Resenha: Crônicas dos Senhores de Castelo – Efeito Manticore Livro 2 – G. Norris & G. Brasman

/Editora Verus/Resenhas/

Editora: Verus
Autor: G. Norris & G. Brasman
ISBN: 9788576861799
Edição: 1
Número de páginas: 393
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Na segunda parte da saga Crônicas dos Senhores de Castelo, Kullat, Thagir, Laryssa e Azio estão de volta. E, junto com outros três novos Senhores de Castelo, reúnem-se ao rei de Agas’B para celebrar a liberdade, a paz e a prosperidade no reino. Mas, comandados pelo misterioso feiticeiro Volgo, um grupo de vilões ataca inesperadamente e sequestram um dos nossos heróis. Este é o início de uma jornada eletrizante de resgate, repleta de desafios e perigos desde o reino de Agas’B, passando pelos Mares Boreais e chegando a um planeta totalmente desconhecido. Criaturas mágicas nunca vistas, uma batalha naval violenta e a fúria da natureza são apenas pequenos desafios se comparados ao que terão que enfrentar: um ninho das temíveis e selvagens criaturas chamadas Manticores. Escolhas difíceis e situações dramáticas determinarão o futuro dos nossos heróis, cujo sucesso ou fracasso, poderá mudar o curso da história de todo o Multiverso. Efeito Manticore: “Às vezes a escolha é sua. Outras vezes, você não tem escolha…”

Minhas impressões

Bom passei logo pra minhas impressões porque não ia aguentar falar do livro sem comentar.

Primeiramente, agradecer ao autores por me convencerem que brasileiros também sabem escrever literatura fantástica. A ideia de alterar o sobrenome pra um “americano” foi essencial pra alcançar esse pessoal que, como eu, tem esse pré conceito da literatura fantástica brasileira. Quando eu li o primeiro livro e um tempo depois vi o autor comentando no meu blog, primeiro eu não acreditei e depois fiquei muito feliz em descobrir que uma obra tão bem feita foi feita em terras tupiniquins.

Continuando as crônicas do primeiro livro, o segundo volume expande muito mais o multiverso apresentado no primeiro volume. Trazendo respostas para diversas curiosidades que porventura surgiram no final do primeiro volume. (spoilers leves abaixo)

Vemos com mais detalhes um misterioso personagem chamado Volgo e percebemos que a trama não é tão simples quanto parece.

Sendo jogados em uma armadilha os Senhores de Castelo precisam descobrir como estar um passo à frente de Volgo, mas ao mesmo tempo não tem escolha a não ser seguir diretamente para a armadilha. Obrigados a navegar nos mares boreais eles descobrem um novo mundo chamado Breasal. Mesmo Kullat e Thagir sendo Senhores de Castelo extremamente poderosos percebem que tem algo errado nessas terras e devem se ajustar à maru do lugar. Logo Thagir, Kullat, Driera e IkiDau, e a princesa se ajustam e começam de fato a encarar as adversidades.

Nesse livro fica bem mais claro como a amizade entre Thagir e Kullat é forte e se encaixa perfeitamente. Um é estrategista e extremamente inteligente, o outro impulsivo e extremamente forte. Juntos eles são imbatíveis, mas essa missão vai abalar as convicções dos Senhores de Castelo.

Enfim, antes que eu conte mais do que devia, recomendo imensamente o livro. Demorei pra ler o segundo volume esperando a saída do terceiro. O livro é completamente rico em detalhes e como no primeiro, consegue abrir mundos e explicar cada detalhes deles, sem deixar nenhuma ponta solta. Eu que leio bastante literatura fantástica, dou parabéns aos autores pela bela obra!

Até a próxima!

Resenha: O chamado do anjo – Guillaume Musso

/Editora Verus/Resenhas/

O-chamado-do-anjo-estante-dos-sonhosEditora: Verus
Autor: Guillaume Musso
ISBN: 9788576861805
Edição: 1
Número de páginas: 336
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Nova York, Aeroporto JFK. Na sala de embarque lotada, um homem e uma mulher se esbarram, espalhando suas coisas pelo chão. Após uma discussão banal, cada um segue seu caminho. Madeline e Jonathan nunca haviam se visto e jamais deveriam voltar a se encontrar. Porém, ao recolher seus pertences, trocaram por descuido os celulares. Quando percebem o engano, já estão a dez mil quilômetros um do outro — ela é florista em Paris, ele tem um restaurante em San Francisco. Não demora muito para ambos cederem à curiosidade, explorando o conteúdo dos respectivos aparelhos. Uma dupla indiscrição, que leva a uma revelação inesperada: suas vidas estão ligadas por um segredo que eles julgavam enterrado para sempre… O chamado do anjo é uma trama magistralmente construída, que passeia entre o romance e o suspense, com um final de tirar o fôlego.

Minhas impressões

Jonathan e Madeleine. Aparentemente opostos. Ela uma florista Parisiense. Ele um ex-cozinheiro de prestigio. O que eles têm em comum? O mesmo modelo de celular e alguns segredos ocultos.

Tudo começa no aeroporto JFK, em uma sala de embarque, onde duas pessoas totalmente desconhecidas se esbarram e acabam trocando os celulares e quando percebem o erro cometido já é tarde demais: ele está em São Francisco, e ela na França. Ambos procuram uma maneira de desfazer a troca, porém movidos pela curiosidade, eles decidem vasculhar o aparelho um do outro e descobrir um pouco mais sobre a vida de cada um.

O livro foi uma grande surpresa. Estava esperando algo totalmente clichê, um romance como qualquer outro já lido, porém me enganei totalmente. Primeiro de tudo é que nem sei que classificação de gênero dar para este livro. Ele é tão completo que não sei onde encaixá-lo.

Musso conseguiu fazer um livro para ninguém botar defeito. Ele acertou no enredo, nas tramas paralelas, nos personagens secundários e principalmente nos personagens principais. Jonathan e Madeleine são completamente cativantes. Madeleine não é uma mocinha qualquer, não é aquele tipo de mocinha chata como a Bella, de Crepúsculo. Ela é aquele tipo de mocinha eletrizante, com um ar de heroína que sabe o que faz e onde pisa. Já Jonathan é gente como a gente, bom moço, porém com grandes segredos por trás dessa bondade toda.

É difícil falar sobre este livro porque é tanta coisa que você vai descobrindo a cada pagina lida que eu fico até com medo de revelar algo que não devo.

O passado move todo o enredo e com o andar da carruagem podemos perceber que Jonathan e Madeleine estão mais ligados do que apenas por uma troca de celular.

O que me resta a dizer é que Guillaume Musso é um gênio em criar enigmas e situações eletrizantes. Ele sabe onde e quando encaixar uma cena ou uma ação de algum personagem.

Se você procura por um romance bobo sugiro que não leia este livro. Agora se você quer algo totalmente eletrizante e que deixe qualquer fã de Harlan Coben animado, não pense duas vezes para começar a ler esta magnífica obra.