Resenha: Cândido ou o Otimismo – Voltaire

/Penguin/Resenhas/

Editora: Penguin
Autor: Voltaire
ASIN: 9788563560582
Edição: 1
Número de páginas: 184
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Até ser expulso de um lindo castelo na Westfália, o jovem Cândido convivia com sua amada, a bela Cunegunda, e tinha a felicidade de ouvir diariamente os ensinamentos de mestre Pangloss, para quem “todos os acontecimentos estão encadeados no melhor dos mundos possíveis”.
Apesar da crença absoluta na doutrina panglossiana, do primeiro ao último capítulo, Cândido sofre um sem-fim de desgraças: é expulso do castelo; perde seu amor; é torturado por búlgaros; sobrevive a um naufrágio para em seguida quase perecer em um terremoto; vê seu querido mestre ser enforcado em um auto da fé; é roubado e enganado sucessivas vezes.
Cândido só começa a desconfiar do otimismo exacerbado de seu mestre quando ele próprio e todos os que cruzam seu caminho dão provas concretas que o melhor dos mundos possíveis vai, na verdade, muito mal.

Minhas impressões

Numa resenha mais séria e cheia de grandes reflexões poderia dizer que a leitura de Cândido ou Otimismo foi muito interessante devido às questões filosóficas envolvidas ou que Voltaire apresenta o Iluminismo de maneira peculiar e importante, consideraria a crítica ao filósofo Leibniz, apontaria outras questões da História cujos reflexos sentimos até hoje e tudo o mais, mas a minha sugestão é de que o livro vale a leitura porque é muito, muito engraçado.

A história começa tranquila e conhecemos Cândido, um jovem inteligente e bondoso que vive sob o abrigo de um renomado barão tendo como preceptor o mestre Panglos, tudo vai bem até que, completamente apaixonado pela doce e bela Cunegundes, o moço é expulso a ponta pés por não possuir nobreza suficiente para casar-se com a filha do barão.

A partir daí a obra embarca num ritmo alucinante e há tempos não ria tanto com uma leitura!

Resenha: Dragão Vermelho – Thomas Harris

/Editora Record/Resenhas/

Editora: Record
Autor: Thomas Harris
ISBN: 9788577992256
Edição: 1
Número de páginas: 384
Acabamento: Brochura
Compre: Amazon
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Quando trabalhava como agente do FBI, Will Graham conseguiu reunir provas suficientes para condenar o canibal Hannibal Lecter. Depois do episódio, decidiu mudar-se para a Flórida com sua família, mas seus dias de tranquilidade são interrompidos quando um antigo chefe lhe pede para investigar uma série de assassinatos misteriosos. Graham começa a seguir as pistas do cruel criminoso conhecido como Fada do Dente. Logo percebe que para capturá-lo será preciso compreender sua mente doentia. Para isso, entretanto, Graham terá de enfrentar seus fantasmas e pedir ajuda ao Dr. Lecter, o que pode ter consequências desastrosas.

Minhas impressões

Eu tinha um péssimo costume de evitar ler livros clássicos. Sempre achei que fazer resenha de um livro clássico era desnecessário já que existem milhões de resenhas deles por aí, mas enfim, essa é mais uma então =]

Dentre os livros clássicos que eu sempre quis ler existe esse, tanto pelo filme quando pelo fato de contar com a participação de Hannibal Lecter, uma tímida participação, mas importante.

Will Graham ficou conhecido no primeiro livro do autor em que ele (spoiler) descobre que Lecter é que vinha matando as pessoas e canibalizando-as. Seu modo peculiar de pensar como o assassino garantiu um lugar especial na literatura criminal e também um lugar especial no coração de Lecter, uma vez que ele (Graham) foi o único que conseguiu descobrir e compreender como Lecter “funcionava”.

Por esse modo único de pensar, Graham também é um pouco perturbado. É perceptível que ele vive num limiar entre o terror do que ele está investigando e o horror de ele mesmo ser capaz de cometer aqueles atos. No livro cita que ele passa algum tempo internado numa instituição de psiquiatria, após matar um assassino que ele estava investigando. Essa morte faz com que ele questione exatamente o limiar que citei acima.

Cito isso, pois logo no início do livro, quando ocorrem os primeiros assassinatos, Will decide recorrer à Lecter na esperança de que o doutor consiga de alguma forma compreender e dizer quem, ou como esse assassino age. Existe uma certa relutância em Will a fazer isso dado seu histórico com Lecter. No livro a interação real que Will tem com Lecter é somente esta, depois disso somente por cartas. No filme é bem diferente, tendo mais diálogos entre eles, mas isso não chega a distanciar muito as versões.

O dentuço, posteriormente o dragão, é o tipico serial killer. Reprimido quando criança. Tendo uma estrutura familiar péssima, autoestima baixíssima e hostilizado por sua aparência, acaba crescendo e vendo numa pintura de William Blake, intitulada de O Grande Dragão Vermelho e a Mulher Vestida de Sol, tem uma revelação: ele nascera dessa forma para se transformar no Dragão. O destino dele era ser o grande Dragão vermelho e para concluir essa transformação ele precisava de sacrifícios.

O livro em si não traz muita interação entre o Graham e o assassino. O foco basicamente fica no jogo psicológico que o autor faz ao descrever minuciosamente a busca de Will por provas e sua dificuldade em lidar com um novo assassino, e a busca do assassino por novas vítimas e como ele justifica até mesmo pra si a sua teoria.

Como falei o autor faz muito bem um jogo com o leitor entre a teoria do assassino e o tormento do Will. Pra explicar melhor isso, vou citar a série de televisão Hannibal que na segunda temporada (spoiler) traz a dúvida se o Will não é na verdade um serial killer, ou seja, a diferença entre ele e o dragão é muito pequena. As posições dos dois poderia ser somente um escolha diferente no passado de ambos. Pelo menos foi assim que compreendi as obras desse autor.

Enfim, a obra é estupenda. Como falei, o jogo que o autor faz com o leitor deixa o suspense mais carregado. O enredo em si não é tão tenebroso assim, mas a trama, como foi disposta, dá aquele friozinho na espinha e a vontade louca de terminar o livro. Se você não leu ainda, recomendo que leia e se não assistiu o filme ainda, assista!

Até a próxima =]

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Resenha: Inferno de Gabriel – Sylvain Reynard

/Editora Arqueiro/Resenhas/

O-Inferno-de-Gabriel-estante-dos-sonhosEditora: Arqueiro
Autor: Sylvain Reynard
ISBN: 9788580411263
Edição: 1
Número de páginas: 512
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  10 de 100 pontos

Enigmático e sedutor, Gabriel Emerson é um renomado especialista em Dante. Durante o dia assume a fachada de um rigoroso professor universitário, mas à noite se entrega a uma desinibida vida de prazeres sem limites.
O que ninguém sabe é que tanto sua máscara de frieza quanto sua extrema sensualidade na verdade escondem uma alma atormentada pelas feridas do passado. Gabriel se tortura pelos erros que cometeu e acredita que para ele não há mais nenhuma esperança ou chance de se redimir dos pecados.
Julia Mitchell é uma jovem doce e inocente que luta para superar os traumas de uma infância difícil, marcada pela negligência dos pais. Quando vai fazer mestrado na Universidade de Toronto, ela sabe que reencontrará alguém importante – um homem que viu apenas uma vez, mas que nunca conseguiu esquecer.
Assim que põe os olhos em Julia, Gabriel é tomado por uma estranha sensação de familiaridade, embora não saiba dizer por quê. A inexplicável e profunda conexão que existe entre eles deixa o professor numa situação delicada, que colocará sua carreira em risco e o obrigará a enfrentar os fantasmas dos quais sempre tentou fugir.
Primeiro livro de uma trilogia, O inferno de Gabriel explora com brilhantismo a sensualidade de uma paixão proibida. É a história envolvente de dois amantes lutando para superar seus infernos pessoais e enfim viver a redenção que só o verdadeiro amor torna possível.

Minhas impressões

Como sempre, compro os livros sem ler a sinopse ou a contra capa para não estragar a surpresa. Comecei a ler na segunda e terminei na terça e vou explicar porque logo mais.

O livro é bem escrito, um romance intrigante envolvendo um professor e uma aluna. O mais interessante no caso, são as referências que o livro faz ao Inferno de Dante, algo que tenho pesquisado bastante ultimamente. Porém recomendo veementemente que se você já leu a série 50 tons não leia este livro.

Sendo justo com o autor. O livro é bom, porém (tem muitos poréns nessa resenha), quem já leu 50 tons vai associar a cada página algo ao Christian ou à Anastasia. Gabriel tem algumas manias e traumas de infância assim como Christian, além de ser adotado por uma família boa que ele não compreende. Julianne (Júlia) também é virgem e inexperiente, um detalhe que a difere da Anastasia é o fato dela ter tido um problema com o filho do senador. Isso faz com que ela seja mais retraída em relação ao sexo. Outro detalhe muito parecido também, o fato de somente Gabriel chama-la de Julianne (Somente Christian chamava Ana de Anastasia). Os dois (Gabriel e Júlia), começam a relação bem conturbada, se desentendendo até o ponto em que um não consegue mais resistir ao outro.

Enfim, tirando todas as associações entre um livro e outro, novamente, o livro é bom, um romance bem escrito. Essa intriga entre Júlia, Gabriel e o filho do senador, ainda dá um fôlego ao livro e vontade de se terminar o livro, mas pode se tornar irritante se você não conseguir esquecer o 50 tons. Portanto, antes de ler 50 tons, recomendo ler este. Aposto que você vai perceber que este é melhor que o outro. Como falei no início, comecei a ler na segunda e por não aguentar mais ler sobre a mesma coisa fui adiantando capítulos até que terminei =/

Até a próxima =)