Resenha: Refúgio – Harlan Coben

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Refugio-harlan-coben-estante-dos-sonhosEditora: Arqueiro
Autor: Harlan Coben
ISBN: 9788580571608
Edição: 1
Número de páginas: 368
Acabamento: Brochura
Compre: Amazon
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Apresentado ao público pela primeira vez no suspense “Alta tensão”, Mickey Bolitar se vê obrigado a ir morar com seu tio Myron, um ex-agente do FBI, após testemunhar a morte do pai e internar a própria mãe numa clínica de reabilitação.
Agora o rapaz precisa se esforçar para conviver com o tio, de quem nunca gostou muito, e ainda se adaptar ao novo colégio. Para sua sorte, ele logo arruma uma namorada, a doce Ashley, que também é nova na escola. Quando sua vida parece estar entrando nos eixos, o destino lhe reserva uma surpresa: Ashley desaparece misteriosamente.
Determinado a não perder mais uma pessoa importante em sua vida, Mickey contará com a ajuda de seus novos amigos, os excêntricos Ema e Colherada, para seguir o rastro da namorada.

Minhas Impressões

A cada novo livro que eu pego, fico preocupado com a história. Se ela vai ser boa, se vai me instigar a ler, se eu vou ler o livro todo em algumas horas, enfim. Uma coisa que aprendi com o Harlan Coben é que não preciso me preocupar com isso. Qualquer livro que eu leia dele, sei que vou ficar desesperado pra ler logo até terminar, e não foi diferente com este.

Como não li ainda o Alta Tensão, dificilmente leio os livros na cronologia (a não ser os que exigem isso), fui apresentado ao Mickey Bolitar neste livro. A princípio achei que tinha pulado muitos livros da série e que ele era filho de Myron, mas na verdade se trata de seu sobrinho.

Após um acidente com seu pai e a decadência de sua mãe, Mickey passa a morar com seu tio, o qual ele não gosta muito. Acostumado a se mudar constantemente devido o trabalho dos pais, Mickey vê agora a possibilidade de formar amigos e ter uma vida normal na sua nova escola. Mickey é muito parecido com seu tio, alto, com porte atlético e muito habilidoso no basquete, mas ao contrário do que se esperava ele não se envolve com o grupinho de atletas da escola. Muito pelo contrário, ele passa a andar com um nerd muito estranho vulgo Colherada e com Ema, uma adolescente gordinha e com sérios problemas de baixa estima.

Quando ele se junta a esse “grupo de desajustados” já imaginei que o livro pararia por um bom tempo na velha história de Bullying que, quem acompanha literatura estrangeira conhece bem. Porém um dia no caminho da escola, Mickey é surpreendido por uma velha estranha que mora perto de sua casa e ela revela que seu pai ainda está vivo! Bom, todas as possibilidades de ter uma vida normal acabam com a afirmação de uma velha que era tida como louca pelos vizinhos.

Daí eu pensei, “fui surpreendido novamente”. O autor começa a tecer uma trama grande ao redor dessa afirmação. Mickey atordoado pela afirmação da velha, sofre outro baque, sua namorada some misteriosamente e parece que ninguém está procurando por ela! Então imagine um adolescente se metendo com bandidos terríveis atrás de uma namorada e respostas sobre seu pai, sem contar sua mãe que tem alguns problemas…

Enfim, algo que gosto muito no Harlan é que ele consegue abrir inúmeros mistérios na trama que vai te deixando cada vez mais envolvido com a história e com aquela vontade de adivinhar o que vai acontecer a seguir e no fim ele revela todos os mistérios. Esse é mais um livro do Harlan que vai ficar bem guardado no hall do melhores =). Com uma história intrigante e ação do começo ao fim, o autor consegue prender as mãos do leitor no livro até o fim. Recomendo muito esse livro, na verdade qual do Harlan Coben não é recomendável rs. Um detalhe que não posso esquecer é a capa, simplesmente excelente!

Até a próxima =)

Resenha: A Viagem do Tigre – Colleen Houck

/Editora Arqueiro/Resenhas/

A-Viagem-do-Tigre-estante-dos-sonhosEditora: Arqueiro
Autor: Colleen Houck
ISBN: 9788580411133
Edição: 1
Número de páginas: 496
Acabamento: Brochura
Compre: Amazon
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Perigo. Desolação. Escolhas. A eternidade é tempo demais para esperar pelo verdadeiro amor?
Em sua terceira busca, a jovem Kelsey Hayes e seus tigres precisam vencer desafios incríveis propostos por cinco dragões míticos. O elemento comum é a água, e o cenário de mar aberto obriga Kelsey a enfrentar seus piores temores.
Dessa vez, sua missão é encontrar o Colar de Pérolas Negras de Durga e tentar libertar seu amado Ren tanto da maldição do tigre quanto de sua repentina amnésia. No entanto o irmão dele, Kishan, tem outros planos, e os dois competem por sua afeição, além de afastarem aqueles que planejam frustrar seus objetivos.
Em A Viagem do Tigre, terceiro volume da série A maldição do tigre, Kelsey, Ren e Kishan retomam a jornada em direção ao seu verdadeiro destino numa história com muito suspense, criaturas encantadas, corações partidos e ação de primeira.
A épica saga dos tigres já foi lançada em 18 países e ocupou os primeiros lugares na lista dos mais vendidos do The New York Times.
“A viagem do tigre alterna com maestria uma aventura extraordinária e um romance delicado. A história vai agradar a todos os fãs da série, que irão aguardar ansiosos pelo quarto livro.” 
Booklist

Minhas Impressões

Simplesmente de tirar o fôlego, empolgante e com cenas de ação que deixa o coração disparado e te pega de surpresa a cada novo acontecimento.

Gente, fala sério a cada livro a Colleen Houck consegue inovar mais ainda sua forma magnífica de escrever, tem tantos detalhes bem explicados que você se sente dentro do livro acompanhando tudo como uma mosquinha de muita sorte. Mesmo sendo tão detalhado para quem conhece o trabalho da autora sabe que não fica algo enjoativo que você quer ir logo para frente, ao contrário, os detalhes prendem a atenção de uma forma empolgante.

Esse livro foi muito intenso para Kelsey, como tinha dito na resenha do volume anterior (O Resgate do Tigre) sobre o amadurecimento dela e isso continua em alguns pontos, ela está mais confiante, madura e esperta também.

E em relação a esses irmãos que são de parar o trânsito, eles continuam lindos, maravilhoso, malhados e de tirar o fôlego como de costume. Só que a Kells ficou meio bobona quando o assunto envolve os dois, sempre usando o Kishan como estepe do Ren. Eu simplesmente amo o jeito Bad Boy do Kishan, o que sumiu nesse livro, apesar de ter adorado o amadurecimento dele ao decorrer da historia, mas com isso ele sofre por causa do amor que sente pela Kelsey e muitas vezes parece capacho dela. Só pegando as sobras do Ren (pobre Kishan…).

Sendo o primeiro em que eles saem em missão os três juntinhos, porque o primeiro livro da saga é focado em Ren & Kelsey, no segundo livro já é Kishan & Kelsey, já nesse terceiro volume vem Ren & Kelsey & Kishan.

Uma coisa que eu percebi é que no decorrer da historia você vê e sente que a presença do Kishan é brutalmente diminuída. Poxa Colleen, isso não dá, ele também tá amaldiçoado meu povo, agora tira o cara só porque o Ren ta presente? Quando seria a grande chance dos leitores verem os dois juntos e sentirem a relação deles como irmãos, e não só com a Kells.

Acho que ficou um pouco forçado a Kelsey ter que ficar com alguém. Poxa aproveitasse a solteirice não para ir agarrando ate o leiteiro, mas para por as ideias em ordem e talz, tem um tempo pra ela também. Mas por outro lado pensei, será que com isso a autora não queria demonstrar o PAVOR evidente que ela tem de ficar sozinha após a morte dos pais? Não sei, só a Tia Colleen para responder essa.

A aventura desse livro eles devem encontrar o terceiro presente para que os irmãos tenham mais 6 horas como homens, afim de acabar com essa maldição que assola nossos tigres. O presente será o Colar de Durga, e para isso devem passar por Dragões, 05 sendo mais especifica. A descrição do domínio de cada um é de tirar o fôlego, e as provas que nossos personagens devem cumprir para poderem avançar até o próximo Dragão também são legais de se ler, algumas são realmente difíceis, outras são relax.

O que como sempre não deixa nada a desejar é as impecáveis pesquisas sobre os mitos e mitologias feitas pela autora e colocadas no livro. A da Lady Bicho de Seda é muito triste, até na época dela o amor não era fácil. Uma nova historia de Durga também é apresentada a nós, todas simplesmente ótimas. Como eu adoro história essa parte nos livros para mim é a mais aguardada.

O final dele foi simplesmente muuuuuito legal, Colleen deu uma reviravolta muito boa. Da vontade de coloca ele na cama e já correr pra livraria e compra o próximo e continuar lendo. O que eu já vou fazer agora!

Resenha: Sem deixar rastros – Harlan Coben

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Editora: Arqueiro
Autor: Harlan Coben
ISBN: 9788580410907
Edição: 1
Número de páginas: 272
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Myron Bolitar parecia destinado a uma carreira de sucesso na NBA quando uma lesão no joelho o afastou definitivamente das quadras. Porém, 10 anos depois, o agente esportivo, que também atua como detetive nas horas vagas, está de volta ao jogo – não para cumprir seu destino como astro do basquete, mas para desvendar mais um mistério.
O ídolo dos Dragons de Nova Jersey Greg Downing, principal adversário de Myron na época da faculdade, desapareceu sem deixar rastros pouco antes das finais do campeonato nacional. À frente do caso, Myron trabalhará infi ltrado entre os jogadores para tentar obter informações que o levem ao paradeiro do antigo rival, com quem também competiu pelo amor de uma mulher.
O que a princípio parece um típico desaparecimento vai ganhando contornos inesperados à medida que a investigação avança, reacendendo em Myron lembranças que ele nunca imaginou ter que reviver.
Com a ajuda de seus fiéis escudeiros, o excêntrico Win e a ex-lutadora profissional Esperanza, ele comprovará que seus piores pesadelos estão mais vivos do que nunca. E, em meio ao glamour da NBA e a criminosos da pior espécie, vai descobrir coisas sobre si mesmo que mudarão sua vida para sempre

Minhas Impressões

Tem alguns autores que você sempre recorre quando está procurando alguma coisa boa pra ler. Aquele tipo de livro que você tem certeza absoluta que será bom e Harlan Coben é um desses. Eu havia acabado de terminar outro livro que me deixou meio confuso por causa do enredo e eu tinha que ler alguma coisa diferente.

Pois bem, Sem deixar rastros é um típico suspense do Harlan Coben. Myron um ex-jogador de basquete é chamado pelo dono de um time para investigar o sumiço de um de seus jogadores. Esse jogador é um antigo rival de Myron desde a escola. Tudo indicava que era mais um astro querendo sumir da mídia, mas era final de campeonato e algo estava acontecendo. Cabe a Myron descobrir o paradeiro de seu “colega” sem deixar nada escapar para a imprensa.

O livro não deixa tempo pra você respirar. A cada página tem um mistério ou ação rolando e isso faz suas mãos suarem e não querer largar o livro. É incrível a forma como o autor consegue abrir um mundo de mistérios, com diversos personagens envolvidos e não perder o rumo da história. Por um momento você acha que não tem relação nenhuma o que ele está falando, mas pouco a pouco as coisas vão se encaixando.

São poucos os livros que conseguem segurar o resultado de um mistério até o fim. Sempre tem aqueles leitores que dizem que já sabiam o final. Neste livro não, só se a pessoa leu o final primeiro, claro.

Enfim, recomendo a leitura de mais este livro do Harlan Coben. O suspense com uma dosagem de humor garante uma ótima leitura e o final é surpreendente!

Resenha: Uma Curva na Estrada – Nicholas Sparks

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Uma-curva-na-estrada-estante-dos-sonhosEditora: Arqueiro
Autor: Nicholas Sparks
ISBN: 9788580411157
Edição: 1
Número de páginas: 304
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  85 de 100 pontos
Compre: Amazon

A vida do subxerife Miles Ryan parecia ter chegado ao fim no dia em que sua esposa morreu. Missy tinha sido seu primeiro amor, a namorada de escola que se tornara a companheira de todos os momentos, a mulher sensual que se mostrara uma mãe carinhosa. Uma noite Missy saiu para correr e não voltou. Tinha sido atropelada numa rua perto de casa. As investigações da polícia nada revelaram. Para Miles, esse fato é duplamente doloroso: além de enfrentar o sofrimento de perder a esposa, ele se culpa por não ter descoberto o motorista que a atropelou e fugiu sem prestar socorro.
Dois anos depois, ele ainda anseia levar o criminoso à justiça. É quando conhece Sarah Andrews. Professora de seu filho, Jonah, ela se mudou de Baltimore para New Bern na expectativa de refazer sua vida após o divórcio. Sarah logo percebe a tristeza nos olhos do aluno e, em seguida, nos do pai dele.
Sarah e Miles começam a se aproximar e, em pouco tempo, estão rindo juntos e apaixonados. Mas nenhum dos dois tem ideia de que um segredo os une e os obrigará a tomar uma decisão difícil, que pode mudar suas vidas para sempre. Em Uma curva na estrada, Nicholas Sparks escreve com incrível intensidade sobre as difíceis reviravoltas da vida e sua incomparável doçura. Um livro sobre as imperfeições do ser humano, os erros que todos cometemos e a alegria que experimentamos quando nos permitimos amar”.

Minhas Impressões

Envolvente, apaixonante e te leva às lagrimas.

Sempre tive um enorme desejo de ler algo desse autor, pois não tinha tido esse prazer ainda, só ouvia dizerem que seus livros eram simplesmente ótimos. Infelizmente no começo desse livro, me desanimei com o desenrolar da historia em si, não ia para lugar nenhum, ficava na mesmice de lembranças do passado, e não vinha para o presente, para algo que o leitor tenha aquela ligação e se prenda a leitura. Porém, isso não durou muito, a história de um capítulo para outro jogou o laço e me prendeu em suas páginas sem que eu percebesse.

Os personagens de Sparks nesse livro são cativantes e pessoas simples, para mim quem se destacou foi Sarah Andrews, mulher com fibra, garra e que não se deixou abater por uma situação pessoal desoladora que deixaria qualquer mulher sem saber o que fazer a seguir. Mas ela consegue juntar os pedaços de seu coração e continuar sua vida. Miles Ryan o subxerife também é bem marcante, a forma como ele preza a lembrança de sua esposa Missy e como ficou anos tentando descobrir quem a teria levado se sua vida naquele fatídico dia que lhe tira o sono todas as noites.

A trama em si é em torno do acidente de Missy e seu não solucionamento. A forma como Sparks explorar isso é delicada, levando em consideração muitas vezes a presença de Jonah, filho de Miles e Missy. Porém o garoto tem uma presença importante para o relacionamento de Sarah e Miles. A aceitação na professora namorar o pai, e vê-lo feliz é o mais importante para Jonah.

Desde o começo do livro, imaginei que quem teria atropelado Missy seria alguém próximo a Sarah, durante a leitura tive vários palpites, porém o que Sparks nos reserva ao final do livro é intrigante e ao mesmo tempo da pena.

Outra coisa interessante é a forma como o autor explora o ponto de vista da pessoa que dirigia o carro que bate em Missy. Ao longo do livro tendo seus pensamentos e detalhes sobre o que houve e como ele agiu em diferentes ocasiões sobre o acidente e suas consequências. Em momento algum eu tive raiva do motorista, muitas vezes em seus relatos você consegue sentir sua culpa, angustia e medo nas suas palavras.

Eu adorei o livro, por ser o primeiro que leio desse autor não me decepcionei ao contrario, fiquei animadíssima para ler seus outros romances.

Uma Curva na Estrada, nos leva a repensar a forma que ocorrem acidente ou como alguns “chamam acasos do destino”, leva o protagonista e o leitor a pensar no perdão, que hoje em dia é visto apenas como um fantasma do passado, pois ninguém mais se lembra dessa simples palavra e gesto que pode acalmar a autodestruição de uma vida, e livrar outra das correntes fantasmas do passado e incentivar a seguir adiante.

Resenha: Inferno – Dan Brown

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Inferno-dan-brown-estante-dos-sonhosEditora: Arqueiro
Autor: Dan Brown
ISBN: 9788580411522
Edição: 1
Número de páginas: 448
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Neste novo e fascinante thriller Dan Brown retoma a mistura magistral de história, arte, códigos e símbolos que o consagrou em O código Da Vinci, Anjos e demônios e O símbolo perdido e faz de Inferno sua aposta mais alta até o momento.
No coração da Itália, Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, é arrastado para um mundo angustiante centrado em uma das obras literárias mais duradouras e misteriosas da história: O Inferno, de Dante Alighieri.
Numa corrida contra o tempo, Langdon luta contra um adversário assustador e enfrenta um enigma engenhoso que o arrasta para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística. Tendo como pano de fundo o sombrio poema de Dante, Langdon mergulha numa caçada frenética para encontrar respostas e decidir em quem confiar, antes que o mundo que conhecemos seja destruído.

Minhas impressões

Não tenho muito o costume de ler Dan Brown. O último que li dele foi o Fortaleza Digital, um bom tempo atrás. Quando recebi da editora a notícia desse novo livro, fiquei extremamente curioso por saber pela capa que teria referências ao Inferno de Dante, livro que eu tenho lido bastante.

Pois bem, o livro não é nada diferente do que os outros livros dele em dois aspectos: O suspense e os enigmas! Robert Langdon acorda com amnésia em uma cidade que ele nem imaginava ter ido. Daí pra frente é uma corrida pra tentar descobrir o que ele está fazendo ali.

Algo que acho incrível nos livros desse autor, é a intensidade dos detalhes que ele dá das cidades, dos monumentos e da história original do lugar. Esse livro deveria ser considerado um livro de história. Eu que sou bem curioso, a cada referência a uma obra de arte, eu parava e procurava no Google pra saber o que era. Conforme o enredo vai se desenrolando, você vai conhecendo cada vez mais a história de florença, uma das cidades que se passa o livro e berço de Dante.

A cada página um mistério novo e o leitor vai acompanhando o desempenho de Langdon pra resolve-los. Sem contar as diversas reviravoltas do livro que pegam o leitor desprevenidos.

Enfim, pra evitar revelar alguma coisa do livro, só posso recomendar efusivamente este livro. É mais um sucesso de Dan Brown que reafirma ele como um excelente autor. Eu sei que vou procurar ler os outros dele o mais rápido possível. Quem é fã de Dante, recomendo também, é mais uma visão sobre a obra de Dante e uma visão interessante. Até a próxima =)

Resenha: O Temor do Sábio: A Crônica do Matador de Rei – Segundo Dia – Patrick Rothfuss

/Editora Arqueiro/Resenhas/

o-temor-do-sabio-estante-dos-sonhosEditora: Arqueiro
Autor: Patrick Rothfuss
ISBN: 9788580410327
Edição: 1
Número de páginas: 960
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

“Lembre-se de que há três coisas que todo sábio teme: o mar na tormenta, uma noite sem luar e a ira de um homem gentil.”
O Temor do Sábio dá continuidade à impressionante história de Kvothe, o Arcano, o Sem-Sangue, o Matador do Rei. Quando é aconselhado a abandonar seus estudos na Universidade por um período, por causa de sua rivalidade com um membro da nobreza local, Kvothe é obrigado a tentar a vida em outras paragens.
Em busca de um patrocinador para sua música, viaja mais de mil quilômetros até Vintas. Lá, é rapidamente envolvido na política da corte. Enquanto tenta cair nas graças de um nobre poderoso, Kvothe usa sua habilidade de arcanista para impedir que ele seja envenenado e lidera um grupo de mercenários pela floresta, a fim de combater um bando de ladrões perigosos.
Ao longo do caminho, tem um encontro fantástico com Feluriana, uma criatura encantada à qual nenhum homem jamais pôde resistir ou sobreviver – até agora. Kvothe também conhece um guerreiro ademirano que o leva a sua terra, um lugar de costumes muito diferentes, onde vai aprender a lutar como poucos.
Enquanto persiste em sua busca de respostas sobre o Chandriano, o grupo de criaturas demoníacas responsável pela morte de seus pais, Kvothe percebe como a vida pode ser difícil quando um homem se torna uma lenda de seu próprio tempo.

Minhas impressões

Estava ansioso pelas minhas férias pra poder ler esse livro. Como vocês viram nesse mês de março quase não postei =[. Estava de férias e lendo bastante =]. Vou tentar resumir e não dar spoiler ao máximo, mas com um livro desse tamanho é impossível. Vamos parar de enrolação e vamos falar sobre Kvothe!

Após terminar o primeiro dia de narração e passada a confusão na hospedaria Bast, o aluno de Kvothe exige que o escriba cumpra uma ordem expressa que ele lhe dá. Fazer Kote se lembrar quem ele é realmente. Que seu Reshi é Kvothe, não um hospedeiro. Começa o segundo dia de narração e começamos a conhecer mais o dia-a-dia do nosso personagem principal.

Pouco a pouco vamos percebendo a genialidade de Kvothe. Não os mitos que as histórias populares do livro contam, mas a inteligência de um menino obstinado a alcançar seus objetivos. São tantas as experiências que vemos Kvothe passando que esquecemos que ele ainda é um adolescente de 16 anos e bem confuso quanto aos seus sentimentos e o que tem prioridade. Lembram da Denna? Quem não lembra? Kvothe ainda não sabe ao certo o que sente por ela, nem porque sente isso.

Amamos aquilo que amamos. A razão não entra nisso. Sob muitos aspectos, o amor insensato é o mais verdadeiro. Qualquer um pode amar uma coisa por causa de. É tão fácil quanto pôr um vintém no bolso. Mas amar algo apesar de, conhecer suas falhas e amá-las também, isso é raro, puro e perfeito.

Novamente. Pelo fato de vermos Kvothe como uma pessoa experiente e até impetuosa, vez ou outra não percebemos a idade que ele tem, nem que o mesmo pode ser suscetível, até mesmo frágil.

Não. As piores lembranças eram as da minha infância… Eram essas a piores lembranças. Preciosas e perfeitas. Cortante como estilhaços de vidro enchendo a boca. Fiquei deitado na cama, retesado num nó trêmulo incapaz de dormir, incapaz de voltar o pensamento para outras coisas, incapaz de me impedir de recordar. De novo. E de novo. E de novo.

Pelo ímpeto que ele tem, ele acaba se envolvendo em muitas confusões que não são de suas responsabilidades. Com isso o perigo aumenta a cada dia e vem de formas diferentes. É aí que Kvothe começa a ver que ele não é mais aquela criança miúda e esfomeada de Tarbean, que agora ele pode contar com algumas pessoas. Seus amigos.

Nessa noite, e em muitas outras que viriam, Wil e Simmon se alternaram na vigília enquanto eu dormia, mantendo-me a salvo com seu Alar. Eram o melhor tipo de amigo que há. O tipo por que todos anseiam, mas que ninguém merece, muito menos eu.

Passamos por apertos junto com Kvothe. Em algumas partes do livro sentimos o que Kvothe está passando.

…Como poderia contar a Denna que alguém havia roubado meu alaúde depois de ela ter-se dado todo o trabalho de mandar fazer aquele lindo presente para mim?
Denna sorriu, empolgada

Nesse meio tempo, Kvothe é “forçado” a tirar férias da Universidade. Por sorte ele é convidado a conhecer um possível mecenas. Um patrocinador. Ele viaja então, passando por diversas tribulações até chegar lá só com seu alaúde e uma roupa puída. Com sua esperteza ele não deixa que isso o atrapalhe e logo se vê diante do Maer. Um homem tão rico quanto e com direitos iguais ao Rei.

Falei mais acima que ele se metia em confusões que não lhe diziam respeito, mas isso mostra a dignidade de Kvothe em não deixar algum inocente sofrer. Assim ele descobre e mostra ao Maer que ele está sendo envenenado, e por alguém que o Maer conhece.

Cabe ao Kvothe provar para o Maer a verdade. Essa verdade não vai ser tão fácil.

Assim como todo os poderosos são, o Maer não tinha nenhuma consciência do que ele podia ou não fazer. Tudo estava ao seu alcance. E foi assim que Kvothe foi enviado como líder de um grupo de mercenários. Incluindo um Admriano. Por mais inexperiente que Kvothe seja nesse campo, ele interpreta muito bem o papel de líder, tendo que encarar a superstição de seu grupo.

É como dizia Teccam: não há nada mais difícil no mundo do que convencer alguém de uma verdade desconhecida.

O que eu posso dizer sobre essa parte do livro senão que Kvothe conseguiu aumentar sua fama. Sendo comparado ao Grande Tarbolim por seus feitos durante esta caçada.

Bom pra evitar mais spoilers, vou terminando por aqui dizendo somente que Kvothe encontra um ser que ele nunca imaginara existir. Que ser é esse? Acho melhor vocês lerem o livro =p. Mas vou deixar mais um trecho pra vocês:

– Talvez eu possa lhe dar um conselho – disse o ancião, com relutância. – Mas primeiro, você deve pensar bem nisto, rapaz: ao amar alguma coisa, certifique-se de que ela retribui seu amor, caso contrário, acarretará um número infindável de problemas ao persegui-la.

Enfim. O livro é incrível, arrisco dizer que até melhor que o primeiro (O nome do Vento). Sabe aquele livro que você conversa com o personagem, xinga seus inimigos, vibra com o sangue derramado e fica imaginando depois que termina o livro o que o personagem faria. Pois então, este é um desses livros. Até hoje somente dois autores fizeram eu me sentir assim, interligado com o personagem, Stephen King com A Torre Negra e a Anne Rice com o Lestat.

Recomendo veementemente o livro, pra quem quer algum livro pra guardar na coleção pra futuras gerações esse é essencial. E mais uma vez, agradeço à Arqueiro por trazer esse livro pro Brasil e por ter me presenteado com o mesmo =)

Até a próxima!

Resenha: Não conte à ninguém – Harlan Coben

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Corr_Cp_NãoConteNinguem_Arqueiro_15mm.pdfEditora: Arqueiro
Autor: Harlan Coben
ISBN: 9788599296516
Edição: 1
Número de páginas: 256
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Há oito anos, enquanto comemoravam o aniversário de seu primeiro beijo, o Dr. David Beck e sua esposa, Elizabeth, sofreram um terrível ataque. Ele foi golpeado e caiu no lago, inconsciente. Ela foi raptada e brutalmente assassinada por um serial killer. O caso volta à tona quando a polícia encontra dois corpos enterrados perto do local do crime, junto com o taco de beisebol usado para nocautear David.
Ao mesmo tempo, o médico recebe um misterioso e-mail, que, aparentemente, só pode ter sido enviado por sua esposa. Esses novos fatos fazem ressurgir inúmeras perguntas sem resposta: Como David conseguiu sair do lago? Elizabeth está viva? E, se estiver, de quem era o corpo enterrado oito anos antes? Por que ela demorou tanto para entrar em contato com o marido?

Minhas impressões

Já havia ouvido falar muito bem do Harlan Coben, porém nunca tinha parado pra ler seus livros. Acabei comprando uma coleção de livros dele de uma amiga e resolvi ler este primeiro. Confesso que não me arrependo nenhum pouco. O livro a princípio parece ser um simples romance, mas logo percebemos que não é só isso. Começa então uma trama sufocante.

Oito anos após a morte de sua esposa, David Beck começa a receber alguns emails estranhos, fazendo referência a detalhes do seu casamento que só ele e sua esposa poderiam saber. Detalhes de oito anos atrás que eles nunca tinham mencionado para ninguém. Então surge a dúvida: quem realmente está enviando aqueles emails? Será possível mesmo que depois de oito anos alguém começasse a fazer um trote, ou seria Elizabeth que estaria enviando?

Guiado por um link que só seria aberto “na hora do beijo” Beck começa a seguir as instruções que estão nos emails, mas um acidente em sua antiga casa no lago pode atrapalhar toda sua vida. Num deslizamento de terra, aparecem dois corpos e o suspeito dessas mortes só pode ser Beck. A investigação promete atrapalhar os planos de Beck de conseguir desvendar se sua esposa está viva ou não…

Enfim, pra não contar mais vou terminar por aqui. Como comentei mais acima, adorei o livro. O autor é realmente bom no que faz. Ele começa sem pretensão nenhuma sua história, e ela vai tomando forma, se agigantando e se tornando sufocante até você não querer parar mais de ler o livro. Recomendo muito!

Até a próxima.

Resenha: Private – Missão Jogos Olímpicos – James Patterson

/Editora Arqueiro/Resenhas/

private-missão-jogos-olímpicos-estante-dos-sonhosEditora: Arqueiro
Autor: James Patterson
ISBN: 9788580410716
Edição: 1
Número de páginas: 256
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Declaro abertos os Jogos Olímpicos de Londres de 2012!
A Private Londres, filial da maior agência de investigações do mundo, está trabalhando com o Comitê Organizador das Olimpíadas para garantir a segurança da competição. Tudo estava correndo bem até que, na véspera da cerimônia de abertura, Sir Denton Marshall, um figurão do comitê, é brutalmente assassinado em sua casa. Um psicopata com sede de vingança pode pôr tudo a perder.
Horas depois, a jornalista Karen Pope recebe um envelope contendo um cartão musical e uma carta assinada por um homem que se intitula Cronos. Ele assume a autoria do crime e diz que o pesadelo está apenas começando. Sua intenção é purificar os Jogos Olímpicos, manchados por mentiras e corrupção. Milhares de vidas estão em risco!
Peter Knight, líder da Private Londres, logo percebe que Cronos não vai desistir até acabar de vez com o maior evento esportivo do mundo. Numa caçada implacável, a Private e a polícia de Londres tentam deter esse gênio do crime que parece saber mais do que deveria.

Minhas impressões

Já fazia um tempo que eu ouvia falar bem do autor James Patterson, porém nunca tinha lido nenhum título dele. Como sou fascinado por histórias que contenham psicopatas escolhi este como o primeiro.

O livro é alucinante. Peter, líder da Private Londres, uma agência de investigações mundial, é o protagonista da história e logo se vê envolvido em uma trama que ele não estava preparado para encarar.
Como eu disse antes, o livro é alucinante. Logo nas primeiras páginas você passa a ficar “desesperado” pra terminar de ler, e eu amo livros assim; quem não?

Um psicopata, com síndrome de de grandeza, denomina-se Cronos, sim o da mitologia, e seu objetivo é acabar com os jogos olímpicos modernos. Como? Não importa como, ele fará tudo pra concluir seus planos. A morte de Sir Denton que, a princípio parecia um crime “comum”, revelou uma série de acontecimentos interligados e cabe a Peter descobrir o que, ou quem, está por trás disso tudo.

Então, certo dia, como por instinto, comecei a engatinhar para fora da caixa e, com esse movimento e essa liberdade, logo entendi que era mais di que a raiva, que era uma criatura independente – que passava dias com fome e com sede, que estava nua e com frio, que ficava horas e horas sozinha, raramente tomava banho, quase nunca era pega no colo pelos monstros à sua volta, como se fosse algum tipo alienígena surgido entre eles. Foi então que tive meu primeiro pensamento objetivo: quero matá-los.

Algo incrível nesse livro é a fidelidade das características de Londres e das olimpíadas, misturado com uma ficção muito bem elaborada pelo James Patterson. Recomendo efusivamente o livro, é daqueles que você lê tão rápido e com tanta vontade, que quer ler novamente. Também recomendo pra pessoas que não tenham costume de ler.

Até a próxima!

Resenha: O Resgate do Tigre – Colleen Houck

/Editora Arqueiro/Resenhas/

o-resgate-do-tigre-estante-dos-sonhosEditora: Arqueiro
Autor: Colleen Houck
ISBN: 9788580410617
Edição: 1
Número de páginas: 288
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Fé. Confiança. Desejo. Até onde você iria para libertar a pessoa amada?
Kelsey Hayes nunca imaginou que seus 18 anos lhe reservassem experiências tão loucas. Além de lutar contra macacos d’água imortais e se embrenhar pelas selvas indianas, ela se apaixonou por Ren, um príncipe indiano amaldiçoado que já viveu 300 anos. Agora que ameaças terríveis obrigam Kelsey a encarar uma nova busca – dessa vez com Kishan, o irmão bad boy de Ren –, a dupla improvável começa a questionar seu destino. A vida de Ren está por um fio, assim como a verdade no coração de Kelsey. Em “O resgate do Tigre”, a aguardada sequência de “A maldição do tigre”, os três personagens dão mais um passo para quebrar a antiga profecia que os une. Com o dobro de ação, aventura e romance, este livro oferece a seus leitores uma experiência arrebatadora da primeira à última página.

Minhas impressões

Deslumbrante, totalmente inebriante de sensualidade e envolvente nos momentos de aventura. O que mais posso te pedir Tia Colleen?”

Devo confessar que depois de terminar (A Maldição do Tigre) de uma maneira tão intensa que meu coração ficou na Índia (literalmente), me senti entusiasmada para começar a leitura do Segundo Volume. Porém, também senti um pouco de receio, principalmente depois de ver tantas criticas negativas sobre a continuação. Não pelo seu conteúdo em si, mas pelo descontentamento de vários leitores em relação ao casal central do livro (Ren e Kelsey). Tive aquele medo que todas nós temos de se quebrar aquela imagem perfeita que criamos ao decorrer da narrativa desses personagens que se tornam uma extensão de nós mesmos através dos livros, por isso demorei mais que o normal para fazer essa resenha.

Mas deixei tudo isso de lado, ao perceber que a maioria dessas pessoas estavam com preconceito, pois 90% delas não tinham se dado ao trabalho de ler esse maravilhoso livro, e devo confessar que fiquei muuuuuuuito feliz de ter seguido minha vontade de saber para onde tudo isso iria repercutir.

Sendo bem direta com vocês, esse segundo volume em meu ponto de vista não deixou nadinha a desejar. Diferente da maioria, desde o primeiro livro quando Kishan apareceu me tornei sua fã. Sei que o Ren é tudo de bom, um romântico perfeito, que deixa qualquer garota boba com seus poemas e olhar de Tigre sem dono, mas quando o Kishan aparece (Papai do Céu me ajude…) o mundo se torna apenas “Kishan”. Ele se tortura pelos seus erros do passado, e não deixa que ninguém o ajude a superar isso, ele é tão vitima quanto o Ren (to parecendo a Kelsey falando isso -.-), mais joga todo a culpa nas próprias costas e segue calado sem aceitar ajuda de ninguém.

Achei justo nesse Segundo Volume a Kelsey passar por todos esses momentos ao lado do Kishan, não por torcer por ele, mas sim por a autora proporcionar uma amplitude na perspectiva da Kelsey. Afinal de contas todos tem direito de ter uma oportunidade no amor. É realmente triste o que acontece com Ren, chorei nessa parte (sou meio chorona mesmo hihihi), todas temos nossos corações partidos junto com a Kelsey, fiquei tão triste que tive que parar de ler, chorar e depois continuar.

Isso nessa saga que me deixa feliz de ter tido essa oportunidade de ler esses livros, a Colleen escreve de uma forma tão envolvente que te prende não como a personagem em si, mas como se você estivesse lá do lado deles, vendo tudo acontecer (mesmo que invisível) sente-se até a tensão no ar das conversas. Fora que a descrição dos lugares estão ficando melhores que no anterior, se é que isso é possível. Eu me sinto de férias na Índia, tirando toda a parte chata de andar, se perder, não entender a língua, etc.

Nesse livro temos mais descrições sobre o vilão Lokesh, e aprendemos que ele é realmente muito mal, mais do pensei sobre ele no primeiro livro.

Kishan consegue finalmente se abrir com Kelsey sobre todo passado, Yesubai, a traição e a culpa que sente por tudo que aconteceu com a família dos dois, especialmente a morte de seu pai.

Outro ponto positivo que simplesmente amei, foi como a Kelsey amadureceu do primeiro para o segundo livro. Como vocês devem se lembrar que eu disse na resenha do Volume Um, ela era muito infantil, meio boba e imatura. Mas ela mudou muito, e não de uma forma brusca, mas gradativamente, acho que a dor da partida ao final do primeiro livro deu o pontapé inicial para esse amadurecimento.

A aventura do Segundo Presente é simplesmente de tirar o fôlego, me pegava arquejando sem ar, nos momentos tensos que esses dois (Kelsey e Kishan) passaram para conseguir o presente de Durga, e o resgatarem Ren.

Como no primeiro teve o nível certo entre romantismo e aventura que da uma apimentada especial no livro, e fica simplesmente irresistível. Dei ótimas risadas, chorei e amei toda a narrativa do começo ao fim.

… A canção começou sombria e solitária, mas depois ficou doce e cheia de esperança. Eu tinha a sensação de que meu coração batia no mesmo ritmo da música. As emoções tomaram conta de mim à medida que a canção contava sua história. O final era melancólico e triste. Tive a sensação de que meu coração se partia. E foi aí que ele parou.
Abri os olhos.
– O que foi isso? Nunca ouvi nada assim!
Ren suspirou e pousou o bandolim com cuidado na mesa.
– Eu a compus depois que você viajou.
Você fez isso?
– Fiz. O nome é “Kelsey”. É sobre você… sobre nós. É a nossa história juntos.
– Mas o final é triste.
Ele passou a mão nos cabelos.
– Foi assim que me senti quando você partiu…”

… Senti uma gota de chuva no meu rosto e o susto me acordou, me trouxe à superfície. Ergui a mão e enxuguei a gota.
– Está chovendo? Não pensei que chovesse aqui.
Ele não respondeu. Outra gota caiu em minha testa.
– Kishan?
Olhei para ele e percebi que não eram gostas de chuva, mas lágrimas.
Seus olhos dourados estavam cheios de lágrimas.
Perplexa, levei a mão ao seu rosto.
– Kishan? Por que você está chorando?
Ele sorriu debilmente.
-Pensei que a tivesse perdido, Kells…”

Resenha: O Nome do Vento – Crônicas do Matador do Rei: Primeiro Dia – Patrick Rothfuss

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Editora: Editora Arqueiro
Autor: Patrick Rothfuss
ISBN: 9788599296493
Edição: 1
Número de páginas: 655
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

“Este é o típico primeiro romance que muitos autores sonham em escrever. O mundo da fantasia ganhou uma nova estrela.” – Publishers Weekly
Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.
Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano – os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.
Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade.
Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade – notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame.
Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.
Mais do que a trama bem construída e os personagens cativantes, o que torna O nome do vento uma obra tão especial – que levou Patrick Rothfuss ao topo da lista de mais vendidos do The New York Times – é sua capacidade de encantar leitores de todas as idades.

Minhas impressões

Bom, vou logo avisar que tem spoiler nessa resenha. O livro é muito bom pra fazer um resuminho mal feito sobre ele *-*. Eu sempre tento não dar muito spoiler, mas não vou conseguir evitar muito nessa.

Tenho lido ultimamente muitos livros de literatura fantástica e posso afirmar a grandiosidade do universo criado nesse livro. O autor nos leva a um mundo que não conseguimos identificar se é num passado distante ou num futuro longínquo, mas isso não é um demérito, uma vez que cada parte desse universo é explicado durante a história. Conforme a sinopse oficial a história é baseada no personagem enigmático Kote.

Desde pequeno Kote se mostrou excepcionalmente inteligente. Aprendendo com agilidade tudo que lhe era proposto pelo seu primeiro mestre. Em uma reviravolta na sua história se viu obrigado a viver por conta própria e isso lhe trouxe diversas complicações.

A maior faculdade que nossa mente possui é, talvez, a capacidade de lidar com a dor… Primeiro existe a porta do sono. O sono nos fornece uma retirada do mundo e de todo o sofrimento que há nele… Segundo existe a porta do esquecimento. Algumas feridas são profundas demais para cicatrizar, ou profunda demais para cicatrizar depressa… Terceiro existe a porta da loucura. há momentos em que a mente recebe um golpe tão violento que se esconde atrás da insanidade… Por último existe a porta da morte. O último recurso…

Com o tempo Kote foi adquirindo uma sabedoria que só a vida em sofrimento pode dar. O tempo também lhe trouxe aos poucos lembranças que a muito ele quis esquecer, mas também trouxe uma vontade que ele tinha desde criança: entrar na Universidade. Essa universidade não era uma qualquer. Era ali que ele conseguiria sanar suas milhares de perguntas e chegar um pouco mais perto da verdade que tanto lhe atormentava.

Pra conseguir ingressar nessa universidade era necessário um teste de conhecimentos para assim, definir o valor a ser pago para começar a estudar. Kote, mostrando seu brilhantismo, consegue entrar na faculdade e passar seu primeiro bimestre feliz depois de muito tempo. Porém para o próximo bimestre ele precisaria desembolsar 3 talentos, 9 Iotas e 7 Ferro-gusa. 8 iotas a mais do que ele tinha. Não havia nada, nem ninguém que ele pudesse apelar.

…Como dizia meu pai, “há dois modos certeiros de perder um amigo: um é pedir empréstimos, outro é concedê-los…

Apelando para meios não convencionais ele continua cursando a faculdade e consegue em uma loja de penhores um alaúde. Seus dedos se agitam como se tivessem memória ao tocar o alaúde e assim ele começa sua poesia a cada nota.

A música é uma amante orgulhosa e temperamental. Recebendo o tempo e a atenção que merece, ela é sua. Desdenhada, chega o dia em que você a chama e ela não responde. Por isso comecei a dormir menos, para lhe dar o tempo de que ela precisava…

Enquanto tocava em uma taberna, para ganhar a gaita de prata, ele reencontrou a mulher mais linda que já havia conhecido. (A descrição dela é de tirar o fôlego, diga-se de passagem)

Seu sorriso era capaz de fazer o coração de um homem parar. Os lábios eram vermelhos. Não daquele vermelho pintado vulgar que muitas mulheres acreditam torna-las desejáveis. Seus lábios estavam sempre vermelhos, da manhã á noite. Como se, minutos antes de a vermos, ela tivesse comido amoras doces ou bebido sangue do coração. Onde quer que estivesse, ela era o centro de tudo… Não me entenda mal. Não era espalhafatosa nem fútil. Olhamos para o fogo porque ele lampeja, porque brilha… O que nos atrai para o fogo é o calor que sentimos ao chegar perto dele. O mesmo se aplicava a ela.

Onde só havia uma busca desenfreada para descobrir respostas e segredos, dá lugar a um romance inocente. Não esqueçamos que Kote era um jovenzinho de 15, 16 anos.

– E assim, fomos barcos mal iluminados na noite…- citei.
– ‘…cruzando-se de perto, mas sem saber um do outro’ – completou Denna.

– Eu tenho você – ela interrompeu, sonhadora. Ouvi o sorriso morno e sonolento em sua voz, como o de uma criança aninhada na cama. – Quer ser o meu príncipe encantado de olhos sombrios e me proteger dos orcs? Cantar para mim? Arrebatar-me para as árvores mais altas… – E sua voz extinguiu-se no nada.
– Quero – respondi. Mas, por seu peso em meu braços, percebi que ela finalmente havia adormecido.

Kote parece ter um imã para problemas e logo se vê enrolado em mais uma encrenca. Mesmo vitorioso ele não tenta jamais levar a glória pelo que fez e sai da cidade de volta para a universidade como um desconhecido ainda. Rumores rondavam seu nome, mas nada que fizesse-o conhecido ou temido.

Na história ocorre algo muito comum em uma universidade/escola que não havia citado. Kote tinha um inimigo de escola, Ambrose (cuspo no chão… Brincadeira rs). Pra explicar facilmente quem era Ambrose, lembrem-se do estúpido Malfoy do Harry Potter (sim, tenho raiva dele. Se encontrasse o ator na rua provavelmente bateria nele rs). Ambrose é um garoto mimado que se vê ameaçado pela inteligência de um garoto mais novo e pobre.
Em uma de suas tentativas de desestabilizar Kote e causar-lhe algum problema a ponto de ser expulso da universidade, ele leva Kote a um nível tão extremo de irritação que algo totalmente inesperado acontece com Kote. Mesmo sem saber, Ambrose acabou ajudando Kote.

– Seis chicotadas e expulsão – disse o Reitor…
– Algum professor objeta a esta medida? – perguntou o Reitor…
– Eu objeto. Aquela voz só podia ser a de Elodin…

– Proponho que Kvothe seja elevado à categoria de Re’lar.
– Todos a favor? – Todas as mãos se ergueram num só movimento, exceto a de Hemme…
– O quê?! – berrou Ambrose, olhando em volta…

Kote consegue finalmente ter uma resposta das muitas que ele buscava desde criança. Um nome.

A história volta novamente para a hospedaria e seus acontecimentos nada convencionais. Kvothe ou Kote, como preferir, decide encerrar o primeiro dia de narração de sua história, para dar tempo ao escriba de organizar suas ideias.

Enfim. Como já citei algumas vezes, o livro te insere em um universo fantástico. O autor conseguiu preencher cada detalhe desse universo sem precisar de cinco livros gigantescos que rodam, rodam e não saem do lugar (sim, estou me referindo às crônicas de gelo e fogo). O drama, misturado com ação, uma pitada pequena de comédia e uma parte ínfima de romance, formam um tempero excepcional e embriaga quem está lendo. Em algumas partes do livro eu ri, me regozijei com o triunfo de Kote, xinguei o Ambrose diversas vezes (sério), me emocionei com a tristeza de Kote e suspirei com seu amor.
Sinceramente posso colocar esse livro na mesma prateleira que A torre negra, do S. King. Recomendo efusivamente comprar esse livro e que venha o segundo volume o/

Agradeço especialmente a Arqueiro por me presentear com este livro. Não existe presente melhor pra mim. Não é um livro e sim um universo!

Photo by Artem Sapegin on Unsplash