como, ele fará tudo pra concluir seus planos. A morte de Sir Denton que, a princípio parecia um crime “comum”, revelou uma série de acontecimentos interligados e cabe a Peter descobrir o que, ou quem, está por trás disso tudo.

Então, certo dia, como por instinto, comecei a engatinhar para fora da caixa e, com esse movimento e essa liberdade, logo entendi que era mais di que a raiva, que era uma criatura independente – que passava dias com fome e com sede, que estava nua e com frio, que ficava horas e horas sozinha, raramente tomava banho, quase nunca era pega no colo pelos monstros à sua volta, como se fosse algum tipo alienígena surgido entre eles. Foi então que tive meu primeiro pensamento objetivo: quero matá-los.

Algo incrível nesse livro é a fidelidade das características de Londres e das olimpíadas, misturado com uma ficção muito bem elaborada pelo James Patterson. Recomendo efusivamente o livro, é daqueles que você lê tão rápido e com tanta vontade, que quer ler novamente. Também recomendo pra pessoas que não tenham costume de ler.

Até a próxima!

Resenha: O Nome do Vento – Crônicas do Matador do Rei: Primeiro Dia – Patrick Rothfuss

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Editora: Editora Arqueiro
Autor: Patrick Rothfuss
ISBN: 9788599296493
Edição: 1
Número de páginas: 655
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

“Este é o típico primeiro romance que muitos autores sonham em escrever. O mundo da fantasia ganhou uma nova estrela.” – Publishers Weekly
Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.
Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano – os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.
Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade.
Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade – notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame.
Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.
Mais do que a trama bem construída e os personagens cativantes, o que torna O nome do vento uma obra tão especial – que levou Patrick Rothfuss ao topo da lista de mais vendidos do The New York Times – é sua capacidade de encantar leitores de todas as idades.

Minhas impressões

Bom, vou logo avisar que tem spoiler nessa resenha. O livro é muito bom pra fazer um resuminho mal feito sobre ele *-*. Eu sempre tento não dar muito spoiler, mas não vou conseguir evitar muito nessa.

Tenho lido ultimamente muitos livros de literatura fantástica e posso afirmar a grandiosidade do universo criado nesse livro. O autor nos leva a um mundo que não conseguimos identificar se é num passado distante ou num futuro longínquo, mas isso não é um demérito, uma vez que cada parte desse universo é explicado durante a história. Conforme a sinopse oficial a história é baseada no personagem enigmático Kote.

Desde pequeno Kote se mostrou excepcionalmente inteligente. Aprendendo com agilidade tudo que lhe era proposto pelo seu primeiro mestre. Em uma reviravolta na sua história se viu obrigado a viver por conta própria e isso lhe trouxe diversas complicações.

A maior faculdade que nossa mente possui é, talvez, a capacidade de lidar com a dor… Primeiro existe a porta do sono. O sono nos fornece uma retirada do mundo e de todo o sofrimento que há nele… Segundo existe a porta do esquecimento. Algumas feridas são profundas demais para cicatrizar, ou profunda demais para cicatrizar depressa… Terceiro existe a porta da loucura. há momentos em que a mente recebe um golpe tão violento que se esconde atrás da insanidade… Por último existe a porta da morte. O último recurso…

Com o tempo Kote foi adquirindo uma sabedoria que só a vida em sofrimento pode dar. O tempo também lhe trouxe aos poucos lembranças que a muito ele quis esquecer, mas também trouxe uma vontade que ele tinha desde criança: entrar na Universidade. Essa universidade não era uma qualquer. Era ali que ele conseguiria sanar suas milhares de perguntas e chegar um pouco mais perto da verdade que tanto lhe atormentava.

Pra conseguir ingressar nessa universidade era necessário um teste de conhecimentos para assim, definir o valor a ser pago para começar a estudar. Kote, mostrando seu brilhantismo, consegue entrar na faculdade e passar seu primeiro bimestre feliz depois de muito tempo. Porém para o próximo bimestre ele precisaria desembolsar 3 talentos, 9 Iotas e 7 Ferro-gusa. 8 iotas a mais do que ele tinha. Não havia nada, nem ninguém que ele pudesse apelar.

…Como dizia meu pai, “há dois modos certeiros de perder um amigo: um é pedir empréstimos, outro é concedê-los…

Apelando para meios não convencionais ele continua cursando a faculdade e consegue em uma loja de penhores um alaúde. Seus dedos se agitam como se tivessem memória ao tocar o alaúde e assim ele começa sua poesia a cada nota.

A música é uma amante orgulhosa e temperamental. Recebendo o tempo e a atenção que merece, ela é sua. Desdenhada, chega o dia em que você a chama e ela não responde. Por isso comecei a dormir menos, para lhe dar o tempo de que ela precisava…

Enquanto tocava em uma taberna, para ganhar a gaita de prata, ele reencontrou a mulher mais linda que já havia conhecido. (A descrição dela é de tirar o fôlego, diga-se de passagem)

Seu sorriso era capaz de fazer o coração de um homem parar. Os lábios eram vermelhos. Não daquele vermelho pintado vulgar que muitas mulheres acreditam torna-las desejáveis. Seus lábios estavam sempre vermelhos, da manhã á noite. Como se, minutos antes de a vermos, ela tivesse comido amoras doces ou bebido sangue do coração. Onde quer que estivesse, ela era o centro de tudo… Não me entenda mal. Não era espalhafatosa nem fútil. Olhamos para o fogo porque ele lampeja, porque brilha… O que nos atrai para o fogo é o calor que sentimos ao chegar perto dele. O mesmo se aplicava a ela.

Onde só havia uma busca desenfreada para descobrir respostas e segredos, dá lugar a um romance inocente. Não esqueçamos que Kote era um jovenzinho de 15, 16 anos.

– E assim, fomos barcos mal iluminados na noite…- citei.
– ‘…cruzando-se de perto, mas sem saber um do outro’ – completou Denna.

– Eu tenho você – ela interrompeu, sonhadora. Ouvi o sorriso morno e sonolento em sua voz, como o de uma criança aninhada na cama. – Quer ser o meu príncipe encantado de olhos sombrios e me proteger dos orcs? Cantar para mim? Arrebatar-me para as árvores mais altas… – E sua voz extinguiu-se no nada.
– Quero – respondi. Mas, por seu peso em meu braços, percebi que ela finalmente havia adormecido.

Kote parece ter um imã para problemas e logo se vê enrolado em mais uma encrenca. Mesmo vitorioso ele não tenta jamais levar a glória pelo que fez e sai da cidade de volta para a universidade como um desconhecido ainda. Rumores rondavam seu nome, mas nada que fizesse-o conhecido ou temido.

Na história ocorre algo muito comum em uma universidade/escola que não havia citado. Kote tinha um inimigo de escola, Ambrose (cuspo no chão… Brincadeira rs). Pra explicar facilmente quem era Ambrose, lembrem-se do estúpido Malfoy do Harry Potter (sim, tenho raiva dele. Se encontrasse o ator na rua provavelmente bateria nele rs). Ambrose é um garoto mimado que se vê ameaçado pela inteligência de um garoto mais novo e pobre.
Em uma de suas tentativas de desestabilizar Kote e causar-lhe algum problema a ponto de ser expulso da universidade, ele leva Kote a um nível tão extremo de irritação que algo totalmente inesperado acontece com Kote. Mesmo sem saber, Ambrose acabou ajudando Kote.

– Seis chicotadas e expulsão – disse o Reitor…
– Algum professor objeta a esta medida? – perguntou o Reitor…
– Eu objeto. Aquela voz só podia ser a de Elodin…

– Proponho que Kvothe seja elevado à categoria de Re’lar.
– Todos a favor? – Todas as mãos se ergueram num só movimento, exceto a de Hemme…
– O quê?! – berrou Ambrose, olhando em volta…

Kote consegue finalmente ter uma resposta das muitas que ele buscava desde criança. Um nome.

A história volta novamente para a hospedaria e seus acontecimentos nada convencionais. Kvothe ou Kote, como preferir, decide encerrar o primeiro dia de narração de sua história, para dar tempo ao escriba de organizar suas ideias.

Enfim. Como já citei algumas vezes, o livro te insere em um universo fantástico. O autor conseguiu preencher cada detalhe desse universo sem precisar de cinco livros gigantescos que rodam, rodam e não saem do lugar (sim, estou me referindo às crônicas de gelo e fogo). O drama, misturado com ação, uma pitada pequena de comédia e uma parte ínfima de romance, formam um tempero excepcional e embriaga quem está lendo. Em algumas partes do livro eu ri, me regozijei com o triunfo de Kote, xinguei o Ambrose diversas vezes (sério), me emocionei com a tristeza de Kote e suspirei com seu amor.
Sinceramente posso colocar esse livro na mesma prateleira que A torre negra, do S. King. Recomendo efusivamente comprar esse livro e que venha o segundo volume o/

Agradeço especialmente a Arqueiro por me presentear com este livro. Não existe presente melhor pra mim. Não é um livro e sim um universo!

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