Resenha: Trinta e oito e meio – Maria Ribeiro

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Editora: Língua Geral
Autor: Maria Ribeiro
ASIN: 9788560160983
Edição: 1
Número de páginas: 168
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
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Estas crônicas, reflexões e desabafos, escritos com curiosidade sem fim, mas também com senso de humor, mostram os bastidores da cabeça e do coração de Maria Ribeiro. A atriz, que confessa, neste livro, o seu interesse (se não mesmo obsessão) pelas histórias dos outros, junta, em ‘Trinta e oito e meio’, textos que escreveu nos últimos anos, e que, com as ilustrações de Rita Wainer, formam um inesperado diário e um guia de viagem pela sua vida.

Minhas impressões

Livro de crônicas que apresenta as inquietações e reflexões da autora sobre aspectos do cotidiano vivido, sejam eles de impacto puramente individual até o partilhado coletivamente. São pequenas pílulas que trazem temas como o amor, a amizade, o trabalho, as memórias da juventude, o mistério da vida, a experiência familiar e materna.

A autora é Maria Ribeiro, atriz, apresentadora, jornalista e documentarista que transita nas mais diversas linguagens e mídias aparentando sinceridade, honestidade no que faz e um pouquinho do que chamamos ostentação, pois não tem problemas em falar de compras com “poder de cura e libertação” daquilo que faz mal.

Lembro pouco de tudo o que aprendi no colégio. Mas guardo firme na memória as pessoas que conheci. Coragem é mais do que um substantivo comum e trissílabo. Coragem vem do latim cuor agire, agir com o coração. Quer definição mais linda para valente do que ser movido pelos sentimentos? Mas a origem etimológica não cai no Enem.

O livro, fruto de crônicas inéditas e também de outras reunidas outrora publicadas no jornal “O Globo”, nas revistas “TPM”, “Lola”, “Dufy” e “C&A”, é um flutuar entre memórias, impressões e diálogos sobre maneiras de ver e encarar a vida, o mundo e as pessoas.

Sem apresentar desafios para o leitor e sem o peso do compromisso com a “Literatura” mais séria, proporciona uma passada de olhos para o apresentado e compartilhado de maneira leve e promovendo, se assim o fizermos, algumas viagens ao nosso percurso de vida.

Alterna humor, bobagens, crítica social, amizades, política e muito de nostalgia. As crônicas trazem memórias que a tornaram quem é, explicitam o espanto com o nascimento, crescimento e desenvolvimento dos filhos, as idas e vindas do amor, além dos encontros e desencontros na descoberta do outro e seu sentimento.

Eu entendi o futebol, pai. Ele é bonito porque é lúdico e primitivo, e nos dá a todos um sentido instantâneo pra existência, um prazer que mistura fazer parte e descansar de ser quem se é. Porque perdendo ou ganhando não há solidão, e saber que alguém sente o mesmo que você é quase tudo na vida. Quem tem time tem tudo.

A arte gráfica de Rita Wainer é delicadamente bela e dialoga de forma sutil com o escrito numa edição convidativa que intercala os textos com desenhos e páginas cor de rosa.

A escrita é boa, as tiradas são inteligentes e pra mim ficou como aquele livro típico para a leitura descompromissada numa tarde preguiçosa de domingo.

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