Resenha: Cujo – Stephen King

/Editora Suma de Letras/Resenhas/

Editora: Suma de Letras
Autor: Stephen King
ISBN: 9788556510259
Edição: 1
Número de páginas: 376
Acabamento: Encadernado
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Frank Dodd está morto e a cidade de Castle Rock pode ficar em paz novamente. O serial-killer que aterrorizou o local por anos agora é apenas uma lenda urbana, usada para assustar criancinhas. Exceto para Tad Trenton, para quem Dodd é tudo, menos uma lenda. O espírito do assassino o observa da porta entreaberta do closet, todas as noites.
Você pode me sentir mais perto… cada vez mais perto.
Nos limites da cidade, Cujo – um são bernardo de noventa quilos, que pertence à família Camber – se distrai perseguindo um coelho para dentro de um buraco, onde é mordido por um morcego raivoso.
A transformação de Cujo, como ele incorpora o pior pesado de Tad Trenton e de sua mãe e como destrói a vida de todos a sua volta é o que faz deste um dos livros mais assustadores e emocionantes de Stephen King.

Minhas impressões

Por mais que eu ache o Stephen King um dos melhores escritores da atualidade, não devo ter lido nem metade das obras dele. Asim foi com Cujo até eu ver a edição linda que a Suma fez com capa dura.

Resenha: Nosferatu – Joe Hill

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Editora: Arqueiro
Autor: Joe Hill
ASIN: 9788580412970
Edição: 1
Número de páginas: 624
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 50 de 100 pontos
Compre: Amazon

Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem.
Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor.
E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca… e acaba encontrando Charlie.
Mas isso faz muito tempo e Vic, a única criança que já conseguiu escapar, agora é uma adulta que tenta desesperadamente esquecer o que passou. Porém, Charlie Manx só vai descansar quando tiver conseguido se vingar. E ele está atrás de algo muito especial para Vic.
Perturbador, fascinante e repleto de reviravoltas carregadas de emoção, a obra-prima fantasmagórica e cruelmente brincalhona de Hill é uma viagem alucinante ao mundo do terror.

Minhas impressões

Depois de mais de um ano encostado, eu terminei este livro. Comecei a ler logo após um acidente que sofri e achei que minha desistência do livro de Joe Hill, tinha sido pelo fato de estar entediado e de cama há mais de dois meses, mas não, não foi por isso e vou tentar explicar.

Resenha: Sobre a escrita – A Arte em Memórias – Stephen King

/Editora Suma de Letras/Resenhas/

Editora: Suma de Letras
Autor: Stephen King
ISBN: 9788581052779
Edição: 1
Número de páginas: 256
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos

Eleito pela Time Magazine um dos 100 melhores livros de não ficção de todos os tempos e vencedor dos prêmios Bram stoker e Locus na categoria Melhor Não Ficção, Sobre a Escrita: A arte em Memórias é uma obra extraordinária de um dos autores mais bem-sucedidos de todos os tempos, uma verdadeira aula sobre a arte das letras.
O livro também não deixa de lado as memórias e experiências do mestre do terror: desde a infância até o batalhado início da carreira literária, o alcoolismo, o acidente quase fatal em 1999 e como a vontade de escrever e de viver ajudou em sua recuperação.

Minhas Impressões

A leitura de Sobre a Escrita é, como qualquer outra de King, uma experiência absolutamente vibrante e repleta de possibilidades. O que apresentamos aqui são impressões sutis de uma obra completamente encantadora e cheia de confiança de que nós, reles mortais, podemos escrever alguma coisa.

Se você acha que precisa de permissão para se dedicar a toda a leitura e a escrita que seu coraçãozinho deseja, considere-se autorizado por este que vos fala.
Você pode, você deve e, se tomar coragem para começar, você vai. Escrever é algo mágico, é a água da vida, como qualquer outra arte criativa. Então beba. Beba até ficar saciado.

Escrito em primeira pessoa o livro é quase um baú de memórias de toda uma vida, somos introduzidos magicamente a uma biografia fascinante de superação e de método de trabalho incríveis. Stephen King, mestre com as palavras, fala com leveza e humildade de sua história, do legado de sua obra e ainda encoraja seriamente o pobre leitor a escrever!

Você pode encarar o ato de escrever com nervosismo, animação, esperança ou até desespero – aquele sentimento de que nunca será possível pôr na página tudo o que está em seu coração e em sua mente. Você pode ficar com os punhos cerrados e os olhos apertados, pronto para quebrar tudo e dar nome aos bois. Pode ser que você queira que uma garota se case com você, ou deseje mudar o mundo. Encare a escrita como quiser, menos levianamente. Deixe-me repetir: não encare a página em branco de maneira leviana.

O texto é fluido e a trajetória do profissional é apresentada corajosamente, seguimos acompanhando obstáculos, diversos trabalhos negados, distanciamento do objetivo, mudança de planos e, mais do que tudo, a importância da família, em especial da mãe e da mulher, no investimento, encorajamento e fortalecimento do sonho e da carreira.

Gosto quando me deparo com histórias que impõem uma proximidade e cumplicidade de maneira sutil e King faz isso o tempo inteiro, pois ficamos com a impressão de que estamos ali na lanchonete tomando um refresco (ou a bebida de sua preferência) com o autor e falando sobre coisas da vida, literatura e processo de escrita. Uma proximidade real, um vínculo que poucos autores sabem ou querem promover.

No nível mais básico, estamos apenas discutindo uma habilidade aprendida, mas acho que concordamos que mesmo as habilidades mais básicas podem criar coisas além de nossas expectativas. Estamos falando de ferramentas e carpintaria, palavras e estilo… mas, à medida que avançarmos, você fará bem se não esquecer que também estamos falando de mágica.

Podemos entender a obra em dois blocos, o primeiro é voltado para apresentação e a biografia em que encontramos as memórias de infância, perrengues, amigos, questões familiares, influências da mulher amada e o consumo de álcool e outras drogas. O segundo momento é voltado para a reflexão, considerações importantes sobre o exercício da escrita e a necessidade básica da relação entre leitura e escrita.

Como verdadeira possibilidade de aprendizado e reflexão, compartilhamos algumas considerações do autor em nossa leitura de “Sobre a Escrita” :
• Leia muito, um pouco mais e escreva bastante – sem atalhos
• Estabeleça e cumpra uma rotina intensa de leitura e escrita
• Afaste-se da televisão
• Escreva para você mesmo
• Prepare-se para fracassos, falhas e críticas
• Seja verdadeiro em seu processo de escrita
• Não perca tempo tentando agradar aos outros
• Enfrente corajosamente suas dificuldades no processo de escrita
• Durante a escrita estabeleça uma conexão com o mundo interior
• Não seja arrogante ou pretensioso
• Não exagere na preocupação com a gramática
• Evite parágrafos longos e evite advérbios “A estrada para o inferno é pavimentada com advérbios”
• Seja ótimo em descrever, mas sem exageros e deixando algo para o leitor
• Não dê todas as pistas sobre o contexto
• Tenha personalidade e seu estilo
• Dimensione as histórias contadas
• Arrisque-se
• Leve seu processo de escrita com seriedade
• Revise seus trabalhos, desapegue e corte muito do que foi escrito “Só Deus acerta tudo de primeira” .
• Tenha alguém de confiança para compartilhar seus escritos. O “Leitor Ideal”.

No final somos brindados com um exemplo de seu processo criativo, tudo o que o envolve no momento da edição e uma lista de livros já lidos e “mais ou menos” indicados pelo autor.

O que segue é tudo que sei sobre como escrever boa ficção. Serei o mais breve possível, porque seu tempo é valioso e o meu também, e ambos entendemos que as horas gastas falando sobre a escrita são um tempo em que não estamos escrevendo. Serei tão encorajador quanto possível, porque é da minha natureza e porque amo esse trabalho. Quero que você o ame também. Se, no entanto, você não quiser sentar o rabo e trabalhar, não há razão em tentar escrever bem.

Para além do que foi dito, indicamos urgentemente a leitura pelo simples prazer de ler algo com qualidade, sem arrogância e ainda para se inspirar em alguém que ama seu trabalho e o faz com perfeição. Vale muito!

Resenha: The Body – Stephen King

/Editora Pearson/Longman/Resenhas/

Editora: Pearson/Longman
Autor: Stephen King
ISBN: 9781405882378
Edição: 1
Número de páginas: 76
Acabamento: e-book
Classificação EDS: 100 de 100 pontos

Pearson Gordie Lanchance and his three friends are always ready for adventure When they hear about a dead body in the forest they go to look for it Then they.. discover how cruel the world can be

Minhas Impressões

Há muito tempo que tenho esse filme como um dos meus favoritos, mas nunca havia lido a novela. Primeiro porque eu não tinha acesso ao livro e segundo porque meu inglês não era tão bom na época.

Só situando melhor. O filme Stand by me (Conta Comigo no Brasil) foi baseado em uma novela do Stephen King chamada The Body (deve ser até por isso que tenho o filme Conta Comigo como um dos favoritos). O livro é minúsculo, tem apenas 76 páginas, versão em PDF que baixei (sim, baixei o livro, afinal nossas queridas editoras só querem best seller e não temos a liberdade de comprar de fora, pois temos que “proteger” nosso mercado…). Eu diria que a novela está mais para um conto do que novela.

Não vou poupar os spoilers, pois é uma história velha e o filme já passou milhões de vezes na sessão da tarde =)

A trama é bem simples. Quatro amigos ficam sabendo de um garoto que foi morto e seu corpo fora largado perto de um rio. Os quatro então resolvem ir atrás do corpo e reivindicarem o achado pra si. O que deixa a trama interessante é o grupo incomum.

Gordie é o único menino “normal” dessa turma, Chris seu melhor amigo, tem uma família totalmente disfuncional, com um pai alcoólatra que o espanca; Teddy tem um problema de audição e um leve problema com o pai também, que enlouqueceu devido a guerra. Por último Vern, que tem um irmão delinquente.

É engraçado como uma novela tão simples, possa ter gerado um filme tão complexo quanto este. Pra mim o que mais marcou tanto no livro quanto no filme foi a interação entre os quatro ser tão autêntica. Existe entre eles aquela inocência de criança, mas também a malicia característica da adolescência. Todos eles estão passando por algum problema em casa e isso os une intrinsecamente.

A relação entre Chris e Gordie é bem mais próxima, pois Gordie consegue compreender a necessidade que o Chris tem de um ombro amigo pra suportar tudo que acontece em casa, além de alguém que possa incentivá-lo a seguir um caminho diferente do que todos esperam dele. Por outro lado Chris também compreende que Gordie precisa de um irmão mais velho, já que o dele morreu e tudo que seus pais fazem é pensar nisso e desprezá-lo.

É por ser tão autêntico que se torna tão especial. Na trama são apenas dois dias, mas dá pra ver uma imensidão de sentimentos e verdades nessa relação, por exemplo o amor entre amigos (calma, estou falando do amor fileo, que é um dos três significados da palavra amor, ou então amor de irmão, amor de amigo), o apoio incondicional e o abandono também.

Enfim, esse amor pelo livro/filme é mais emocional e por experiências próprias do que por motivos técnicos ou qualidade do livro em si. Claro que por se tratar de um livro do King, é excelentemente bem feito, mas como disse, é uma história simples que vai fazer você se emocionar também.

Até mais =]

Resenha: Misery – Stephen King

/Editora Objetiva/Resenhas/

Editora: Objetiva
Autor: Stephen King
ISBN: 9788581052144
Edição: 1
Número de páginas: 326
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Paul Sheldon descobriu três coisas quase simultaneamente, uns dez dias após emergir da nuvem escura. A primeira foi que Annie Wilkes tinha bastante analgésico. A segunda, que ela era viciada em analgésicos. A terceira foi que Annie Wilkes era perigosamente louca. Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho.

Minhas Impressões

O normal de um livro quando você começa a ler é ter uma ambientação, um histórico rápido dos personagens e até mesmo uma história secundária para dar uma “enrolada” na obra, deixando a parte emocionante mais pro final.

Eu já sabia por cima qual era o assunto do livro (sim, eu não havia lido este nem assistido o filme), mas fui pego de surpresa ao ver que já começava no meio do pagode =)

Paul Sheldon, escritor preferido de Anne Wilkes, sofre um acidente em meio a neve e tem a “sorte” de ser encontrado pela fã número um dele. Até aí tudo bem, pois ele não se lembrava muito bem como fora parar ali, porém desde o início já ficava a dúvida de quanto tempo ele passara naquela cama. Anne é extremamente hospitaleira e começou a lhe contar como o tirou do carro e como vem cuidando dele.

A coisa começa a ficar ruim quando Paul passa a duvidar do motivo de estar sendo mantido numa cama em uma casa ao invés de ser levado para o hospital, além claro, do episódio em que Anne surta ficando claro que essa mulher tinha um parafuso solto e isso não era nada bom.

A resposta de Bernstein lhe parecera frívola, cruel e incompreensível: Muitos deles tinham pianos. Nós judeus gostamos muito de pianos. Quando se tem um piano, é difícil pensar em mudar.

Viciado em codeína (não, esse remédio não existe), Paul passa a depender de Anne para alimentar seu vício e fazer a dor sumir. A dependência é tão grande no início que ele aceita fazer coisas extremamente humilhantes somente para satisfazer o desejo de Anne e conseguir mais dois comprimidos.

Evitando contar muita coisa, e olha que eu gostaria de discorrer muito sobre essa história… Anne obriga Paul a escrever um novo livro somente para ela. Ninguém mais teria um livro sobre a Misery (personagem fictício criado por Paul Sheldon, daí o nome da obra em inglês) e não havia a mínima possibilidade de recusa.

A história é extremamente angustiante. É incrível como King conseguiu manter um livro com apenas dois personagens numa casa, em que a maior parte da história se passa dentro do quarto de hospedes, e ainda assim deixá-lo tão atrativo. Quando comentei sobre o fato de o livro já começar no meio do pagode, foi justamente por achar que iniciar já revelando boa parte do enredo, poderia torná-lo enfadonho, mas graças a Deus não foi o caso.

Em alguns momentos eu senti a dor do Paul, principalmente na hora em que ele leva uma porrada no joelho (desculpe, tive que contar essa parte). Em outros passei raiva pelo fato de Anne sempre estar um passo à frente e sofri de ansiedade pelo medo que Paul demonstrava quando estava fazendo alguma coisa escondida.

Estou mais perto da morte do que jamais estive na vida, pensou ele, porque ela realmente fala sério. Essa puta fala sério.

Se vocês acompanham minhas resenhas dos livros do King, sabem que sou extremamente fã do mesmo (não é à toa que tenho uma tatuagem da Torre Negra), fiquei muito feliz em ver o quanto ele ainda pode me surpreender em suas obras.

Recomendo efusivamente a leitura deste, principalmente se você tem vontade ou se escreve alguma coisa. Pela vida do Paul Sheldon, você consegue vislumbrar como King se organiza pra escrever um livro. Além de perceber também que não é necessária uma trama gigantesca com cem personagens (e cada um morrendo no final de um capítulo dos mil livros da série –` ) para tornar o livro interessante.

Caso você não tenha lido, nem assistido o filme, como eu, faça-o e garanto que não se arrependerá.

Comentando rapidamente sobre o filme. Como sempre existem algumas mudanças do livro pro filme, porém eu chutaria que o filme foi uns 90% fiel e não deixou nada a desejar. Não é à toa que a atriz que interpretou Anne Wilkes ganhou o Oscar daquele ano. Aqueles olhos vazios foram sensacionais =)

Ainda era bom ter terminado. Era sempre bom ter terminado. Bom ter produzido, ter causado a existência de alguma coisa.

Até a próxima.

Resenha: O Iluminado – Stephen King

/Editora Suma de Letras/Resenhas/

Editora: Suma de Letras
Autor: Stephen King
ISBN: 9788581050485
Edição: 2
Número de páginas: 288
Acabamento: Brochura
Compre: Amazon
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

O romance, magistralmente levado ao cinema por Stanley Kubrick, continua apaixonando (e aterrorizando) novas gerações de leitores. A luta assustadora entre dois mundos. Um menino e o desejo assassino de poderosas forças malignas. Uma família refém do mal. Nesta guerra sem testemunhas, vencerá o mais forte.
Em O Iluminado, quando Jack Torrance consegue o emprego de zelador no velho hotel, todos os problemas da família parecem estar solucionados. Não mais o desemprego e as noites de bebedeiras. Não mais o sofrimento da esposa, Wendy. Tranquilidade e ar puro para o pequeno Danny livrar-se das convulsões que assustam a família.

Minhas Impressões

Ultimamente comecei a ler alguns livros clássicos que eu sempre vinha deixando de lado para ler livros “da moda”. Muito disso pra ter a resenha aqui no blog. Um desses livros clássicos que eu li foi O Iluminado.

Não preciso nem falar muito sobre o autor certo? Stephen King é daquele tipo de homem que seu nome ficará gravado na história assim como Júlio César. Eu preciso sempre me policiar pra não ler somente os livros dele. Tenho todos os ebooks dele e a cada dia tenho aumentado minha coleção dos livros físicos. A cada dois, três livros que eu leio, leio um dele.

Até hoje não assisti o filme, por isso resolvi ler o livro primeiro, e que livro. King é um dos únicos autores que realmente conseguem me deixar com medo lendo um livro. Se algum dia eu fosse dormir sozinho em casa eu não lia o livro à noite =)

O Iluminado é o típico livro que reúne algum dos medos mais comuns que temos, em um local totalmente possível de se acontecer. Quem nunca imaginou o que já aconteceu em um hotel antigo? Ou melhor quem já ouviu falar daquele prédio que pegou fogo em São Paulo e matou várias pessoas (Edifício Joelma) e nunca imaginou que o mesmo possa ser assombrado? Existem até histórias de moradores ouvindo gritos de pessoas nas escadas… King consegue pegar essa essência de “medo comum” e transcrever isso de uma forma apavorante.

O hotel que estamos falando aqui é o Hotel Overlook que fica numa das montanhas isoladas perto de uma cidade chamada Sidewinder. Esse hotel fecha durante todo o inverno, uma vez que as tempestades tornam impossível a ida e vinda desse hotel. Portanto, para manter o hotel bem cuidado é necessário que alguém tome conta dele durante o tempo que ele fica fechado. Dessa vez a família que fora contratada para passar seis meses zelando pelo hotel, foram os Torrance. Um detalhe é que o zelador anterior havia matado sua família, supostamente pelo isolamento…

Mesmo o filho dos Torrance, Danny, tendo um pressentimento horrendo sobre a ida deles para esse hotel, eles foram. Logo que eles ficaram sozinhos o hotel começa a revelar suas verdadeiras intenções com a família. O hotel parecia reagir à Danny como um brinquedo a bateria recebendo pilhas novas e ganhando vida.

Coisas estranhas começaram a acontecer em toda parte. Ruídos, movimentos, pessoas falando. Jack e Wendy no início achavam que era coisa da cabeça deles, ou da cabeça de Danny, mas a coisa começou a ficar séria quando um evento extremamente nítido aconteceu pra família inteira.

Do nada, enquanto a família estava no quarto, o elevador começa a funcionar. Subindo e descendo, com vozes e músicas vindo de dentro. Jack sai para ver o que está acontecendo, achando se tratar só de um curto circuito, Wendy logo atrás percebe algo dentro do elevador e arriscando-se a entrar mesmo com o elevador parado na metade do andar, ela pega uma máscara de dentro do elevador!

O hotel vai se tornando cada vez mais forte e a influência dele sobre o pai de Danny se tornando cada vez mais inevitável. Jack começa a criar uma obsessão pelo hotel e fica cada dia mais disposto a fazer tudo que o hotel lhe pede. Até mesmo entregar sua mulher e filho.

Bom vou parar por aqui pra evitar estragar o final para quem não leu ainda. Logo que comecei a escrever essa resenha estava na verdade escrevendo um resumo do livro, mas pra não ficar grande demais e não estragar a experiência de quem não leu, vou deixar vocês curiosos pelo final =)

Não preciso nem dizer que o livro é excelente. Qual do Stephen King não é? (Sim puxo saco mesmo, pois o cara é incrível). Se você não leu até hoje, pare o que está fazendo agora e leia-o =D. Ah, detalhe que depois que você ler, nunca mais um hotel parecerá somente um hotel rs. Ainda mais se esse hotel for gigante como o Sofitel Copacabana =!

Até e por favor comente. Deixe um blogueiro feliz =}

Resenha: Sob a Redoma – Stephen King

/Editora Suma de Letras/Resenhas/

Capa Sob a redoma.inddEditora: Suma de letras
Autor: Stephen King
ISBN: 9788581051130
Edição: 1
Número de páginas: 960
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Um campo de força se materializa subitamente em uma cidade do Maine, isolando do resto do mundo as pessoas sob a redoma. O livro narra os conflitos, ações e reações dos presos, que em meio ao caos também se perguntam quem ou o quê está por trás do acontecimento.

Baixe o primeiro capítulo clicando aqui

Entrevista com King

Minhas impressões

Deixa eu aproveitar que terminei de ler o livro a uns dois minutos pra fazer a resenha. Desculpem se eu for um pouco exagerado na resenha. Sempre faço isso quando são livros do King.

Esse livro estava na minha estante já há um tempo por estar lendo outros. Até agora não sei como pude demorar tanto pra ler. Sob Redoma se passa em uma cidadezinha no Maine (sempre lá), que a princípio é uma cidade pequena de interior onde todos se conhecem e a pessoa mais importante da cidade é xerife. Barbara, o personagem principal nessa história, se é que eu posso definir um, está tentando sair dessa cidade da mesma forma que entrou; sem ninguém perceber. Ainda mais após uns filhinhos de papai arranjarem briga com ele por algo que ele não fez. Um desses filhinhos de papai é Junior, filho do segundo vereador da cidade.

Barbara, ou Barbie, está bem perto de sair, mas percebe algo estranho. Do outro lado da rua está uma marmota cortada perfeitamente no meio. Alguma coisa a cortou! É então que um avião com aluna e instrutor se chocam em alguma barreira invisível. Barbie não acredita muito no que vê, mas depois de algum tempo e algumas tragédias nessa barreira ele chega a conclusão que eles estão embaixo de uma redoma.

É aí que cada um começa a revelar quem realmente é!

Pulando um pouco a história pra evitar contar demais do livro, já se passaram dois dias debaixo da redoma e nenhuma tentativa pra derruba-la dá certo. Enquanto muitos veem isso como uma tragédia, outros, como o segundo vereador Jim Rennie, Big Jim, vê uma ótima oportunidade pra garantir que a cidade faça o que ele manda. Pois “Deus” o colocou no comando dessa cidade “pelo bem do povo”.
Com Perkins fora do caminho nada poderá impedir Big Jim de tomar o controle!

Parando de falar do livro antes que eu estrague a surpresa, o livro traz à baila uma discussão implícita sobre o que é uma sociedade e até que ponto somos civilizados. Tem os tipos padrões de pessoas: O político indiferente, o corrupto e o honesto. O chefe de polícia negligente e as pessoas corretas. Sempre tem também as que seguem quem mandar.

Durante todo o livro você vai percebendo que existe uma verdade por trás das atitudes de cada um. Que acabaríamos agindo como uma das pessoas descritas no livro. Há também, bem claro no livro, o fanatismo que algumas pessoas seguem, achando que fazem algo em nome do bem maior, ou em nome de Deus. Confesso que nunca senti tanta raiva de um personagem como senti desse Big Jim, nem do Memnoch quando enganou o Lestat…

Enfim, não preciso nem citar que o livro é excelente, pois quem escreveu foi Stephen King, mas mesmo assim vou falar. Sob Redoma é um tipo de livro que a cada instante tem algo surpreendente. Você não consegue de forma nenhuma adivinhar como acabará o livro e isso faz você ansiar pra terminar de ler. A única coisa que eu não gostei no livro, foi a forma simples como alguns morreram. Por mim seria bem mais sofrido pra algumas pessoas, mas compreendo os motivos disso não ter acontecido.

O livro é excelente e quem acompanha as obras de King não podem ficar sem ler este. Bom, até a próxima!

Resenha: Ao cair da noite – Stephen King

/Editora Suma de Letras/Resenhas/

Capa Ao cair da noite.inddEditora: Suma de Letras
Autor: Stephen King
ISBN: 9788560280896
Edição: 1
Número de páginas: 398
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Quem senão Stephen King para transformar uma espelunca de beira de estrada no cenário de um amor eterno? Ou uma mulher que acaba de perder o filho em uma corrida obsessiva que pretende chegar a algum lugar onde possa se livrar de suas frustrações? Em Ao Cair da Noite, de Stephen King, os mortos estão por toda parte, seja ouvindo música country em “Willa”, ou ligando para casa de um celular, como no conto The New York Times a Preços Promocionais Imperdíveis. Mas nas histórias do mestre do terror os vivos também não estão em melhores condições. E podem descobrir algo terrível a qualquer momento. O horror precisa de vítimas, e ninguém melhor que Stephen King para apresentá-las nestes contos surpreendentes.

Minhas impressões

Já é conhecido por vocês minha paixão pelo livros do King. Eu sou fascinado por quem tem uma criatividade tão absurda quanto a dele. Nada melhor do que um livro com diversos contos dele pra satisfazer um ávido leitor.

Vou fazer uma resenha rápida de cada conto, pra não deixar nada passar em branco:
Willa
Esse primeiro conto é surpreendente. Como em todas as histórias de King, ele incentiva o leitor a imaginar o que vai acontecer com a história.
No início a história parece um pouco confusa, mas vai se conectando com o tempo. E a cada revelação minima que é feita, você vai montando o quebra cabeça do que realmente está acontecendo na história. Claro com final inesperado.

A corredora
Eu definiria este como sufocante! Um conto clássico de ação/suspense/terror que faz o coração acelerar. É incrível o enredo desse conto e os acontecimentos que vem como uma avalanche. É daquele tipo de conto que você xinga o vilão, fica com a respiração acelerada e torce copiosamente pro vilão morrer dolorosamente.

O sonho de Harvey
King narra através da voz de uma mulher de terceira idade, o tédio que ela sente com sua vida. É palpável o tédio que ela sente, você consegue sentir o mesmo que ela diante da narrativa tão bem feita.
Acostumada com a rotina diária ela se vê forçada a encarar uma mudança, quando seu marido vai lhe contar um sonho muito estranho, muito real…

Posto de parada
Um conto rápido que traz uma característica humana diante uma situação grave.

A bicicleta ergométrica
Esse conto mostra a criatividade atras das palavras de King. Um viúvo se vê forçado a entrar em forma depois de um diagnóstico um pouco preocupante de seu médico. Porém ele começa a ficar obcecado com isso e sua bicicleta ergométrica deixa de ser um objeto inanimado.

As coisas que eles deixaram para trás
Uma análise em primeira pessoa sobre o acidente ocorrido em 11 de Setembro com as Torres Gêmeas. Algo que o próprio King comenta, sobre a recusa dos autores americanos, por anos, de escrever qualquer história relacionada ao evento. Na época ele escreveu este conto porém não publicou.
O conto traz uma visão mais pessoal de uma pessoa que sobreviveu e não consegue esquecer o que aconteceu.

Tarde de formatura
Outro conto rápido que mostra como uma vida cotidiana, cheia de intrigas ou preconceitos, pode ruir em segundos.

N.
Esse conto é intenso. Um suspense digno de King onde dois irmãos e um amigo de longo tempo se veem numa situação incomum e totalmente ligados.

O gato dos infernos
Esse conto super rápido, mas merecia um filme ou o spin off de alguma série. O gato “inofensivo” é o centro de todo problema.

The New York Times a preços promocionais imperdíveis
Algumas questões “espirituais” são discutidas neste. Existe mesmo vida após a morte? Será que uma ligação pode provar tudo isso?

Mudo
Aqui fica uma discussão muito interessante sobre a alegria e a culpa. Alegria por se ver vingado e culpa por se sentir feliz com isso. Será que é assim mesmo que nos sentimos numa situação dessas?

Ayana
Este creio que tenha sido um “presságio” do livro A espera de um milagre. King fala aos leitores, que cada um faz parte de um milagre, cada um é capaz de operar um milagre na vida do próximo.

No maior aperto
No mesmo estilo que A Corredora, este conto fala sobre uma briga entre dois vizinhos e novamente nos vemos torcendo para o culpado morrer lentamente (rs).

Enfim, como o próprio King comenta, por diversas vezes principalmente quando ele começou a escrever lhe vinham diversas histórias “prontas” para escrever que na verdade não eram suficientes para livros, então ele deixava de lado. Depois de muita insistência de uma editora dele, ele resolveu publicar alguns dos contos. Bom pra nós o/.

Como sou fã dos livros dele, não preciso nem dizer o quanto recomendo a leitura destes contos!

Até.

Resenha: Stephen King – Coração Assombrado – A Biografia — Lisa Rogak

/Editora DarkSide Books/Resenhas/

stephen-king-biografia-estante-dos-sonhosEditora: DarkSide Books
Autor: Lisa Rogak
ISBN: 9788566636147
Edição: 1
Número de páginas: 328
Acabamento: Encadernado
Classificação EDS:  100 de 100 pontos