Resenha: De amor e maldade – Anne Rice

/Editora Rocco/Resenhas/

Editora: Rocco
Autor: Denis Thériault
ISBN: 9788532521903
Edição: 1
Número de páginas: 176
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos

segundo volume da série As Canções do Serafim, iniciada com Tempo dos anjos, a veterana escritora Anne Rice retoma a saga de Toby O´Dare, o ex-assassino de aluguel que continua sua árdua jornada em busca da redenção após dez longos anos de crimes com a ajuda do serafim Malchiah e com seu próprio anjo da guarda, Shmarya. Com seu talento singular para lidar com o sobrenatural, Rice troca os vampiros pelos anjos e mostra que continua uma imbatível contadora de histórias nesta trama dotada de magnífica reconstituição histórica e instigantes questionamentos metafísicos.

Minhas Impressões

Sempre que leio um livro chato, corro atrás de um livro do Stephen King ou da Anne Rice pra não perder o prazer de ler. Ainda bem que esse livro também é assim.

Esse foi o primeiro livro da “saga” de Anjos que li. É estranho, pois já estou acostumado com toda a sedução das crônicas vampirescas, principalmente acostumado com o Lestat. É difícil ler um livro dela, sem ele.

Deixando o saudosismo de lado, a autora traz uma nova história sobre o Tempo dos Anjos, mas nos mesmo moldes das crônicas, ou seja, não é necessário ler as outras obras para entender a atual.

Temos um “herói” que é convocado pelos anjos para completar tarefas divinas. Aqui abro um parêntesis para a forma que ela apresenta a “mitologia” dos anjos. Toby é enviado ao passado afim de responder uma prece feita por um judeu, bem na época da inquisição. Achei interessante a ideia de tempo assíncrono para os anjos. Todas as preces feitas são respondidas, mas em tempos diferentes. É uma ideia genial!

Toby é incumbido de resolver um problema que está acontecendo com uma família que acredita que seu médico está envenenando o filho mais velho. Toby precisa ser rápido, pois a inquisição está no auge. Basta um boato pra ser jogado no fogo. Lembrando que os judeus eram particularmente odiados nessa época.

Pra quem não lembra, na época da páscoa os judeus eram proibidos de saírem de casa, pois era considerados os assassinos de Jesus. Por muitos anos era costume no domingo de páscoa as pessoas saírem à caça dos judeus, para “vingarem Deus”. Portanto você verão que muito do livro realmente aconteceu e a Anne utiliza disso para deixar o livro mais interessante. Como comentei, os moldes desse livro segue o padrão da autora. Convenhamos que ela sabe como escrever um bom livro.

Enfim… Por mais que o assunto do livro tenha mudado, a qualidade continua a mesma. É o típico livro que devora-se em um dia. O boato de que ela parou de escrever sobre vampiros parece ser verdadeiro, infelizmente. Todavia ela continua escrevendo excelentemente bem. Continuo recomendando os livros dela =]

Até a próxima 😉