Resenha: O Dom – James Patterson

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o-dom-james-patterson-estante-dos-sonhosEditora: Novo Conceito
Autor: James Patterson
ISBN: 9788581632810
Edição: 1
Número de páginas: 288
Acabamento: Brochura
Compre: Amazon
Classificação EDS:  80 de 100 pontos

Os irmãos Allgood nunca desistem de lutar contra os poderes autoritários e desumanos d’O Único Que É O Único, mas, agora, eles estão sem Margô — a jovem e atrevida revolucionária; sem Célia — o grande amor de Whit; e sem seus pais — que provavelmente estão mortos… Então, em uma tentativa de esquecer suas tristes lembranças e, ao mesmo tempo, continuar seu trabalho revolucionário, os irmãos vão parar em um concerto de rock organizado pela Resistência onde os caminhos de Wisty e de um jovem roqueiro vão se cruzar. Afinal, Wisty poderá encontrar algo que lhe ofereça alguma alegria em meio a tanta aflição, quem sabe o seu verdadeiro amor… Mas, quando se trata destes irmãos, nada costuma ser muito simples e tudo pode sofrer uma reviravolta grave, do tipo que pode comprometer suas vidas. Enquanto passam por perdas e ganhos, O Único Que É O Único continua fazendo uso de todos os seus poderes, inclusive do poder do gelo e da neve, para conquistar o dom de Wisty… Ou para, finalmente, matá-la.

Minhas impressões

Bom, sempre começo elogiando os livros do James Patterson, pois o cara é genial. Isso fica claro nos livros que ele já escreveu até agora. Não é diferente nesta continuação.

Depois de uma bem sucedida resistência Wisty e With passam a ajudar na libertação de outras crianças, porém já de início temos uma surpresa e as coisas começam a piorar pro lado deles.

Wisty ainda não sabe muito bem como controlar seus poderes e muito menos como usá-los, mas fez grandes progressos no controle e isso se torna uma preocupação crescente para O Único que é O Único. Este mesmo vendo que seu império está em risco, passa a buscar com mais rigor as ameaças e velhos inimigos retornam para trair Whit e Wisty (espero que não tenha sido spoiler).

Mas, nem tudo é lindo nesse livro (pelo menos pra mim). Algo que eu nunca vi o autor fazer em outros livros é enrolar. Senti nessa continuação um “enrolação” tremenda, preparando o leitor para um terceiro livro. Já falei outras vezes que eu não tenho muita paciência para livros sem objetividade e confesso que nesse pensei em pular partes =/ Mas calma por favor. Vou explicar.

Desde o primeiro livro o With e a Wisty foram jogados em meio a um turbilhão sem saber nada sobre seus poderes nem como descobrir como trabalhá-los. No segundo livro isso continua! Eu pelo menos esperava que no mínimo alguma coisa fosse revelada para eles. (Pequeno spoiler) Durante quase todo o livro você vê as pessoas pedindo para que eles se entreguem sem dar um mínimo de motivo. Ou então pessoas falando que ela pode fazer tal coisa sem dar um mínimo de explicação e isso acaba frustrando o leitor.

Esse jogo de cão e gato, onde um tá por cima uma hora e depois tá por baixo acaba tirando um pouco, perceba que falei um pouco, do brilho do livro.

Mas enfim. O livro é muito bom. Mais um de fantasia para ficar exposto na sua estante. Mesmo com esses poréns acima, o autor consegue te prender no livro e deixar a expectativa para o próximo. Se essa foi a intenção dele, ele conseguiu comigo. Recomendo ler sim, as sacadas que ele faz comparando o mundo imaginário com o real são excelentes =)

Até a próxima.

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