Resenha: O visconde que me amava – Col. Os Bridgertons Vol. 2 – Julia Quinn

/Editora Arqueiro/Resenhas/

o-visconde-que-me-amava-julia-quinn-estante-dos-sonhosEditora: Arqueiro
Autor: Julia Quinn
ISBN: 9788580411973
Edição: 1
Número de páginas: 304
Acabamento: Brochura
Compre: Amazon
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva.
Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela.
Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele.
Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.
Considerada a Jane Austen contemporânea, Julia Quinn mantém, neste segundo livro da série Os Bridgertons, o senso de humor e a capacidade de despertar emoções que lhe permitem construir personagens carismáticos e histórias inesquecíveis.

Minhas impressões

O visconde que me amava é o 2º Vol da série Bridgertons, e claro como um lindo romance épico temos uma história de amor que me fez lembrar muito o trecho da música do Legião Urbana que dizia mais ou menos assim: “E quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pela coração…. E quem irá dizer…”

Julia Quinn queria um mocinho apaixonante, do qual toda vez que lêssemos o livro sempre nos apaixonaríamos pelo mesmo personagem, e sempre que leio um romance eu também quero encontrar isso, um mocinho e mocinha que são apaixonantes e que sempre torcemos por eles no final.

O amor é muito mais forte que a razão, e os sentimentos são estranhos a nós mesmos e surpreendentes ao mesmo tempo, pois Anthony sabia o que queria, que deveria ser uma mulher bonita, inteligente e sofisticada, e por isso ele escolhe Edwina, mas seus instintos humanos escolhem a irmã dela, Kate, uma moça com uma beleza normal, não tinha nada de especial, não havia delicadeza em seus movimentos, mas uma garota muito inteligente, e acima de tudo perspicaz a suas crenças e ideologias.

E assim como obra do destino, o perfume de Kate começa a invadir os pensamentos e os sonhos de Anthony e por mais que ele odeie essa situação, odeie o fato dela ser a mulher mais interessante no mundo para ele, ele não a suporta, ele acredita que sua personalidade é forte demais para ele, e Kate também tem uma aversão surreal pelo pretendente da irmã, durante a metade do livro eles brigam o tempo inteiro, um provocando o outro sem medir palavras e atitudes, que faz com que cada vez mais a aversão psicológica entre um e o outro fique maior, mas para a infelicidade de Anthony, Kate o persegue até nos seus momentos mais solitários.

Com o passar do tempo o destino os prega uma peça e eles são obrigados a se casar, e ai começa os conflitos pessoais de toda pessoa que se dá conta da verdadeira realidade do que é o amor e a possibilidade da perda, solidão e abandono.

E para a surpresa de Anthony, a sua esposa era mais que uma companheira, era um exemplo de perseverança e o ajuda a superar os seus medos e frustações da vida e da morte.

Um livro muito bom que nos faz refletir mais uma vez sobre a família, mas principalmente as nossas perdas e decorrente disso as nossas vitórias.

Mais uma vez um livro digno de qualquer leitor, maravilhosa história…

Ansiosa pelo Vol 3 da série.

Até a próxima agente 😉

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Resenha: O duque e eu – Julia Quinn

/Editora Arqueiro/Resenhas/

O-Duque-e-Eu-estante-dos-sonhosEditora: Arqueiro
Autor: Julia Quinn
ISBN: 9788580411461
Edição: 1
Número de páginas: 288
Acabamento: Brochura
Compre: Amazon
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

O Duque e Eu é o primeiro livro da série “Os Bridgertons”, o nome da série tem origem no sobrenome da família, Violet (a mãe) se casou com o homem que amava e desse casamento gerou 8 filhos, 4 homens e 4 mulheres e é assim que se desenrola essa série, já que a mesma é composta de 8 livros, onde conta a história de cada um dos filhos.

A história se passa no século XVIII na Inglaterra, e como a cultura britânica é muito viva até hoje, essa série não deixa para trás esses aspectos particulares.

Como toda mãe, Violet se preocupa com uma boa educação para os filhos que vão para a Universidade de Oxford e as filhas ficam em casa aprendendo a ler, a escrever, a bordar e cuidar dos detalhes da casa. Cada filho tem o nome de acordo com a sua gestação, o primeiro filho é Anthony, depois veio Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth, ou seja todos além de ser da mesma genitora tem a letra inicial de seus nomes de acordo com a sequência do alfabeto A, B, C… (ainda bem que ela não teve 50 filhos)

Naquela época as mães se preocupavam muito com a educação de seus filhos, mas principalmente com o bom andamento do casório no seu momento certo. A moça quando completa em torno dos seus 20 anos de idade já está disposta ao casamento e no caso do homem quando ele chega próximo dos seus 30 anos.

Os primeiros a se casarem serão Anthony e Daphne, já que estão próximos a idade matrimonial, então a mãe começa uma busca implacável dos seus melhores pretendentes.

Nesse momento começa a série com o primeiro livro “O Duque e eu”, a primeira filha a ser apresentada a sociedade como uma donzela disponível ao casamento é Daphne, a quarta filha na sequência da geração Bridgertons e a mais velha das meninas, uma moça encantadora, sincera, com opiniões próprias e de coração puro. Quando o quesito é justiça e respeito essa garota deixa qualquer bem intencionado para trás, mas nossa heroína não é nenhuma Deusa de Vênus que faria qualquer homem se jogar a seus pés, tem seus cabelos e olhos castanhos e uma estatura mediana.

Temos também um cavalheiro, Simon, um rapaz muito bonito com olhos verdes-claros e seu corpo todo musculoso (tinha que ser né? rs), porém um rapaz que teve muitos problemas em sua infância e quase 30 anos de solidão e abandono do pai, já que sua mãe morrera no parto, devido a várias complicações em gestações anteriores, todas sem sucesso, e a idade avançada.

Simon no período escolar até sua formação, estudava com o irmão mais velho de Daphne, Anthony sempre foi seu melhor amigo e parceiro de aventuras, e durante esse período sua irmã, que é muito ligada, sempre lhe enviava cartas contando as novidades e como as coisas iam, já que com a morte do pai, Anthony por obrigação e direito teria que assumir os negócios da família.

Após o termino da faculdade Simon foi percorrer o mundo e Anthony assumiu sua obrigação como filho mais velho, 6 anos depois Simon retorna a Londres e visita seu melhor amigo e ai ele conhece a Daphne.

Minhas impressões

São muitos pontos a abordar nesse livro e acredito que a principal é a família.

Primeiramente vamos falar sobre expectativa das perfeições dos filhos perante seus pais, Simon viveu a sua vida desde que nasceu de forma solitária pelo fato de não poder atender as expectativas do seu pai o Duque de Hastings, acreditava fielmente que sua família tinha uma linhagem superior em inteligência e perfeição, e a preocupação do Duque em ter um primogênito com as mesmas características do pai era tão grande que ele se casou para a linhagem da família continuar, ele não se casou por amor, e como sua esposa sabia que o papel dela naquela família nada mais seria do que gerar filhos, ela se dedicou inteiramente a isso, foram em torno de 50 gestações, porém só a última quando ela já estava com uma idade avançada que vingou, mas para a tristeza do Duque seu filho tinha problemas fonológicos e não conseguia falar direito, e isso fez o Duque acreditar que o filho tinha algum problema mental e toda a reputação da família estaria arruinada e todo os bens e legados seriam tirados dos Basset, então o Duque abandona o filho.

Gente, esse ponto tratado do livro é muito forte, porque com essa ambição do Duque ele causou problemas terríveis ao filho, tão terríveis que fez com que o filho nunca se apaixonasse por ninguém, e no momento em que isso acontece ele nega a si mesmo essa dádiva, que é o privilégio de amar e ser amado.

Em contra partida ao mesmo tema, temos o amor familiar, a importância do bem estar e amor entre pais e filhos, que é muito forte na família Bridgertons, que um vive para poder todos viverem. O laço deles é tão grande que eles abdicariam de tudo para o bem estar do outro. O laço, a união e a paz é muito forte nessa família, que intimamente está ligada ao nosso querido Simon, pois ele mesmo, sim ele, contra sua própria natureza se apaixona à primeira vista pela encantadora Daphne, só para curiosidade de vocês nossa querida Daphne não se apaixonou de cara pelo galanteador não…

Outro ponto que acho de muita relevância nesse livro é:

Até onde a família da moça, ou do rapaz, pode intervir na relação conjugal do casal?
Todos os problemas do casal deve mesmo ser aberto para os irmãos e pais para que eles possam opinar? Qual o direito que um irmão tem em se envolver nos problemas daquele casal?

Pois é meu povo, desde o momento em que Simon e Daphne tem a ideia brilhante de fingir cortejo, seu melhor amigo e irmão da pobre donzela se revela o irmão mais ciumento da história, e proíbe com toda a sua autoridade familiar que eles fiquem sozinhos, de que Simon não pode tocar nela e que se ela se machucar Simon morreria. Nossa! Uau!

Anthony fica com tanto ciúmes, raiva e medo da irmã sofrer que ele passa por cima de todos anos de amizade com Simon, pois assim como Simon, Anthony sabia muito bem como era ser um libertino e sabia que isso poderia desflorar a pureza de sua irmã e acabar com a reputação da família para sempre, porém ele acompanha de perto cada movimento do amigo e da irmã e não deixa de forma nenhum de demonstrar sua insatisfação naquela união, dentro do período de 2 semanas de cortejo o casal já estava mais que apaixonado, e o sentimento de necessidade um pelo outro crescia mais a cada dia, porém eles não expunham seus sentimentos e um dia em um baile anual as emoções se misturam e se perdem no encantamento do amor e a situação fica mais que insuportável para nosso casal e o beijo acontece, Anthony surta, fica louco de ciúmes e ameaça matar Simon se ele não se casar com sua irmã, Simon continua a afirmar que não quer se casar, que nunca irá se casar, então é proposto um duelo.

Nessa parte do livro fica claro que ele gostava muito do amigo, mas Anthony gostava mais ainda da irmã e que ele estava disposto a ignorar o amigo em prol do carinho que tinha pela irmã, mas gente, esses dois fatos foram um dos vários momentos de intervenção dos irmãos Bridgertons, pois no mesmo momento em que a mãe tentava apresenta-la a sociedade londrina, os irmãos a tentavam esconder, a proteger de tudo e de todos que a pudessem fazer sofrer. Essas intervenções acorrem no momento de seus cortejos, de seu noivado, de seu casamento, ou seja, pela a vida inteira, ela é protegida como um bibelô e Simon mesmo casado é ameaçado de morte por seus irmãos, claro que tudo isso ainda faz parte do conceito família e seus aspectos.

Outro ponto que é muito bacana que está sendo abordado pela autora, que ultimamente anda bem refletido nos livros, é que tudo que passamos na nossa infância nós levamos como conhecimento para o resto da vida, como as alegrias, os traumas, a própria família nos torna o que seremos no futuro.

Esse livro tem muito detalhes, muitos personagens que a autora conseguiu encaixar em 288 páginas de forma harmoniosa entre vários eventos, e não podemos esquecer da fofoqueira de plantão Lady Whistledowns que sabe da vida de todos e deixa isso bem claro na sessão semanal do jornal. Espero que no decorrer dessa série possamos falar mais dos personagens que são maravilhosos e que vocês possam se apaixonar pela série assim como me apaixonei.

O livro é sensacional, é muito bom, é intenso, é forte, é vicioso rs,

Não posso esquecer de que é muito engraçado, tive vários momentos hilários, não foi à toa que a série teve mais de 3,5 bilhões de exemplares lidos, espetacular, gostei muito do primeiro e já virei queridinha da série.

Livro mais que recomendado!

Até a próxima pessoal 😉

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Resenha: Refúgio – Harlan Coben

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Refugio-harlan-coben-estante-dos-sonhosEditora: Arqueiro
Autor: Harlan Coben
ISBN: 9788580571608
Edição: 1
Número de páginas: 368
Acabamento: Brochura
Compre: Amazon
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Apresentado ao público pela primeira vez no suspense “Alta tensão”, Mickey Bolitar se vê obrigado a ir morar com seu tio Myron, um ex-agente do FBI, após testemunhar a morte do pai e internar a própria mãe numa clínica de reabilitação.
Agora o rapaz precisa se esforçar para conviver com o tio, de quem nunca gostou muito, e ainda se adaptar ao novo colégio. Para sua sorte, ele logo arruma uma namorada, a doce Ashley, que também é nova na escola. Quando sua vida parece estar entrando nos eixos, o destino lhe reserva uma surpresa: Ashley desaparece misteriosamente.
Determinado a não perder mais uma pessoa importante em sua vida, Mickey contará com a ajuda de seus novos amigos, os excêntricos Ema e Colherada, para seguir o rastro da namorada.

Minhas Impressões

A cada novo livro que eu pego, fico preocupado com a história. Se ela vai ser boa, se vai me instigar a ler, se eu vou ler o livro todo em algumas horas, enfim. Uma coisa que aprendi com o Harlan Coben é que não preciso me preocupar com isso. Qualquer livro que eu leia dele, sei que vou ficar desesperado pra ler logo até terminar, e não foi diferente com este.

Como não li ainda o Alta Tensão, dificilmente leio os livros na cronologia (a não ser os que exigem isso), fui apresentado ao Mickey Bolitar neste livro. A princípio achei que tinha pulado muitos livros da série e que ele era filho de Myron, mas na verdade se trata de seu sobrinho.

Após um acidente com seu pai e a decadência de sua mãe, Mickey passa a morar com seu tio, o qual ele não gosta muito. Acostumado a se mudar constantemente devido o trabalho dos pais, Mickey vê agora a possibilidade de formar amigos e ter uma vida normal na sua nova escola. Mickey é muito parecido com seu tio, alto, com porte atlético e muito habilidoso no basquete, mas ao contrário do que se esperava ele não se envolve com o grupinho de atletas da escola. Muito pelo contrário, ele passa a andar com um nerd muito estranho vulgo Colherada e com Ema, uma adolescente gordinha e com sérios problemas de baixa estima.

Quando ele se junta a esse “grupo de desajustados” já imaginei que o livro pararia por um bom tempo na velha história de Bullying que, quem acompanha literatura estrangeira conhece bem. Porém um dia no caminho da escola, Mickey é surpreendido por uma velha estranha que mora perto de sua casa e ela revela que seu pai ainda está vivo! Bom, todas as possibilidades de ter uma vida normal acabam com a afirmação de uma velha que era tida como louca pelos vizinhos.

Daí eu pensei, “fui surpreendido novamente”. O autor começa a tecer uma trama grande ao redor dessa afirmação. Mickey atordoado pela afirmação da velha, sofre outro baque, sua namorada some misteriosamente e parece que ninguém está procurando por ela! Então imagine um adolescente se metendo com bandidos terríveis atrás de uma namorada e respostas sobre seu pai, sem contar sua mãe que tem alguns problemas…

Enfim, algo que gosto muito no Harlan é que ele consegue abrir inúmeros mistérios na trama que vai te deixando cada vez mais envolvido com a história e com aquela vontade de adivinhar o que vai acontecer a seguir e no fim ele revela todos os mistérios. Esse é mais um livro do Harlan que vai ficar bem guardado no hall do melhores =). Com uma história intrigante e ação do começo ao fim, o autor consegue prender as mãos do leitor no livro até o fim. Recomendo muito esse livro, na verdade qual do Harlan Coben não é recomendável rs. Um detalhe que não posso esquecer é a capa, simplesmente excelente!

Até a próxima =)

Resenha: A Viagem do Tigre – Colleen Houck

/Editora Arqueiro/Resenhas/

A-Viagem-do-Tigre-estante-dos-sonhosEditora: Arqueiro
Autor: Colleen Houck
ISBN: 9788580411133
Edição: 1
Número de páginas: 496
Acabamento: Brochura
Compre: Amazon
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Perigo. Desolação. Escolhas. A eternidade é tempo demais para esperar pelo verdadeiro amor?
Em sua terceira busca, a jovem Kelsey Hayes e seus tigres precisam vencer desafios incríveis propostos por cinco dragões míticos. O elemento comum é a água, e o cenário de mar aberto obriga Kelsey a enfrentar seus piores temores.
Dessa vez, sua missão é encontrar o Colar de Pérolas Negras de Durga e tentar libertar seu amado Ren tanto da maldição do tigre quanto de sua repentina amnésia. No entanto o irmão dele, Kishan, tem outros planos, e os dois competem por sua afeição, além de afastarem aqueles que planejam frustrar seus objetivos.
Em A Viagem do Tigre, terceiro volume da série A maldição do tigre, Kelsey, Ren e Kishan retomam a jornada em direção ao seu verdadeiro destino numa história com muito suspense, criaturas encantadas, corações partidos e ação de primeira.
A épica saga dos tigres já foi lançada em 18 países e ocupou os primeiros lugares na lista dos mais vendidos do The New York Times.
“A viagem do tigre alterna com maestria uma aventura extraordinária e um romance delicado. A história vai agradar a todos os fãs da série, que irão aguardar ansiosos pelo quarto livro.” 
Booklist

Minhas Impressões

Simplesmente de tirar o fôlego, empolgante e com cenas de ação que deixa o coração disparado e te pega de surpresa a cada novo acontecimento.

Gente, fala sério a cada livro a Colleen Houck consegue inovar mais ainda sua forma magnífica de escrever, tem tantos detalhes bem explicados que você se sente dentro do livro acompanhando tudo como uma mosquinha de muita sorte. Mesmo sendo tão detalhado para quem conhece o trabalho da autora sabe que não fica algo enjoativo que você quer ir logo para frente, ao contrário, os detalhes prendem a atenção de uma forma empolgante.

Esse livro foi muito intenso para Kelsey, como tinha dito na resenha do volume anterior (O Resgate do Tigre) sobre o amadurecimento dela e isso continua em alguns pontos, ela está mais confiante, madura e esperta também.

E em relação a esses irmãos que são de parar o trânsito, eles continuam lindos, maravilhoso, malhados e de tirar o fôlego como de costume. Só que a Kells ficou meio bobona quando o assunto envolve os dois, sempre usando o Kishan como estepe do Ren. Eu simplesmente amo o jeito Bad Boy do Kishan, o que sumiu nesse livro, apesar de ter adorado o amadurecimento dele ao decorrer da historia, mas com isso ele sofre por causa do amor que sente pela Kelsey e muitas vezes parece capacho dela. Só pegando as sobras do Ren (pobre Kishan…).

Sendo o primeiro em que eles saem em missão os três juntinhos, porque o primeiro livro da saga é focado em Ren & Kelsey, no segundo livro já é Kishan & Kelsey, já nesse terceiro volume vem Ren & Kelsey & Kishan.

Uma coisa que eu percebi é que no decorrer da historia você vê e sente que a presença do Kishan é brutalmente diminuída. Poxa Colleen, isso não dá, ele também tá amaldiçoado meu povo, agora tira o cara só porque o Ren ta presente? Quando seria a grande chance dos leitores verem os dois juntos e sentirem a relação deles como irmãos, e não só com a Kells.

Acho que ficou um pouco forçado a Kelsey ter que ficar com alguém. Poxa aproveitasse a solteirice não para ir agarrando ate o leiteiro, mas para por as ideias em ordem e talz, tem um tempo pra ela também. Mas por outro lado pensei, será que com isso a autora não queria demonstrar o PAVOR evidente que ela tem de ficar sozinha após a morte dos pais? Não sei, só a Tia Colleen para responder essa.

A aventura desse livro eles devem encontrar o terceiro presente para que os irmãos tenham mais 6 horas como homens, afim de acabar com essa maldição que assola nossos tigres. O presente será o Colar de Durga, e para isso devem passar por Dragões, 05 sendo mais especifica. A descrição do domínio de cada um é de tirar o fôlego, e as provas que nossos personagens devem cumprir para poderem avançar até o próximo Dragão também são legais de se ler, algumas são realmente difíceis, outras são relax.

O que como sempre não deixa nada a desejar é as impecáveis pesquisas sobre os mitos e mitologias feitas pela autora e colocadas no livro. A da Lady Bicho de Seda é muito triste, até na época dela o amor não era fácil. Uma nova historia de Durga também é apresentada a nós, todas simplesmente ótimas. Como eu adoro história essa parte nos livros para mim é a mais aguardada.

O final dele foi simplesmente muuuuuito legal, Colleen deu uma reviravolta muito boa. Da vontade de coloca ele na cama e já correr pra livraria e compra o próximo e continuar lendo. O que eu já vou fazer agora!

Resenha: Sem deixar rastros – Harlan Coben

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Editora: Arqueiro
Autor: Harlan Coben
ISBN: 9788580410907
Edição: 1
Número de páginas: 272
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Myron Bolitar parecia destinado a uma carreira de sucesso na NBA quando uma lesão no joelho o afastou definitivamente das quadras. Porém, 10 anos depois, o agente esportivo, que também atua como detetive nas horas vagas, está de volta ao jogo – não para cumprir seu destino como astro do basquete, mas para desvendar mais um mistério.
O ídolo dos Dragons de Nova Jersey Greg Downing, principal adversário de Myron na época da faculdade, desapareceu sem deixar rastros pouco antes das finais do campeonato nacional. À frente do caso, Myron trabalhará infi ltrado entre os jogadores para tentar obter informações que o levem ao paradeiro do antigo rival, com quem também competiu pelo amor de uma mulher.
O que a princípio parece um típico desaparecimento vai ganhando contornos inesperados à medida que a investigação avança, reacendendo em Myron lembranças que ele nunca imaginou ter que reviver.
Com a ajuda de seus fiéis escudeiros, o excêntrico Win e a ex-lutadora profissional Esperanza, ele comprovará que seus piores pesadelos estão mais vivos do que nunca. E, em meio ao glamour da NBA e a criminosos da pior espécie, vai descobrir coisas sobre si mesmo que mudarão sua vida para sempre

Minhas Impressões

Tem alguns autores que você sempre recorre quando está procurando alguma coisa boa pra ler. Aquele tipo de livro que você tem certeza absoluta que será bom e Harlan Coben é um desses. Eu havia acabado de terminar outro livro que me deixou meio confuso por causa do enredo e eu tinha que ler alguma coisa diferente.

Pois bem, Sem deixar rastros é um típico suspense do Harlan Coben. Myron um ex-jogador de basquete é chamado pelo dono de um time para investigar o sumiço de um de seus jogadores. Esse jogador é um antigo rival de Myron desde a escola. Tudo indicava que era mais um astro querendo sumir da mídia, mas era final de campeonato e algo estava acontecendo. Cabe a Myron descobrir o paradeiro de seu “colega” sem deixar nada escapar para a imprensa.

O livro não deixa tempo pra você respirar. A cada página tem um mistério ou ação rolando e isso faz suas mãos suarem e não querer largar o livro. É incrível a forma como o autor consegue abrir um mundo de mistérios, com diversos personagens envolvidos e não perder o rumo da história. Por um momento você acha que não tem relação nenhuma o que ele está falando, mas pouco a pouco as coisas vão se encaixando.

São poucos os livros que conseguem segurar o resultado de um mistério até o fim. Sempre tem aqueles leitores que dizem que já sabiam o final. Neste livro não, só se a pessoa leu o final primeiro, claro.

Enfim, recomendo a leitura de mais este livro do Harlan Coben. O suspense com uma dosagem de humor garante uma ótima leitura e o final é surpreendente!

Resenha: Uma Curva na Estrada – Nicholas Sparks

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Uma-curva-na-estrada-estante-dos-sonhosEditora: Arqueiro
Autor: Nicholas Sparks
ISBN: 9788580411157
Edição: 1
Número de páginas: 304
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  85 de 100 pontos
Compre: Amazon

A vida do subxerife Miles Ryan parecia ter chegado ao fim no dia em que sua esposa morreu. Missy tinha sido seu primeiro amor, a namorada de escola que se tornara a companheira de todos os momentos, a mulher sensual que se mostrara uma mãe carinhosa. Uma noite Missy saiu para correr e não voltou. Tinha sido atropelada numa rua perto de casa. As investigações da polícia nada revelaram. Para Miles, esse fato é duplamente doloroso: além de enfrentar o sofrimento de perder a esposa, ele se culpa por não ter descoberto o motorista que a atropelou e fugiu sem prestar socorro.
Dois anos depois, ele ainda anseia levar o criminoso à justiça. É quando conhece Sarah Andrews. Professora de seu filho, Jonah, ela se mudou de Baltimore para New Bern na expectativa de refazer sua vida após o divórcio. Sarah logo percebe a tristeza nos olhos do aluno e, em seguida, nos do pai dele.
Sarah e Miles começam a se aproximar e, em pouco tempo, estão rindo juntos e apaixonados. Mas nenhum dos dois tem ideia de que um segredo os une e os obrigará a tomar uma decisão difícil, que pode mudar suas vidas para sempre. Em Uma curva na estrada, Nicholas Sparks escreve com incrível intensidade sobre as difíceis reviravoltas da vida e sua incomparável doçura. Um livro sobre as imperfeições do ser humano, os erros que todos cometemos e a alegria que experimentamos quando nos permitimos amar”.

Minhas Impressões

Envolvente, apaixonante e te leva às lagrimas.

Sempre tive um enorme desejo de ler algo desse autor, pois não tinha tido esse prazer ainda, só ouvia dizerem que seus livros eram simplesmente ótimos. Infelizmente no começo desse livro, me desanimei com o desenrolar da historia em si, não ia para lugar nenhum, ficava na mesmice de lembranças do passado, e não vinha para o presente, para algo que o leitor tenha aquela ligação e se prenda a leitura. Porém, isso não durou muito, a história de um capítulo para outro jogou o laço e me prendeu em suas páginas sem que eu percebesse.

Os personagens de Sparks nesse livro são cativantes e pessoas simples, para mim quem se destacou foi Sarah Andrews, mulher com fibra, garra e que não se deixou abater por uma situação pessoal desoladora que deixaria qualquer mulher sem saber o que fazer a seguir. Mas ela consegue juntar os pedaços de seu coração e continuar sua vida. Miles Ryan o subxerife também é bem marcante, a forma como ele preza a lembrança de sua esposa Missy e como ficou anos tentando descobrir quem a teria levado se sua vida naquele fatídico dia que lhe tira o sono todas as noites.

A trama em si é em torno do acidente de Missy e seu não solucionamento. A forma como Sparks explorar isso é delicada, levando em consideração muitas vezes a presença de Jonah, filho de Miles e Missy. Porém o garoto tem uma presença importante para o relacionamento de Sarah e Miles. A aceitação na professora namorar o pai, e vê-lo feliz é o mais importante para Jonah.

Desde o começo do livro, imaginei que quem teria atropelado Missy seria alguém próximo a Sarah, durante a leitura tive vários palpites, porém o que Sparks nos reserva ao final do livro é intrigante e ao mesmo tempo da pena.

Outra coisa interessante é a forma como o autor explora o ponto de vista da pessoa que dirigia o carro que bate em Missy. Ao longo do livro tendo seus pensamentos e detalhes sobre o que houve e como ele agiu em diferentes ocasiões sobre o acidente e suas consequências. Em momento algum eu tive raiva do motorista, muitas vezes em seus relatos você consegue sentir sua culpa, angustia e medo nas suas palavras.

Eu adorei o livro, por ser o primeiro que leio desse autor não me decepcionei ao contrario, fiquei animadíssima para ler seus outros romances.

Uma Curva na Estrada, nos leva a repensar a forma que ocorrem acidente ou como alguns “chamam acasos do destino”, leva o protagonista e o leitor a pensar no perdão, que hoje em dia é visto apenas como um fantasma do passado, pois ninguém mais se lembra dessa simples palavra e gesto que pode acalmar a autodestruição de uma vida, e livrar outra das correntes fantasmas do passado e incentivar a seguir adiante.

Resenha: Inferno – Dan Brown

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Inferno-dan-brown-estante-dos-sonhosEditora: Arqueiro
Autor: Dan Brown
ISBN: 9788580411522
Edição: 1
Número de páginas: 448
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Neste novo e fascinante thriller Dan Brown retoma a mistura magistral de história, arte, códigos e símbolos que o consagrou em O código Da Vinci, Anjos e demônios e O símbolo perdido e faz de Inferno sua aposta mais alta até o momento.
No coração da Itália, Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, é arrastado para um mundo angustiante centrado em uma das obras literárias mais duradouras e misteriosas da história: O Inferno, de Dante Alighieri.
Numa corrida contra o tempo, Langdon luta contra um adversário assustador e enfrenta um enigma engenhoso que o arrasta para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística. Tendo como pano de fundo o sombrio poema de Dante, Langdon mergulha numa caçada frenética para encontrar respostas e decidir em quem confiar, antes que o mundo que conhecemos seja destruído.

Minhas impressões

Não tenho muito o costume de ler Dan Brown. O último que li dele foi o Fortaleza Digital, um bom tempo atrás. Quando recebi da editora a notícia desse novo livro, fiquei extremamente curioso por saber pela capa que teria referências ao Inferno de Dante, livro que eu tenho lido bastante.

Pois bem, o livro não é nada diferente do que os outros livros dele em dois aspectos: O suspense e os enigmas! Robert Langdon acorda com amnésia em uma cidade que ele nem imaginava ter ido. Daí pra frente é uma corrida pra tentar descobrir o que ele está fazendo ali.

Algo que acho incrível nos livros desse autor, é a intensidade dos detalhes que ele dá das cidades, dos monumentos e da história original do lugar. Esse livro deveria ser considerado um livro de história. Eu que sou bem curioso, a cada referência a uma obra de arte, eu parava e procurava no Google pra saber o que era. Conforme o enredo vai se desenrolando, você vai conhecendo cada vez mais a história de florença, uma das cidades que se passa o livro e berço de Dante.

A cada página um mistério novo e o leitor vai acompanhando o desempenho de Langdon pra resolve-los. Sem contar as diversas reviravoltas do livro que pegam o leitor desprevenidos.

Enfim, pra evitar revelar alguma coisa do livro, só posso recomendar efusivamente este livro. É mais um sucesso de Dan Brown que reafirma ele como um excelente autor. Eu sei que vou procurar ler os outros dele o mais rápido possível. Quem é fã de Dante, recomendo também, é mais uma visão sobre a obra de Dante e uma visão interessante. Até a próxima =)

Resenha: Inferno de Gabriel – Sylvain Reynard

/Editora Arqueiro/Resenhas/

O-Inferno-de-Gabriel-estante-dos-sonhosEditora: Arqueiro
Autor: Sylvain Reynard
ISBN: 9788580411263
Edição: 1
Número de páginas: 512
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  10 de 100 pontos

Enigmático e sedutor, Gabriel Emerson é um renomado especialista em Dante. Durante o dia assume a fachada de um rigoroso professor universitário, mas à noite se entrega a uma desinibida vida de prazeres sem limites.
O que ninguém sabe é que tanto sua máscara de frieza quanto sua extrema sensualidade na verdade escondem uma alma atormentada pelas feridas do passado. Gabriel se tortura pelos erros que cometeu e acredita que para ele não há mais nenhuma esperança ou chance de se redimir dos pecados.
Julia Mitchell é uma jovem doce e inocente que luta para superar os traumas de uma infância difícil, marcada pela negligência dos pais. Quando vai fazer mestrado na Universidade de Toronto, ela sabe que reencontrará alguém importante – um homem que viu apenas uma vez, mas que nunca conseguiu esquecer.
Assim que põe os olhos em Julia, Gabriel é tomado por uma estranha sensação de familiaridade, embora não saiba dizer por quê. A inexplicável e profunda conexão que existe entre eles deixa o professor numa situação delicada, que colocará sua carreira em risco e o obrigará a enfrentar os fantasmas dos quais sempre tentou fugir.
Primeiro livro de uma trilogia, O inferno de Gabriel explora com brilhantismo a sensualidade de uma paixão proibida. É a história envolvente de dois amantes lutando para superar seus infernos pessoais e enfim viver a redenção que só o verdadeiro amor torna possível.

Minhas impressões

Como sempre, compro os livros sem ler a sinopse ou a contra capa para não estragar a surpresa. Comecei a ler na segunda e terminei na terça e vou explicar porque logo mais.

O livro é bem escrito, um romance intrigante envolvendo um professor e uma aluna. O mais interessante no caso, são as referências que o livro faz ao Inferno de Dante, algo que tenho pesquisado bastante ultimamente. Porém recomendo veementemente que se você já leu a série 50 tons não leia este livro.

Sendo justo com o autor. O livro é bom, porém (tem muitos poréns nessa resenha), quem já leu 50 tons vai associar a cada página algo ao Christian ou à Anastasia. Gabriel tem algumas manias e traumas de infância assim como Christian, além de ser adotado por uma família boa que ele não compreende. Julianne (Júlia) também é virgem e inexperiente, um detalhe que a difere da Anastasia é o fato dela ter tido um problema com o filho do senador. Isso faz com que ela seja mais retraída em relação ao sexo. Outro detalhe muito parecido também, o fato de somente Gabriel chama-la de Julianne (Somente Christian chamava Ana de Anastasia). Os dois (Gabriel e Júlia), começam a relação bem conturbada, se desentendendo até o ponto em que um não consegue mais resistir ao outro.

Enfim, tirando todas as associações entre um livro e outro, novamente, o livro é bom, um romance bem escrito. Essa intriga entre Júlia, Gabriel e o filho do senador, ainda dá um fôlego ao livro e vontade de se terminar o livro, mas pode se tornar irritante se você não conseguir esquecer o 50 tons. Portanto, antes de ler 50 tons, recomendo ler este. Aposto que você vai perceber que este é melhor que o outro. Como falei no início, comecei a ler na segunda e por não aguentar mais ler sobre a mesma coisa fui adiantando capítulos até que terminei =/

Até a próxima =)

Resenha: O Temor do Sábio: A Crônica do Matador de Rei – Segundo Dia – Patrick Rothfuss

/Editora Arqueiro/Resenhas/

o-temor-do-sabio-estante-dos-sonhosEditora: Arqueiro
Autor: Patrick Rothfuss
ISBN: 9788580410327
Edição: 1
Número de páginas: 960
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

“Lembre-se de que há três coisas que todo sábio teme: o mar na tormenta, uma noite sem luar e a ira de um homem gentil.”
O Temor do Sábio dá continuidade à impressionante história de Kvothe, o Arcano, o Sem-Sangue, o Matador do Rei. Quando é aconselhado a abandonar seus estudos na Universidade por um período, por causa de sua rivalidade com um membro da nobreza local, Kvothe é obrigado a tentar a vida em outras paragens.
Em busca de um patrocinador para sua música, viaja mais de mil quilômetros até Vintas. Lá, é rapidamente envolvido na política da corte. Enquanto tenta cair nas graças de um nobre poderoso, Kvothe usa sua habilidade de arcanista para impedir que ele seja envenenado e lidera um grupo de mercenários pela floresta, a fim de combater um bando de ladrões perigosos.
Ao longo do caminho, tem um encontro fantástico com Feluriana, uma criatura encantada à qual nenhum homem jamais pôde resistir ou sobreviver – até agora. Kvothe também conhece um guerreiro ademirano que o leva a sua terra, um lugar de costumes muito diferentes, onde vai aprender a lutar como poucos.
Enquanto persiste em sua busca de respostas sobre o Chandriano, o grupo de criaturas demoníacas responsável pela morte de seus pais, Kvothe percebe como a vida pode ser difícil quando um homem se torna uma lenda de seu próprio tempo.

Minhas impressões

Estava ansioso pelas minhas férias pra poder ler esse livro. Como vocês viram nesse mês de março quase não postei =[. Estava de férias e lendo bastante =]. Vou tentar resumir e não dar spoiler ao máximo, mas com um livro desse tamanho é impossível. Vamos parar de enrolação e vamos falar sobre Kvothe!

Após terminar o primeiro dia de narração e passada a confusão na hospedaria Bast, o aluno de Kvothe exige que o escriba cumpra uma ordem expressa que ele lhe dá. Fazer Kote se lembrar quem ele é realmente. Que seu Reshi é Kvothe, não um hospedeiro. Começa o segundo dia de narração e começamos a conhecer mais o dia-a-dia do nosso personagem principal.

Pouco a pouco vamos percebendo a genialidade de Kvothe. Não os mitos que as histórias populares do livro contam, mas a inteligência de um menino obstinado a alcançar seus objetivos. São tantas as experiências que vemos Kvothe passando que esquecemos que ele ainda é um adolescente de 16 anos e bem confuso quanto aos seus sentimentos e o que tem prioridade. Lembram da Denna? Quem não lembra? Kvothe ainda não sabe ao certo o que sente por ela, nem porque sente isso.

Amamos aquilo que amamos. A razão não entra nisso. Sob muitos aspectos, o amor insensato é o mais verdadeiro. Qualquer um pode amar uma coisa por causa de. É tão fácil quanto pôr um vintém no bolso. Mas amar algo apesar de, conhecer suas falhas e amá-las também, isso é raro, puro e perfeito.

Novamente. Pelo fato de vermos Kvothe como uma pessoa experiente e até impetuosa, vez ou outra não percebemos a idade que ele tem, nem que o mesmo pode ser suscetível, até mesmo frágil.

Não. As piores lembranças eram as da minha infância… Eram essas a piores lembranças. Preciosas e perfeitas. Cortante como estilhaços de vidro enchendo a boca. Fiquei deitado na cama, retesado num nó trêmulo incapaz de dormir, incapaz de voltar o pensamento para outras coisas, incapaz de me impedir de recordar. De novo. E de novo. E de novo.

Pelo ímpeto que ele tem, ele acaba se envolvendo em muitas confusões que não são de suas responsabilidades. Com isso o perigo aumenta a cada dia e vem de formas diferentes. É aí que Kvothe começa a ver que ele não é mais aquela criança miúda e esfomeada de Tarbean, que agora ele pode contar com algumas pessoas. Seus amigos.

Nessa noite, e em muitas outras que viriam, Wil e Simmon se alternaram na vigília enquanto eu dormia, mantendo-me a salvo com seu Alar. Eram o melhor tipo de amigo que há. O tipo por que todos anseiam, mas que ninguém merece, muito menos eu.

Passamos por apertos junto com Kvothe. Em algumas partes do livro sentimos o que Kvothe está passando.

…Como poderia contar a Denna que alguém havia roubado meu alaúde depois de ela ter-se dado todo o trabalho de mandar fazer aquele lindo presente para mim?
Denna sorriu, empolgada

Nesse meio tempo, Kvothe é “forçado” a tirar férias da Universidade. Por sorte ele é convidado a conhecer um possível mecenas. Um patrocinador. Ele viaja então, passando por diversas tribulações até chegar lá só com seu alaúde e uma roupa puída. Com sua esperteza ele não deixa que isso o atrapalhe e logo se vê diante do Maer. Um homem tão rico quanto e com direitos iguais ao Rei.

Falei mais acima que ele se metia em confusões que não lhe diziam respeito, mas isso mostra a dignidade de Kvothe em não deixar algum inocente sofrer. Assim ele descobre e mostra ao Maer que ele está sendo envenenado, e por alguém que o Maer conhece.

Cabe ao Kvothe provar para o Maer a verdade. Essa verdade não vai ser tão fácil.

Assim como todo os poderosos são, o Maer não tinha nenhuma consciência do que ele podia ou não fazer. Tudo estava ao seu alcance. E foi assim que Kvothe foi enviado como líder de um grupo de mercenários. Incluindo um Admriano. Por mais inexperiente que Kvothe seja nesse campo, ele interpreta muito bem o papel de líder, tendo que encarar a superstição de seu grupo.

É como dizia Teccam: não há nada mais difícil no mundo do que convencer alguém de uma verdade desconhecida.

O que eu posso dizer sobre essa parte do livro senão que Kvothe conseguiu aumentar sua fama. Sendo comparado ao Grande Tarbolim por seus feitos durante esta caçada.

Bom pra evitar mais spoilers, vou terminando por aqui dizendo somente que Kvothe encontra um ser que ele nunca imaginara existir. Que ser é esse? Acho melhor vocês lerem o livro =p. Mas vou deixar mais um trecho pra vocês:

– Talvez eu possa lhe dar um conselho – disse o ancião, com relutância. – Mas primeiro, você deve pensar bem nisto, rapaz: ao amar alguma coisa, certifique-se de que ela retribui seu amor, caso contrário, acarretará um número infindável de problemas ao persegui-la.

Enfim. O livro é incrível, arrisco dizer que até melhor que o primeiro (O nome do Vento). Sabe aquele livro que você conversa com o personagem, xinga seus inimigos, vibra com o sangue derramado e fica imaginando depois que termina o livro o que o personagem faria. Pois então, este é um desses livros. Até hoje somente dois autores fizeram eu me sentir assim, interligado com o personagem, Stephen King com A Torre Negra e a Anne Rice com o Lestat.

Recomendo veementemente o livro, pra quem quer algum livro pra guardar na coleção pra futuras gerações esse é essencial. E mais uma vez, agradeço à Arqueiro por trazer esse livro pro Brasil e por ter me presenteado com o mesmo =)

Até a próxima!

Resenha: Não conte à ninguém – Harlan Coben

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Corr_Cp_NãoConteNinguem_Arqueiro_15mm.pdfEditora: Arqueiro
Autor: Harlan Coben
ISBN: 9788599296516
Edição: 1
Número de páginas: 256
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Há oito anos, enquanto comemoravam o aniversário de seu primeiro beijo, o Dr. David Beck e sua esposa, Elizabeth, sofreram um terrível ataque. Ele foi golpeado e caiu no lago, inconsciente. Ela foi raptada e brutalmente assassinada por um serial killer. O caso volta à tona quando a polícia encontra dois corpos enterrados perto do local do crime, junto com o taco de beisebol usado para nocautear David.
Ao mesmo tempo, o médico recebe um misterioso e-mail, que, aparentemente, só pode ter sido enviado por sua esposa. Esses novos fatos fazem ressurgir inúmeras perguntas sem resposta: Como David conseguiu sair do lago? Elizabeth está viva? E, se estiver, de quem era o corpo enterrado oito anos antes? Por que ela demorou tanto para entrar em contato com o marido?

Minhas impressões

Já havia ouvido falar muito bem do Harlan Coben, porém nunca tinha parado pra ler seus livros. Acabei comprando uma coleção de livros dele de uma amiga e resolvi ler este primeiro. Confesso que não me arrependo nenhum pouco. O livro a princípio parece ser um simples romance, mas logo percebemos que não é só isso. Começa então uma trama sufocante.

Oito anos após a morte de sua esposa, David Beck começa a receber alguns emails estranhos, fazendo referência a detalhes do seu casamento que só ele e sua esposa poderiam saber. Detalhes de oito anos atrás que eles nunca tinham mencionado para ninguém. Então surge a dúvida: quem realmente está enviando aqueles emails? Será possível mesmo que depois de oito anos alguém começasse a fazer um trote, ou seria Elizabeth que estaria enviando?

Guiado por um link que só seria aberto “na hora do beijo” Beck começa a seguir as instruções que estão nos emails, mas um acidente em sua antiga casa no lago pode atrapalhar toda sua vida. Num deslizamento de terra, aparecem dois corpos e o suspeito dessas mortes só pode ser Beck. A investigação promete atrapalhar os planos de Beck de conseguir desvendar se sua esposa está viva ou não…

Enfim, pra não contar mais vou terminar por aqui. Como comentei mais acima, adorei o livro. O autor é realmente bom no que faz. Ele começa sem pretensão nenhuma sua história, e ela vai tomando forma, se agigantando e se tornando sufocante até você não querer parar mais de ler o livro. Recomendo muito!

Até a próxima.