Resenha: Cujo – Stephen King

/Editora Suma de Letras/Resenhas/

Editora: Suma de Letras
Autor: Stephen King
ISBN: 9788556510259
Edição: 1
Número de páginas: 376
Acabamento: Encadernado
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Frank Dodd está morto e a cidade de Castle Rock pode ficar em paz novamente. O serial-killer que aterrorizou o local por anos agora é apenas uma lenda urbana, usada para assustar criancinhas. Exceto para Tad Trenton, para quem Dodd é tudo, menos uma lenda. O espírito do assassino o observa da porta entreaberta do closet, todas as noites.
Você pode me sentir mais perto… cada vez mais perto.
Nos limites da cidade, Cujo – um são bernardo de noventa quilos, que pertence à família Camber – se distrai perseguindo um coelho para dentro de um buraco, onde é mordido por um morcego raivoso.
A transformação de Cujo, como ele incorpora o pior pesado de Tad Trenton e de sua mãe e como destrói a vida de todos a sua volta é o que faz deste um dos livros mais assustadores e emocionantes de Stephen King.

Minhas impressões

Por mais que eu ache o Stephen King um dos melhores escritores da atualidade, não devo ter lido nem metade das obras dele. Asim foi com Cujo até eu ver a edição linda que a Suma fez com capa dura.

Resenha: A improvável jornada de Harold Fry – Rachel Joyce

/Editora Suma de Letras/Resenhas/

Editora: Suma de Letras
Autor: Rachel Joyce
ISBN: 9788581051659
Edição: 1
Número de páginas: 248
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 40 de 100 pontos
Compre: Amazon

Vencedor do britânico National Book Award na categoria de melhor livro de estreia e finalista do prestigiado Man Booker Prize, A improvável jornada de Harold Fry, de Rachel Joyce, tem como temas centrais os sentimentos de amor, amizade e arrependimento. A autora conta a história do aposentado Harold Fry que numa manhã de sol sai de casa para colocar uma carta no correio, sem imaginar que estava começando uma jornada não planejada até o outro lado da Inglaterra. Ao receber uma carta de Queenie Hennessy, uma velha amiga com quem não tem contato há décadas, Harold Fry descobre que ela está em uma casa de saúde, sucumbindo ao câncer. Então, escreve uma resposta rápida e, deixando sua mulher com seus afazeres, vai até a caixa postal mais próxima. No caminho, tem um encontro casual que o convence de que ele deve entregar sua mensagem para Queenie pessoalmente. E assim começa a peregrinação improvável de Harold Fry. Determinado a andar 600 milhas de Kingsbridge à Berwick-upon-Tweed, acredita que enquanto caminhar, a amiga estará viva. Ao longo do caminho, ele encontra personagens fascinantes, que o trazem de volta memórias adormecidas: sua primeira dança com a mulher Maureen, o dia do seu casamento, a alegria da paternidade. Todos os resquícios do passado vêm correndo de volta para ele, permitindo-lhe conciliar as perdas e os arrependimentos.

Minhas impressões

Há alguns meses apareceu insistentemente na minha timeline uma curiosa propaganda sobre um tal clube de assinaturas de livros. A princípio desconsiderei, mas depois de um tempo meus amigos começaram a me marcar e eu fui ver qual era desse clube. Pra quem não sabe ainda do que estou falando, o clube em questão é o TAG Livros. Eles já existem há anos fazendo a curadoria de livros e enviando para os associados. Agora eles vem ganhando corpo e conquistando mais assinantes.

Resenha: Sobre a escrita – A Arte em Memórias – Stephen King

/Editora Suma de Letras/Resenhas/

Editora: Suma de Letras
Autor: Stephen King
ISBN: 9788581052779
Edição: 1
Número de páginas: 256
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos

Eleito pela Time Magazine um dos 100 melhores livros de não ficção de todos os tempos e vencedor dos prêmios Bram stoker e Locus na categoria Melhor Não Ficção, Sobre a Escrita: A arte em Memórias é uma obra extraordinária de um dos autores mais bem-sucedidos de todos os tempos, uma verdadeira aula sobre a arte das letras.
O livro também não deixa de lado as memórias e experiências do mestre do terror: desde a infância até o batalhado início da carreira literária, o alcoolismo, o acidente quase fatal em 1999 e como a vontade de escrever e de viver ajudou em sua recuperação.

Minhas Impressões

A leitura de Sobre a Escrita é, como qualquer outra de King, uma experiência absolutamente vibrante e repleta de possibilidades. O que apresentamos aqui são impressões sutis de uma obra completamente encantadora e cheia de confiança de que nós, reles mortais, podemos escrever alguma coisa.

Se você acha que precisa de permissão para se dedicar a toda a leitura e a escrita que seu coraçãozinho deseja, considere-se autorizado por este que vos fala.
Você pode, você deve e, se tomar coragem para começar, você vai. Escrever é algo mágico, é a água da vida, como qualquer outra arte criativa. Então beba. Beba até ficar saciado.

Escrito em primeira pessoa o livro é quase um baú de memórias de toda uma vida, somos introduzidos magicamente a uma biografia fascinante de superação e de método de trabalho incríveis. Stephen King, mestre com as palavras, fala com leveza e humildade de sua história, do legado de sua obra e ainda encoraja seriamente o pobre leitor a escrever!

Você pode encarar o ato de escrever com nervosismo, animação, esperança ou até desespero – aquele sentimento de que nunca será possível pôr na página tudo o que está em seu coração e em sua mente. Você pode ficar com os punhos cerrados e os olhos apertados, pronto para quebrar tudo e dar nome aos bois. Pode ser que você queira que uma garota se case com você, ou deseje mudar o mundo. Encare a escrita como quiser, menos levianamente. Deixe-me repetir: não encare a página em branco de maneira leviana.

O texto é fluido e a trajetória do profissional é apresentada corajosamente, seguimos acompanhando obstáculos, diversos trabalhos negados, distanciamento do objetivo, mudança de planos e, mais do que tudo, a importância da família, em especial da mãe e da mulher, no investimento, encorajamento e fortalecimento do sonho e da carreira.

Gosto quando me deparo com histórias que impõem uma proximidade e cumplicidade de maneira sutil e King faz isso o tempo inteiro, pois ficamos com a impressão de que estamos ali na lanchonete tomando um refresco (ou a bebida de sua preferência) com o autor e falando sobre coisas da vida, literatura e processo de escrita. Uma proximidade real, um vínculo que poucos autores sabem ou querem promover.

No nível mais básico, estamos apenas discutindo uma habilidade aprendida, mas acho que concordamos que mesmo as habilidades mais básicas podem criar coisas além de nossas expectativas. Estamos falando de ferramentas e carpintaria, palavras e estilo… mas, à medida que avançarmos, você fará bem se não esquecer que também estamos falando de mágica.

Podemos entender a obra em dois blocos, o primeiro é voltado para apresentação e a biografia em que encontramos as memórias de infância, perrengues, amigos, questões familiares, influências da mulher amada e o consumo de álcool e outras drogas. O segundo momento é voltado para a reflexão, considerações importantes sobre o exercício da escrita e a necessidade básica da relação entre leitura e escrita.

Como verdadeira possibilidade de aprendizado e reflexão, compartilhamos algumas considerações do autor em nossa leitura de “Sobre a Escrita” :
• Leia muito, um pouco mais e escreva bastante – sem atalhos
• Estabeleça e cumpra uma rotina intensa de leitura e escrita
• Afaste-se da televisão
• Escreva para você mesmo
• Prepare-se para fracassos, falhas e críticas
• Seja verdadeiro em seu processo de escrita
• Não perca tempo tentando agradar aos outros
• Enfrente corajosamente suas dificuldades no processo de escrita
• Durante a escrita estabeleça uma conexão com o mundo interior
• Não seja arrogante ou pretensioso
• Não exagere na preocupação com a gramática
• Evite parágrafos longos e evite advérbios “A estrada para o inferno é pavimentada com advérbios”
• Seja ótimo em descrever, mas sem exageros e deixando algo para o leitor
• Não dê todas as pistas sobre o contexto
• Tenha personalidade e seu estilo
• Dimensione as histórias contadas
• Arrisque-se
• Leve seu processo de escrita com seriedade
• Revise seus trabalhos, desapegue e corte muito do que foi escrito “Só Deus acerta tudo de primeira” .
• Tenha alguém de confiança para compartilhar seus escritos. O “Leitor Ideal”.

No final somos brindados com um exemplo de seu processo criativo, tudo o que o envolve no momento da edição e uma lista de livros já lidos e “mais ou menos” indicados pelo autor.

O que segue é tudo que sei sobre como escrever boa ficção. Serei o mais breve possível, porque seu tempo é valioso e o meu também, e ambos entendemos que as horas gastas falando sobre a escrita são um tempo em que não estamos escrevendo. Serei tão encorajador quanto possível, porque é da minha natureza e porque amo esse trabalho. Quero que você o ame também. Se, no entanto, você não quiser sentar o rabo e trabalhar, não há razão em tentar escrever bem.

Para além do que foi dito, indicamos urgentemente a leitura pelo simples prazer de ler algo com qualidade, sem arrogância e ainda para se inspirar em alguém que ama seu trabalho e o faz com perfeição. Vale muito!

Resenha: Entre o agora e o nunca – J. A. Redmerski

/Editora Suma de Letras/Resenhas/

Entre-O-Agora-E-O-Nunca-estante-dos-sonhosEditora: Suma de letras
Autor: J. A. Redmerski
ISBN: 9788581051406
Edição: 1
Número de páginas: 359
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos que desistiu do amor desde que Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano. Sua melhor amiga, Natalie, é a única capaz de animá-la. Mas a relação entre as duas fica abalada quando o namorado de Nat revela à Camryn que está apaixonado por ela. Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para a rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino. Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, Camryn embarca para Idaho.
Mas o que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. Andrew se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois. Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos.
Narrado em capítulos que alternam as vozes de Andrew e Camryn, “Entre o Agora e o Nunca” é uma história de amor e sexo, na qual os personagens testam seus limites, exploram seus desejos e buscam o caminho que os levará à felicidade.

Minhas impressões

Quem nunca teve vontade de largar tudo e não olhar mais para trás?

Então… essa história fala sobre o momento em que o presente não está bom, tudo está de cabeça para baixo e parece que o mundo resolver ir contra você, você se irrita tanto que simplesmente larga tudo e sai andando pelo mundo como um mochileiro, e nesse caminho encontra a pessoa que te faz ver que existe um mundo de liberdade, coragem, amor e o futuro é imprevisível.

O livro é escrito com palavras do nosso cotidiano normal, sem esquecer dos palavrões ou expressões de baixo calão, como vimos na sinopse é narrado pelo dois personagens principais, texto bom e claro para entendimento, além de rico em detalhes, já que agora todas as autoras estão mais que detalhistas no quesito prazer e sexo.

Muitas vezes nos perguntamos se estamos fazendo a coisa certa, ou se o correto é mesmo nascer, crescer e procriar, e esse é o maior enfoque desse livro! Se é mesmo correto vivermos o essencial e básico de sobrevivência, sem correr o risco de se aventurar em algo novo, sem limites, sem razão, sem dogmas e sem diretrizes. O que vamos encontrar e o que podemos aprender se abrir mão do conforto e comodismo do nosso emprego, nossa casa e familiares.

“O coração sempre vence a razão. O coração, embora seja imprudente, suicida e masoquista de um jeito só seu, sempre ganha (..) agora só quero viver o momento.
Coincidência é só o nome que os conformistas dão ao destino.”

Gostei do livro, me fez repensar bastante sobre essas questões difíceis de abrir mão e me arriscar, assim como também me fez ver que nem tudo no mundo está perdido e que sim podemos encontrar muita coisa fora da nossa zona de conforto.

Só para nível de curiosidade, mais uma vez o tema câncer foi abordado no livro, o que me fez até chorar por um momento.

Vale a pena ler, e ver a vida por outro ângulo.
Até o próximo =)

Resenha: Sob a Redoma – Stephen King

/Editora Suma de Letras/Resenhas/

Capa Sob a redoma.inddEditora: Suma de letras
Autor: Stephen King
ISBN: 9788581051130
Edição: 1
Número de páginas: 960
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Um campo de força se materializa subitamente em uma cidade do Maine, isolando do resto do mundo as pessoas sob a redoma. O livro narra os conflitos, ações e reações dos presos, que em meio ao caos também se perguntam quem ou o quê está por trás do acontecimento.

Baixe o primeiro capítulo clicando aqui

Entrevista com King

Minhas impressões

Deixa eu aproveitar que terminei de ler o livro a uns dois minutos pra fazer a resenha. Desculpem se eu for um pouco exagerado na resenha. Sempre faço isso quando são livros do King.

Esse livro estava na minha estante já há um tempo por estar lendo outros. Até agora não sei como pude demorar tanto pra ler. Sob Redoma se passa em uma cidadezinha no Maine (sempre lá), que a princípio é uma cidade pequena de interior onde todos se conhecem e a pessoa mais importante da cidade é xerife. Barbara, o personagem principal nessa história, se é que eu posso definir um, está tentando sair dessa cidade da mesma forma que entrou; sem ninguém perceber. Ainda mais após uns filhinhos de papai arranjarem briga com ele por algo que ele não fez. Um desses filhinhos de papai é Junior, filho do segundo vereador da cidade.

Barbara, ou Barbie, está bem perto de sair, mas percebe algo estranho. Do outro lado da rua está uma marmota cortada perfeitamente no meio. Alguma coisa a cortou! É então que um avião com aluna e instrutor se chocam em alguma barreira invisível. Barbie não acredita muito no que vê, mas depois de algum tempo e algumas tragédias nessa barreira ele chega a conclusão que eles estão embaixo de uma redoma.

É aí que cada um começa a revelar quem realmente é!

Pulando um pouco a história pra evitar contar demais do livro, já se passaram dois dias debaixo da redoma e nenhuma tentativa pra derruba-la dá certo. Enquanto muitos veem isso como uma tragédia, outros, como o segundo vereador Jim Rennie, Big Jim, vê uma ótima oportunidade pra garantir que a cidade faça o que ele manda. Pois “Deus” o colocou no comando dessa cidade “pelo bem do povo”.
Com Perkins fora do caminho nada poderá impedir Big Jim de tomar o controle!

Parando de falar do livro antes que eu estrague a surpresa, o livro traz à baila uma discussão implícita sobre o que é uma sociedade e até que ponto somos civilizados. Tem os tipos padrões de pessoas: O político indiferente, o corrupto e o honesto. O chefe de polícia negligente e as pessoas corretas. Sempre tem também as que seguem quem mandar.

Durante todo o livro você vai percebendo que existe uma verdade por trás das atitudes de cada um. Que acabaríamos agindo como uma das pessoas descritas no livro. Há também, bem claro no livro, o fanatismo que algumas pessoas seguem, achando que fazem algo em nome do bem maior, ou em nome de Deus. Confesso que nunca senti tanta raiva de um personagem como senti desse Big Jim, nem do Memnoch quando enganou o Lestat…

Enfim, não preciso nem citar que o livro é excelente, pois quem escreveu foi Stephen King, mas mesmo assim vou falar. Sob Redoma é um tipo de livro que a cada instante tem algo surpreendente. Você não consegue de forma nenhuma adivinhar como acabará o livro e isso faz você ansiar pra terminar de ler. A única coisa que eu não gostei no livro, foi a forma simples como alguns morreram. Por mim seria bem mais sofrido pra algumas pessoas, mas compreendo os motivos disso não ter acontecido.

O livro é excelente e quem acompanha as obras de King não podem ficar sem ler este. Bom, até a próxima!