Resenha: O Vampiro Lestat – Anne Rice

/Editora Rocco/Resenhas/

Editora: Rocco
Autor: Anne Rice
ISBN: 9788532509765
Edição: 1
Número de páginas: 468
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos
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Desperto nos anos 80, depois de passar meio século em hibernação, Lestat se aborrece ao passar por uma livraria e encontrar “Entrevista com o Vampiro” à venda. Ele quebra o código de silêncio dos vampiros ao escrever a sua história e se transformar numa estrela do rock, enfeitiçando milhares de fãs. Narrado em forma de autobiografia, o romance acompanha o vampiro através dos séculos enquanto ele busca sua origem e um significado para sua existência.

Minhas impressões:

Havia acabado de ler o livro Memnoch (que é excepcional) e fiquei intrigado. Em Entrevista com Vampiro, Louis de Pointe du Lac descreve Lestat como um vampiro desprezível, amargurado e mesquinho, porém em Memnoch Lestat se mostra um vampiro apaixonado e impulsivo. Desde então fiquei curioso para ler O Vampiro Lestat.

O Vampiro Lestat se inicia nos anos 80, com Lestat despertando de um sono profundo, motivado por um rock que vinha de garagem vizinha. Confesso que o início do livro não é muito chamativo, porém Lestat inicia sua autobiografia contando sua história desde mortal. Sendo o mais novo de sete filhos de uma família aristocrata na beira da miséria absoluta. Sempre impulsivo ele é chamado para matar uma alcateia de lobos que assombra a vila. Vitorioso ele é cortejado por todos da vila e acaba conhecendo o filho de um comerciante, Nicolas, um violinista.

Em Paris Lestat se torna um ator notável, chamando atenção de um vampiro, um dos Antigos (claro que não vou falar o nome do criador de Lestat =] ). Mesmo sendo transformado contra sua vontade Lestat se apaixona pelos seus Dons das Trevas e aprende sozinho a dominar seus poderes e a caçar impiedosamente suas vítimas. Mais tarde ele é acusado de ser um proscrito e causa uma revolução entre os “Filhos das Trevas”.

Solitário, Lestat caminha por diversas cidades do mundo a procura de um dos antigos, por quem ele ficou apaixonado após ouvir sua história. Após dez anos de procura, ele se encontra com este Vampiro, um dos mais velhos. Retira-se para um esconderijo deste antigo e aprende com suas histórias. Neste mesmo retiro ele acaba conhecendo “Os que devem ser conservados” e apaixona-se pela “Mãe”. Lestat é obrigado a partir do esconderijo para viver sua vida como “mortal”. É nessa caminhada que ele acaba transformando Louis e egoistamente Claudia, a menina vampiro, que acaba traindo-o e deixando-o a beira da morte, segunda morte. Após muito tempo de sofrimento, Lestat resolve dormir, dormir e sonhar o “sonho dos deuses” como os antigos dizem.

Ao acordar nos anos 80 Lestat tem um único desejo. Ser conhecido. Com sua banda de rock ele provoca a ira de outros vampiros que tentam sabotar sua apresentação. O livro termina de forma eletrizante, dando espaço para a sequência do livro A Rainha dos condenados.

Lestat é apaixonante, um personagem desejado por quem lê. Uma figura andrógena que desperta emoção de seus leitores, a ânsia de querer mais, de ler mais, de ter mais informações sobre ele. Sedutor, impulsivo, encantador. O Vampiro Lestat é um ótimo livro.