Resenha: Cujo – Stephen King

/Editora Suma de Letras/Resenhas/

Editora: Suma de Letras
Autor: Stephen King
ISBN: 9788556510259
Edição: 1
Número de páginas: 376
Acabamento: Encadernado
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Frank Dodd está morto e a cidade de Castle Rock pode ficar em paz novamente. O serial-killer que aterrorizou o local por anos agora é apenas uma lenda urbana, usada para assustar criancinhas. Exceto para Tad Trenton, para quem Dodd é tudo, menos uma lenda. O espírito do assassino o observa da porta entreaberta do closet, todas as noites.
Você pode me sentir mais perto… cada vez mais perto.
Nos limites da cidade, Cujo – um são bernardo de noventa quilos, que pertence à família Camber – se distrai perseguindo um coelho para dentro de um buraco, onde é mordido por um morcego raivoso.
A transformação de Cujo, como ele incorpora o pior pesado de Tad Trenton e de sua mãe e como destrói a vida de todos a sua volta é o que faz deste um dos livros mais assustadores e emocionantes de Stephen King.

Minhas impressões

Por mais que eu ache o Stephen King um dos melhores escritores da atualidade, não devo ter lido nem metade das obras dele. Asim foi com Cujo até eu ver a edição linda que a Suma fez com capa dura.

Resenha: Sobre a escrita – A Arte em Memórias – Stephen King

/Editora Suma de Letras/Resenhas/

Editora: Suma de Letras
Autor: Stephen King
ISBN: 9788581052779
Edição: 1
Número de páginas: 256
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos

Eleito pela Time Magazine um dos 100 melhores livros de não ficção de todos os tempos e vencedor dos prêmios Bram stoker e Locus na categoria Melhor Não Ficção, Sobre a Escrita: A arte em Memórias é uma obra extraordinária de um dos autores mais bem-sucedidos de todos os tempos, uma verdadeira aula sobre a arte das letras.
O livro também não deixa de lado as memórias e experiências do mestre do terror: desde a infância até o batalhado início da carreira literária, o alcoolismo, o acidente quase fatal em 1999 e como a vontade de escrever e de viver ajudou em sua recuperação.

Minhas Impressões

A leitura de Sobre a Escrita é, como qualquer outra de King, uma experiência absolutamente vibrante e repleta de possibilidades. O que apresentamos aqui são impressões sutis de uma obra completamente encantadora e cheia de confiança de que nós, reles mortais, podemos escrever alguma coisa.

Se você acha que precisa de permissão para se dedicar a toda a leitura e a escrita que seu coraçãozinho deseja, considere-se autorizado por este que vos fala.
Você pode, você deve e, se tomar coragem para começar, você vai. Escrever é algo mágico, é a água da vida, como qualquer outra arte criativa. Então beba. Beba até ficar saciado.

Escrito em primeira pessoa o livro é quase um baú de memórias de toda uma vida, somos introduzidos magicamente a uma biografia fascinante de superação e de método de trabalho incríveis. Stephen King, mestre com as palavras, fala com leveza e humildade de sua história, do legado de sua obra e ainda encoraja seriamente o pobre leitor a escrever!

Você pode encarar o ato de escrever com nervosismo, animação, esperança ou até desespero – aquele sentimento de que nunca será possível pôr na página tudo o que está em seu coração e em sua mente. Você pode ficar com os punhos cerrados e os olhos apertados, pronto para quebrar tudo e dar nome aos bois. Pode ser que você queira que uma garota se case com você, ou deseje mudar o mundo. Encare a escrita como quiser, menos levianamente. Deixe-me repetir: não encare a página em branco de maneira leviana.

O texto é fluido e a trajetória do profissional é apresentada corajosamente, seguimos acompanhando obstáculos, diversos trabalhos negados, distanciamento do objetivo, mudança de planos e, mais do que tudo, a importância da família, em especial da mãe e da mulher, no investimento, encorajamento e fortalecimento do sonho e da carreira.

Gosto quando me deparo com histórias que impõem uma proximidade e cumplicidade de maneira sutil e King faz isso o tempo inteiro, pois ficamos com a impressão de que estamos ali na lanchonete tomando um refresco (ou a bebida de sua preferência) com o autor e falando sobre coisas da vida, literatura e processo de escrita. Uma proximidade real, um vínculo que poucos autores sabem ou querem promover.

No nível mais básico, estamos apenas discutindo uma habilidade aprendida, mas acho que concordamos que mesmo as habilidades mais básicas podem criar coisas além de nossas expectativas. Estamos falando de ferramentas e carpintaria, palavras e estilo… mas, à medida que avançarmos, você fará bem se não esquecer que também estamos falando de mágica.

Podemos entender a obra em dois blocos, o primeiro é voltado para apresentação e a biografia em que encontramos as memórias de infância, perrengues, amigos, questões familiares, influências da mulher amada e o consumo de álcool e outras drogas. O segundo momento é voltado para a reflexão, considerações importantes sobre o exercício da escrita e a necessidade básica da relação entre leitura e escrita.

Como verdadeira possibilidade de aprendizado e reflexão, compartilhamos algumas considerações do autor em nossa leitura de “Sobre a Escrita” :
• Leia muito, um pouco mais e escreva bastante – sem atalhos
• Estabeleça e cumpra uma rotina intensa de leitura e escrita
• Afaste-se da televisão
• Escreva para você mesmo
• Prepare-se para fracassos, falhas e críticas
• Seja verdadeiro em seu processo de escrita
• Não perca tempo tentando agradar aos outros
• Enfrente corajosamente suas dificuldades no processo de escrita
• Durante a escrita estabeleça uma conexão com o mundo interior
• Não seja arrogante ou pretensioso
• Não exagere na preocupação com a gramática
• Evite parágrafos longos e evite advérbios “A estrada para o inferno é pavimentada com advérbios”
• Seja ótimo em descrever, mas sem exageros e deixando algo para o leitor
• Não dê todas as pistas sobre o contexto
• Tenha personalidade e seu estilo
• Dimensione as histórias contadas
• Arrisque-se
• Leve seu processo de escrita com seriedade
• Revise seus trabalhos, desapegue e corte muito do que foi escrito “Só Deus acerta tudo de primeira” .
• Tenha alguém de confiança para compartilhar seus escritos. O “Leitor Ideal”.

No final somos brindados com um exemplo de seu processo criativo, tudo o que o envolve no momento da edição e uma lista de livros já lidos e “mais ou menos” indicados pelo autor.

O que segue é tudo que sei sobre como escrever boa ficção. Serei o mais breve possível, porque seu tempo é valioso e o meu também, e ambos entendemos que as horas gastas falando sobre a escrita são um tempo em que não estamos escrevendo. Serei tão encorajador quanto possível, porque é da minha natureza e porque amo esse trabalho. Quero que você o ame também. Se, no entanto, você não quiser sentar o rabo e trabalhar, não há razão em tentar escrever bem.

Para além do que foi dito, indicamos urgentemente a leitura pelo simples prazer de ler algo com qualidade, sem arrogância e ainda para se inspirar em alguém que ama seu trabalho e o faz com perfeição. Vale muito!

Resenha: O Iluminado – Stephen King

/Editora Suma de Letras/Resenhas/

Editora: Suma de Letras
Autor: Stephen King
ISBN: 9788581050485
Edição: 2
Número de páginas: 288
Acabamento: Brochura
Compre: Amazon
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

O romance, magistralmente levado ao cinema por Stanley Kubrick, continua apaixonando (e aterrorizando) novas gerações de leitores. A luta assustadora entre dois mundos. Um menino e o desejo assassino de poderosas forças malignas. Uma família refém do mal. Nesta guerra sem testemunhas, vencerá o mais forte.
Em O Iluminado, quando Jack Torrance consegue o emprego de zelador no velho hotel, todos os problemas da família parecem estar solucionados. Não mais o desemprego e as noites de bebedeiras. Não mais o sofrimento da esposa, Wendy. Tranquilidade e ar puro para o pequeno Danny livrar-se das convulsões que assustam a família.

Minhas Impressões

Ultimamente comecei a ler alguns livros clássicos que eu sempre vinha deixando de lado para ler livros “da moda”. Muito disso pra ter a resenha aqui no blog. Um desses livros clássicos que eu li foi O Iluminado.

Não preciso nem falar muito sobre o autor certo? Stephen King é daquele tipo de homem que seu nome ficará gravado na história assim como Júlio César. Eu preciso sempre me policiar pra não ler somente os livros dele. Tenho todos os ebooks dele e a cada dia tenho aumentado minha coleção dos livros físicos. A cada dois, três livros que eu leio, leio um dele.

Até hoje não assisti o filme, por isso resolvi ler o livro primeiro, e que livro. King é um dos únicos autores que realmente conseguem me deixar com medo lendo um livro. Se algum dia eu fosse dormir sozinho em casa eu não lia o livro à noite =)

O Iluminado é o típico livro que reúne algum dos medos mais comuns que temos, em um local totalmente possível de se acontecer. Quem nunca imaginou o que já aconteceu em um hotel antigo? Ou melhor quem já ouviu falar daquele prédio que pegou fogo em São Paulo e matou várias pessoas (Edifício Joelma) e nunca imaginou que o mesmo possa ser assombrado? Existem até histórias de moradores ouvindo gritos de pessoas nas escadas… King consegue pegar essa essência de “medo comum” e transcrever isso de uma forma apavorante.

O hotel que estamos falando aqui é o Hotel Overlook que fica numa das montanhas isoladas perto de uma cidade chamada Sidewinder. Esse hotel fecha durante todo o inverno, uma vez que as tempestades tornam impossível a ida e vinda desse hotel. Portanto, para manter o hotel bem cuidado é necessário que alguém tome conta dele durante o tempo que ele fica fechado. Dessa vez a família que fora contratada para passar seis meses zelando pelo hotel, foram os Torrance. Um detalhe é que o zelador anterior havia matado sua família, supostamente pelo isolamento…

Mesmo o filho dos Torrance, Danny, tendo um pressentimento horrendo sobre a ida deles para esse hotel, eles foram. Logo que eles ficaram sozinhos o hotel começa a revelar suas verdadeiras intenções com a família. O hotel parecia reagir à Danny como um brinquedo a bateria recebendo pilhas novas e ganhando vida.

Coisas estranhas começaram a acontecer em toda parte. Ruídos, movimentos, pessoas falando. Jack e Wendy no início achavam que era coisa da cabeça deles, ou da cabeça de Danny, mas a coisa começou a ficar séria quando um evento extremamente nítido aconteceu pra família inteira.

Do nada, enquanto a família estava no quarto, o elevador começa a funcionar. Subindo e descendo, com vozes e músicas vindo de dentro. Jack sai para ver o que está acontecendo, achando se tratar só de um curto circuito, Wendy logo atrás percebe algo dentro do elevador e arriscando-se a entrar mesmo com o elevador parado na metade do andar, ela pega uma máscara de dentro do elevador!

O hotel vai se tornando cada vez mais forte e a influência dele sobre o pai de Danny se tornando cada vez mais inevitável. Jack começa a criar uma obsessão pelo hotel e fica cada dia mais disposto a fazer tudo que o hotel lhe pede. Até mesmo entregar sua mulher e filho.

Bom vou parar por aqui pra evitar estragar o final para quem não leu ainda. Logo que comecei a escrever essa resenha estava na verdade escrevendo um resumo do livro, mas pra não ficar grande demais e não estragar a experiência de quem não leu, vou deixar vocês curiosos pelo final =)

Não preciso nem dizer que o livro é excelente. Qual do Stephen King não é? (Sim puxo saco mesmo, pois o cara é incrível). Se você não leu até hoje, pare o que está fazendo agora e leia-o =D. Ah, detalhe que depois que você ler, nunca mais um hotel parecerá somente um hotel rs. Ainda mais se esse hotel for gigante como o Sofitel Copacabana =!

Até e por favor comente. Deixe um blogueiro feliz =}

Resenha: Sob a Redoma – Stephen King

/Editora Suma de Letras/Resenhas/

Capa Sob a redoma.inddEditora: Suma de letras
Autor: Stephen King
ISBN: 9788581051130
Edição: 1
Número de páginas: 960
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Um campo de força se materializa subitamente em uma cidade do Maine, isolando do resto do mundo as pessoas sob a redoma. O livro narra os conflitos, ações e reações dos presos, que em meio ao caos também se perguntam quem ou o quê está por trás do acontecimento.

Baixe o primeiro capítulo clicando aqui

Entrevista com King

Minhas impressões

Deixa eu aproveitar que terminei de ler o livro a uns dois minutos pra fazer a resenha. Desculpem se eu for um pouco exagerado na resenha. Sempre faço isso quando são livros do King.

Esse livro estava na minha estante já há um tempo por estar lendo outros. Até agora não sei como pude demorar tanto pra ler. Sob Redoma se passa em uma cidadezinha no Maine (sempre lá), que a princípio é uma cidade pequena de interior onde todos se conhecem e a pessoa mais importante da cidade é xerife. Barbara, o personagem principal nessa história, se é que eu posso definir um, está tentando sair dessa cidade da mesma forma que entrou; sem ninguém perceber. Ainda mais após uns filhinhos de papai arranjarem briga com ele por algo que ele não fez. Um desses filhinhos de papai é Junior, filho do segundo vereador da cidade.

Barbara, ou Barbie, está bem perto de sair, mas percebe algo estranho. Do outro lado da rua está uma marmota cortada perfeitamente no meio. Alguma coisa a cortou! É então que um avião com aluna e instrutor se chocam em alguma barreira invisível. Barbie não acredita muito no que vê, mas depois de algum tempo e algumas tragédias nessa barreira ele chega a conclusão que eles estão embaixo de uma redoma.

É aí que cada um começa a revelar quem realmente é!

Pulando um pouco a história pra evitar contar demais do livro, já se passaram dois dias debaixo da redoma e nenhuma tentativa pra derruba-la dá certo. Enquanto muitos veem isso como uma tragédia, outros, como o segundo vereador Jim Rennie, Big Jim, vê uma ótima oportunidade pra garantir que a cidade faça o que ele manda. Pois “Deus” o colocou no comando dessa cidade “pelo bem do povo”.
Com Perkins fora do caminho nada poderá impedir Big Jim de tomar o controle!

Parando de falar do livro antes que eu estrague a surpresa, o livro traz à baila uma discussão implícita sobre o que é uma sociedade e até que ponto somos civilizados. Tem os tipos padrões de pessoas: O político indiferente, o corrupto e o honesto. O chefe de polícia negligente e as pessoas corretas. Sempre tem também as que seguem quem mandar.

Durante todo o livro você vai percebendo que existe uma verdade por trás das atitudes de cada um. Que acabaríamos agindo como uma das pessoas descritas no livro. Há também, bem claro no livro, o fanatismo que algumas pessoas seguem, achando que fazem algo em nome do bem maior, ou em nome de Deus. Confesso que nunca senti tanta raiva de um personagem como senti desse Big Jim, nem do Memnoch quando enganou o Lestat…

Enfim, não preciso nem citar que o livro é excelente, pois quem escreveu foi Stephen King, mas mesmo assim vou falar. Sob Redoma é um tipo de livro que a cada instante tem algo surpreendente. Você não consegue de forma nenhuma adivinhar como acabará o livro e isso faz você ansiar pra terminar de ler. A única coisa que eu não gostei no livro, foi a forma simples como alguns morreram. Por mim seria bem mais sofrido pra algumas pessoas, mas compreendo os motivos disso não ter acontecido.

O livro é excelente e quem acompanha as obras de King não podem ficar sem ler este. Bom, até a próxima!