Resenha: O Profeta – Khalil Gibran

/Editora Martin & Claret/Resenhas/

Editora: Martin Claret
Autor: Khalil Gibran
ISBN: 9788572329897
Edição: 1
Número de páginas: 140
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
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O profeta, obra-prima de Khalil Gibran, lançado em 1923, é um livro que inspira por meio de uma filosofia simples: viver bem com os nossos pensamentos, comportamentos e escolhas. Com sábias palavras, o autor propõe uma reflexão sobre a bondade e a beleza da vida. O profeta é uma obra acessível, para ler em todas as fases da vida, pois nos ensina sobre o amor, o trabalho, a alegria, a morte entre outros temas universais, por isso é um livro tão aclamado, com muitas edições e um grande número de leitores.

Minhas impressões

A primeira vez que ouvi falar de Khalil Gibran foi em uma aula da graduação, imersa na beleza singular do sugestivo nome de “as montanhas do Líbano” e seu cenário de neve e as cores das flores num lugar de cultura tão diferente da nossa.

O professor falou poeticamente da biografia de um cara muito à frente de seu tempo e de uma sensibilidade aguda e acima dos meros mortais que, como nós, ali estavam conhecendo sua vida e obra.
Desde então, sempre que posso ou “o livro me chama”, faço a leitura de “O Profeta”. Publicado em 1923 é daqueles em que podemos desfrutar inteiramente apenas em uma tarde preguiçosa, mas as reflexões provocadas nas poucas páginas nos acompanham por semanas a fio.

Resenha: O amante de lady Chatterley – D. H. Lawrence

/Editora Martin & Claret/Resenhas/

Editora: Martin & Claret
Autor: D. H. Lawrence
ASIN: 9788563560094
Edição: 1
Número de páginas: 379
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Poucos meses depois de seu casamento, Constance Chatterley, uma garota criada numa família burguesa e liberal, vê seu marido partir rumo à guerra. O homem que ela recebe de volta está paralisado da cintura para baixo, e eles se recolhem na vasta propriedade rural dos Chatterley. Inteiramente devotado à sua carreira literária e depois aos negócios da família, Clifford vai aos poucos se distanciando da mulher. Isolada, Constance encontra companhia no guarda-caças Oliver Mellors, um ex-soldado que resolveu viver no isolamento após sucessivos fracassos amorosos.
Último romance do autor, O amante de lady Chatterley foi banido em seu lançamento, em 1928, e só ganhou sua primeira edição oficial na Inglaterra em 1960, quando a editora Penguin enfrentou um processo de obscenidade para defender o livro. Àquela altura, já não espantava mais os leitores o uso de ‘palavras inapropriadas’ e as descrições vivas e detalhadas dos encontros sexuais de Constance Chatterley e Oliver Mellors. O que sobressaía era a força literária de Lawrence e a capacidade de capturar uma sociedade em transição.

Minhas impressões

A primeira vez que ouvi falar de “O Amante de Lady Chatterley” foi em um dos episódios da série Mad Man onde um exemplar do livro, visivelmente amassado e surrado, passava sorrateiro e entre risos pelas mãos das recepcionistas e secretárias do famoso escritório de publicidade.

Considerando a época e toda a questão de gênero envolvidos no seriado, ficou fácil a indicação de que o livro teria forte conotação sexual. O fato é que pouco tempo depois encontrei a obra e mergulhei em sua leitura que é realmente muito envolvente.

Narrado em terceira pessoa conta a história de Constance Chatterley, jovem a frente de seu tempo, emancipada e cheia de ideias, que logo após o casamento vê o marido ser convocado para a guerra e retornar paraplégico. A situação faz com que o casal mude para um lugar bastante ermo e bucólico, descrito com perfeição pelo autor, próximo apenas da mineradora da família do marido o que acaba provocando profunda inquietação na personagem central.