Sorteio Finalizado: 4 anos de vida o/ – parte 2

/Novidades/

Olá,

Conforme havíamos prometido, vamos iniciar a segunda rodada de prêmios desses 4 anos de vida =) Os dois primeiros livros já foram sorteados e os ganhadores já receberam. Logo mais ponho “ibagens”.

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Pessoal, novidade! Como estamos quase em 500 participantes (lágrimas de emoção), vamos dar mais dois livros o/

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Dessa vez os livros sorteados são: O Nome do Vento do Patrick Rothfuss e Prince of Thorns do Mark Lawrence. Adicionados a lista: Exorcismos, amores e uma dose de blues e Psicose. Para participar basta seguir os passos abaixo:

a Rafflecopter giveaway

– Somente em território nacional. Enviar pra fora é muito difícil =s
– Temos até 30 dias para enviar o prêmio, sem contar o tempo dos Correios que são super rápidos #sqn;
– O ganhador tem até 48 horas pra me responder;
– Quem retuitar a frase terá mais chances de ganhar;
– Na indisponibilidade do livro citado, será enviado um voucher no valor do mesmo, ou então o segundo volume do mesmo autor;
– O primeiro ganhador tem direito de escolha do prêmio que quer;
– Detalhe que são dois ganhadores e um livro pra cada;
– Qualquer problema, por favor me avise;
– O ganhador se compromete a enviar um foto com o prêmio;
– O mais importante, comente! Faça um blogueiro feliz =)

Resenha: A música do silêncio – Patrick Rothfuss

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Editora: Arqueiro
Autor: Patrick Rothfuss
ISBN: 9788580413533
Edição: 1
Número de páginas: 144
Acabamento: Brochura
Compre: Amazon
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Debaixo da Universidade, bem lá no fundo, há um lugar escuro. Poucas pessoas sabem de sua existência, uma rede descontínua de antigas passagens e cômodos abandonados. Ali, bem no meio desse local esquecido, situado no coração dos Subterrâneos, vive uma jovem. Seu nome é Auri, e ela é cheia de mistérios.
A música do silêncio é um recorte breve e agridoce de sua vida, uma pequena aventura só dela. Ao mesmo tempo alegre e inquietante, esta história nos oferece a oportunidade de enxergar o mundo pelos olhos de Auri. E nos dá a chance de conhecer algumas coisas que só ela sabe…

Minhas Impressões

Desde o início, quando você pega o livro e lê a sinopse, o autor avisa que esse livro não é um livro comum. Que todos aqueles pontos que se espera que um livro possua, não existe. Outro aviso é que esse livro não se trata de uma continuação da história do nosso querido Kvothe e sim um livro sobre Auri.

Se você não sabe quem é Auri, recomendo muito que você não leia este e vá ler primeiro O Nome do Vento e O Temor do Sábio (ambos com resenha aqui no blog), para entender melhor como ela se encaixa nesse mundo.

Por mais que o autor tenha avisado sobre a excentricidade do livro, fiquei curioso para lê-lo.

Realmente a composição do livro não é comum. O que se espera de um livro como esses seria uma ambientação, um objetivo, com começo, meio e fim. Ah sim, e um final que poderia ter ou não um moral. Ok que eu não sou editor de livros, mas creio que essa seja uma composição básica de um livro.

Pois bem, encaixo esse livro mais como um livro de poesia do que como literatura fantástica. Vou tentar explicar melhor o motivo.

Fica bem claro no livro que Auri não é uma garota normal. Não, não estou falando que ela é doida. Conforme você vai lendo, você percebe nela algo superior. Algo que comumente não percebemos. Auri sabe qual o papel dela nesse no mundo (no caso, o mundo do livro). Todas as suas ações são planejadas para não afetar o meio em que ela vive. Acho que o mais próximo do livro que posso expressar é que o livro é uma dança, com passos precisos e elegantes…

Não sei bem se consigo exprimir a mensagem do livro. Creio que nem seja essa a intenção do autor, porém a mensagem que ele passou pra mim é que tudo é mais complexo do que parece. Um ato meu pode afetar diversas outras pessoas e normalmente não prestamos atenção nisso.

Enfim, o livro não é para leitores casuais. É para o tipo de leitor assíduo, que não desiste da leitura, pois a princípio parece cansativo e até mesmo desconexo, mas a experiência é gratificante e a mensagem final revigorante. Recomendo a leitura, é bom sair da rotina de vez em quando.

Até a próxima! Comentem e deixem um blogueiro feliz =)

Resenha: O Temor do Sábio: A Crônica do Matador de Rei – Segundo Dia – Patrick Rothfuss

/Editora Arqueiro/Resenhas/

o-temor-do-sabio-estante-dos-sonhosEditora: Arqueiro
Autor: Patrick Rothfuss
ISBN: 9788580410327
Edição: 1
Número de páginas: 960
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

“Lembre-se de que há três coisas que todo sábio teme: o mar na tormenta, uma noite sem luar e a ira de um homem gentil.”
O Temor do Sábio dá continuidade à impressionante história de Kvothe, o Arcano, o Sem-Sangue, o Matador do Rei. Quando é aconselhado a abandonar seus estudos na Universidade por um período, por causa de sua rivalidade com um membro da nobreza local, Kvothe é obrigado a tentar a vida em outras paragens.
Em busca de um patrocinador para sua música, viaja mais de mil quilômetros até Vintas. Lá, é rapidamente envolvido na política da corte. Enquanto tenta cair nas graças de um nobre poderoso, Kvothe usa sua habilidade de arcanista para impedir que ele seja envenenado e lidera um grupo de mercenários pela floresta, a fim de combater um bando de ladrões perigosos.
Ao longo do caminho, tem um encontro fantástico com Feluriana, uma criatura encantada à qual nenhum homem jamais pôde resistir ou sobreviver – até agora. Kvothe também conhece um guerreiro ademirano que o leva a sua terra, um lugar de costumes muito diferentes, onde vai aprender a lutar como poucos.
Enquanto persiste em sua busca de respostas sobre o Chandriano, o grupo de criaturas demoníacas responsável pela morte de seus pais, Kvothe percebe como a vida pode ser difícil quando um homem se torna uma lenda de seu próprio tempo.

Minhas impressões

Estava ansioso pelas minhas férias pra poder ler esse livro. Como vocês viram nesse mês de março quase não postei =[. Estava de férias e lendo bastante =]. Vou tentar resumir e não dar spoiler ao máximo, mas com um livro desse tamanho é impossível. Vamos parar de enrolação e vamos falar sobre Kvothe!

Após terminar o primeiro dia de narração e passada a confusão na hospedaria Bast, o aluno de Kvothe exige que o escriba cumpra uma ordem expressa que ele lhe dá. Fazer Kote se lembrar quem ele é realmente. Que seu Reshi é Kvothe, não um hospedeiro. Começa o segundo dia de narração e começamos a conhecer mais o dia-a-dia do nosso personagem principal.

Pouco a pouco vamos percebendo a genialidade de Kvothe. Não os mitos que as histórias populares do livro contam, mas a inteligência de um menino obstinado a alcançar seus objetivos. São tantas as experiências que vemos Kvothe passando que esquecemos que ele ainda é um adolescente de 16 anos e bem confuso quanto aos seus sentimentos e o que tem prioridade. Lembram da Denna? Quem não lembra? Kvothe ainda não sabe ao certo o que sente por ela, nem porque sente isso.

Amamos aquilo que amamos. A razão não entra nisso. Sob muitos aspectos, o amor insensato é o mais verdadeiro. Qualquer um pode amar uma coisa por causa de. É tão fácil quanto pôr um vintém no bolso. Mas amar algo apesar de, conhecer suas falhas e amá-las também, isso é raro, puro e perfeito.

Novamente. Pelo fato de vermos Kvothe como uma pessoa experiente e até impetuosa, vez ou outra não percebemos a idade que ele tem, nem que o mesmo pode ser suscetível, até mesmo frágil.

Não. As piores lembranças eram as da minha infância… Eram essas a piores lembranças. Preciosas e perfeitas. Cortante como estilhaços de vidro enchendo a boca. Fiquei deitado na cama, retesado num nó trêmulo incapaz de dormir, incapaz de voltar o pensamento para outras coisas, incapaz de me impedir de recordar. De novo. E de novo. E de novo.

Pelo ímpeto que ele tem, ele acaba se envolvendo em muitas confusões que não são de suas responsabilidades. Com isso o perigo aumenta a cada dia e vem de formas diferentes. É aí que Kvothe começa a ver que ele não é mais aquela criança miúda e esfomeada de Tarbean, que agora ele pode contar com algumas pessoas. Seus amigos.

Nessa noite, e em muitas outras que viriam, Wil e Simmon se alternaram na vigília enquanto eu dormia, mantendo-me a salvo com seu Alar. Eram o melhor tipo de amigo que há. O tipo por que todos anseiam, mas que ninguém merece, muito menos eu.

Passamos por apertos junto com Kvothe. Em algumas partes do livro sentimos o que Kvothe está passando.

…Como poderia contar a Denna que alguém havia roubado meu alaúde depois de ela ter-se dado todo o trabalho de mandar fazer aquele lindo presente para mim?
Denna sorriu, empolgada

Nesse meio tempo, Kvothe é “forçado” a tirar férias da Universidade. Por sorte ele é convidado a conhecer um possível mecenas. Um patrocinador. Ele viaja então, passando por diversas tribulações até chegar lá só com seu alaúde e uma roupa puída. Com sua esperteza ele não deixa que isso o atrapalhe e logo se vê diante do Maer. Um homem tão rico quanto e com direitos iguais ao Rei.

Falei mais acima que ele se metia em confusões que não lhe diziam respeito, mas isso mostra a dignidade de Kvothe em não deixar algum inocente sofrer. Assim ele descobre e mostra ao Maer que ele está sendo envenenado, e por alguém que o Maer conhece.

Cabe ao Kvothe provar para o Maer a verdade. Essa verdade não vai ser tão fácil.

Assim como todo os poderosos são, o Maer não tinha nenhuma consciência do que ele podia ou não fazer. Tudo estava ao seu alcance. E foi assim que Kvothe foi enviado como líder de um grupo de mercenários. Incluindo um Admriano. Por mais inexperiente que Kvothe seja nesse campo, ele interpreta muito bem o papel de líder, tendo que encarar a superstição de seu grupo.

É como dizia Teccam: não há nada mais difícil no mundo do que convencer alguém de uma verdade desconhecida.

O que eu posso dizer sobre essa parte do livro senão que Kvothe conseguiu aumentar sua fama. Sendo comparado ao Grande Tarbolim por seus feitos durante esta caçada.

Bom pra evitar mais spoilers, vou terminando por aqui dizendo somente que Kvothe encontra um ser que ele nunca imaginara existir. Que ser é esse? Acho melhor vocês lerem o livro =p. Mas vou deixar mais um trecho pra vocês:

– Talvez eu possa lhe dar um conselho – disse o ancião, com relutância. – Mas primeiro, você deve pensar bem nisto, rapaz: ao amar alguma coisa, certifique-se de que ela retribui seu amor, caso contrário, acarretará um número infindável de problemas ao persegui-la.

Enfim. O livro é incrível, arrisco dizer que até melhor que o primeiro (O nome do Vento). Sabe aquele livro que você conversa com o personagem, xinga seus inimigos, vibra com o sangue derramado e fica imaginando depois que termina o livro o que o personagem faria. Pois então, este é um desses livros. Até hoje somente dois autores fizeram eu me sentir assim, interligado com o personagem, Stephen King com A Torre Negra e a Anne Rice com o Lestat.

Recomendo veementemente o livro, pra quem quer algum livro pra guardar na coleção pra futuras gerações esse é essencial. E mais uma vez, agradeço à Arqueiro por trazer esse livro pro Brasil e por ter me presenteado com o mesmo =)

Até a próxima!

Resenha: O Nome do Vento – Crônicas do Matador do Rei: Primeiro Dia – Patrick Rothfuss

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Editora: Editora Arqueiro
Autor: Patrick Rothfuss
ISBN: 9788599296493
Edição: 1
Número de páginas: 655
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

“Este é o típico primeiro romance que muitos autores sonham em escrever. O mundo da fantasia ganhou uma nova estrela.” – Publishers Weekly
Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.
Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano – os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.
Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade.
Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade – notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame.
Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.
Mais do que a trama bem construída e os personagens cativantes, o que torna O nome do vento uma obra tão especial – que levou Patrick Rothfuss ao topo da lista de mais vendidos do The New York Times – é sua capacidade de encantar leitores de todas as idades.

Minhas impressões

Bom, vou logo avisar que tem spoiler nessa resenha. O livro é muito bom pra fazer um resuminho mal feito sobre ele *-*. Eu sempre tento não dar muito spoiler, mas não vou conseguir evitar muito nessa.

Tenho lido ultimamente muitos livros de literatura fantástica e posso afirmar a grandiosidade do universo criado nesse livro. O autor nos leva a um mundo que não conseguimos identificar se é num passado distante ou num futuro longínquo, mas isso não é um demérito, uma vez que cada parte desse universo é explicado durante a história. Conforme a sinopse oficial a história é baseada no personagem enigmático Kote.

Desde pequeno Kote se mostrou excepcionalmente inteligente. Aprendendo com agilidade tudo que lhe era proposto pelo seu primeiro mestre. Em uma reviravolta na sua história se viu obrigado a viver por conta própria e isso lhe trouxe diversas complicações.

A maior faculdade que nossa mente possui é, talvez, a capacidade de lidar com a dor… Primeiro existe a porta do sono. O sono nos fornece uma retirada do mundo e de todo o sofrimento que há nele… Segundo existe a porta do esquecimento. Algumas feridas são profundas demais para cicatrizar, ou profunda demais para cicatrizar depressa… Terceiro existe a porta da loucura. há momentos em que a mente recebe um golpe tão violento que se esconde atrás da insanidade… Por último existe a porta da morte. O último recurso…

Com o tempo Kote foi adquirindo uma sabedoria que só a vida em sofrimento pode dar. O tempo também lhe trouxe aos poucos lembranças que a muito ele quis esquecer, mas também trouxe uma vontade que ele tinha desde criança: entrar na Universidade. Essa universidade não era uma qualquer. Era ali que ele conseguiria sanar suas milhares de perguntas e chegar um pouco mais perto da verdade que tanto lhe atormentava.

Pra conseguir ingressar nessa universidade era necessário um teste de conhecimentos para assim, definir o valor a ser pago para começar a estudar. Kote, mostrando seu brilhantismo, consegue entrar na faculdade e passar seu primeiro bimestre feliz depois de muito tempo. Porém para o próximo bimestre ele precisaria desembolsar 3 talentos, 9 Iotas e 7 Ferro-gusa. 8 iotas a mais do que ele tinha. Não havia nada, nem ninguém que ele pudesse apelar.

…Como dizia meu pai, “há dois modos certeiros de perder um amigo: um é pedir empréstimos, outro é concedê-los…

Apelando para meios não convencionais ele continua cursando a faculdade e consegue em uma loja de penhores um alaúde. Seus dedos se agitam como se tivessem memória ao tocar o alaúde e assim ele começa sua poesia a cada nota.

A música é uma amante orgulhosa e temperamental. Recebendo o tempo e a atenção que merece, ela é sua. Desdenhada, chega o dia em que você a chama e ela não responde. Por isso comecei a dormir menos, para lhe dar o tempo de que ela precisava…

Enquanto tocava em uma taberna, para ganhar a gaita de prata, ele reencontrou a mulher mais linda que já havia conhecido. (A descrição dela é de tirar o fôlego, diga-se de passagem)

Seu sorriso era capaz de fazer o coração de um homem parar. Os lábios eram vermelhos. Não daquele vermelho pintado vulgar que muitas mulheres acreditam torna-las desejáveis. Seus lábios estavam sempre vermelhos, da manhã á noite. Como se, minutos antes de a vermos, ela tivesse comido amoras doces ou bebido sangue do coração. Onde quer que estivesse, ela era o centro de tudo… Não me entenda mal. Não era espalhafatosa nem fútil. Olhamos para o fogo porque ele lampeja, porque brilha… O que nos atrai para o fogo é o calor que sentimos ao chegar perto dele. O mesmo se aplicava a ela.

Onde só havia uma busca desenfreada para descobrir respostas e segredos, dá lugar a um romance inocente. Não esqueçamos que Kote era um jovenzinho de 15, 16 anos.

– E assim, fomos barcos mal iluminados na noite…- citei.
– ‘…cruzando-se de perto, mas sem saber um do outro’ – completou Denna.

– Eu tenho você – ela interrompeu, sonhadora. Ouvi o sorriso morno e sonolento em sua voz, como o de uma criança aninhada na cama. – Quer ser o meu príncipe encantado de olhos sombrios e me proteger dos orcs? Cantar para mim? Arrebatar-me para as árvores mais altas… – E sua voz extinguiu-se no nada.
– Quero – respondi. Mas, por seu peso em meu braços, percebi que ela finalmente havia adormecido.

Kote parece ter um imã para problemas e logo se vê enrolado em mais uma encrenca. Mesmo vitorioso ele não tenta jamais levar a glória pelo que fez e sai da cidade de volta para a universidade como um desconhecido ainda. Rumores rondavam seu nome, mas nada que fizesse-o conhecido ou temido.

Na história ocorre algo muito comum em uma universidade/escola que não havia citado. Kote tinha um inimigo de escola, Ambrose (cuspo no chão… Brincadeira rs). Pra explicar facilmente quem era Ambrose, lembrem-se do estúpido Malfoy do Harry Potter (sim, tenho raiva dele. Se encontrasse o ator na rua provavelmente bateria nele rs). Ambrose é um garoto mimado que se vê ameaçado pela inteligência de um garoto mais novo e pobre.
Em uma de suas tentativas de desestabilizar Kote e causar-lhe algum problema a ponto de ser expulso da universidade, ele leva Kote a um nível tão extremo de irritação que algo totalmente inesperado acontece com Kote. Mesmo sem saber, Ambrose acabou ajudando Kote.

– Seis chicotadas e expulsão – disse o Reitor…
– Algum professor objeta a esta medida? – perguntou o Reitor…
– Eu objeto. Aquela voz só podia ser a de Elodin…

– Proponho que Kvothe seja elevado à categoria de Re’lar.
– Todos a favor? – Todas as mãos se ergueram num só movimento, exceto a de Hemme…
– O quê?! – berrou Ambrose, olhando em volta…

Kote consegue finalmente ter uma resposta das muitas que ele buscava desde criança. Um nome.

A história volta novamente para a hospedaria e seus acontecimentos nada convencionais. Kvothe ou Kote, como preferir, decide encerrar o primeiro dia de narração de sua história, para dar tempo ao escriba de organizar suas ideias.

Enfim. Como já citei algumas vezes, o livro te insere em um universo fantástico. O autor conseguiu preencher cada detalhe desse universo sem precisar de cinco livros gigantescos que rodam, rodam e não saem do lugar (sim, estou me referindo às crônicas de gelo e fogo). O drama, misturado com ação, uma pitada pequena de comédia e uma parte ínfima de romance, formam um tempero excepcional e embriaga quem está lendo. Em algumas partes do livro eu ri, me regozijei com o triunfo de Kote, xinguei o Ambrose diversas vezes (sério), me emocionei com a tristeza de Kote e suspirei com seu amor.
Sinceramente posso colocar esse livro na mesma prateleira que A torre negra, do S. King. Recomendo efusivamente comprar esse livro e que venha o segundo volume o/

Agradeço especialmente a Arqueiro por me presentear com este livro. Não existe presente melhor pra mim. Não é um livro e sim um universo!

Photo by Artem Sapegin on Unsplash