Resenha: Bom dia Verônica – Andrea Killmore

/Editora DarkSide Books/Resenhas/

Editora: Darkside Books
Autor: Andrea Killmore
ISBN: 9788594540171
Edição: 1
Número de páginas: 256
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Andrea Killmore faz sua estreia com um livro que está destinado a se tornar uma referência na literatura policial brasileira. Amiga íntima do perigo, ela é uma revelação que não pode ser revelada, e seu verdadeiro nome continua um mistério. Em outra vida, ela foi alguém importante dentro da polícia. Após trabalhar infiltrada em um caso e sofrer uma grande perda pessoal, viu-se obrigada a assumir uma nova identidade. E com ela, uma nova vocação. Assim nasceu Andrea Killmore. Em ‘Bom dia, Verônica’, acompanhamos a secretária da polícia Verônica Torres, que, na mesma semana, presencia de forma chocante o suicídio de uma jovem e recebe uma ligação anônima de uma mulher desesperada clamando por sua vida. Com sua habilidade e sua determinação, ela vê a oportunidade que sempre quis para mostrar sua competência investigativa e decide mergulhar sozinha nos dois casos. No entanto, essas investigações teoricamente simples se tornam verdadeiros redemoinhos e colocam Verônica diante do lado mais sombrio do homem, em que um mundo perverso e irreal precisa ser confrontado. Andrea Killmore compõe thrillers como os grandes mestres, e sua experiência de vida confere uma autenticidade que poucas vezes encontramos em suspenses policiais, vibrante e cruel — como a realidade.

Minhas impressões

Demorei bastante para fazer essa resenha, mas não que o livro não merecesse, mas por falta de tempo mesmo. Desde que li o livro não sai da cabeça.

Como sempre as capas dos livros da Darkside são lindas e sempre dou preferência aos títulos deles quando vou comprar um novo livro (mesmo tendo trinta e tantos outros para ler). O nome do livro não revela quase nada sobre o mesmo, porém o nome da autora é bem sugestivo. Andréa Killmore.

Resenha: Os Senhores dos Dinossauros – Victor Milán

/Editora DarkSide Books/Resenhas/

Editora: DarkSide Books
Autor: Victor Milán
ISBN: 9788566636741
Edição: 1
Número de páginas: 480
Acabamento: Encadernado
Classificação EDS: 80 de 100 pontos
Compre: Amazon

Em “Os Senhores dos Dinossauros”, Victor Milán consegue materializar um sonho que milhares de leitores compartilham secretamente desde a infância: cavalgar os gigantes répteis pré-históricos, como o terrível Tiranossauro Rex. O romance se passa no Império da Nuevaropa, um continente claramente inspirado na Europa do século XIV. Cultura e costumes, religião, conflitos políticos, tecnologia e armamento são compatíveis com o último período da Idade Média. Mas neste mundo, construído pelos Oito Criadores, os dinossauros também fazem parte do arsenal de guerra.
Os Senhores dos Dinossauros é o primeiro livro de uma Trilogia desenvolvida por Victor Milán, autor de mais de 100 romances de ficção científica e fantasia. Ele também é um dos fundadores e coescritores do projeto Wild Cards, de Melinda M. Snodgrass e George R. R. Martin. O autor de Guerra dos Tronos, amigo pessoal de Milan, define o que os leitores podem esperar de Os Senhores dos Dinossauros: “É como um encontro de Jurassic Park com Game of Thrones.”
A luxuosa edição brasileira de Os Senhores dos Dinossauros vem em capa dura, com ilustrações originais de Richard Anderson, artista que desenvolveu concepts para filmes de Hollywood como Os Guardiões da Galáxia, Thor: O Mundo Sombrio, Gravidade e Prometheus.

Minhas impressões

Resenha: Os Pássaros – Frank Baker

/Editora DarkSide Books/Resenhas/

Editora: DarkSide Books
Autor: Frank Baker
ISBN: 9788566636437
Edição: 1
Número de páginas: 304
Acabamento: Encadernado
Classificação EDS: 80 de 100 pontos
Compre: Amazon

Você conhece o filme. É um dos maiores clássicos de Alfred Hitchcock, de 1963. Nos créditos, consta que a história é baseada no conto Os Pássaros, de Daphne du Marier, escritora que o mestre do suspense já havia adaptado antes. Quase trinta anos após seu lançamento, o romance de Frank Baker ganharia repercussão quando o autor ameaçou processar Hitchcock e Daphne Du Maurier. Para deixar essa estranha coincidência com ares de plano macabro: Daphne era prima do antigo editor de Frank Baker, o inglês Peter Davies, e chegou a trabalhar com o parente. No ano em que se celebra os 80 anos da primeira edição, a DarkSide® Books orgulhosamente apresenta o livro Os Pássaros para todos os leitores e cinéfilos brasileiros apaixonados por um bom susto, um retrato sombrio e acurado de uma Londres pré-Guerra, como se Baker conseguisse vislumbrar o futuro próximo de terror e feitos inomináveis apresentado pela Segunda Guerra Mundial.

Minhas impressões

Resenha: O Homem que caiu na Terra – Walter Tevis

/Uncategorised/

Editora: Darkside Books
Autor: Walter Tevis
ISBN: 9788594540058
Edição: 1
Número de páginas: 224
Acabamento: Encadernado
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
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Poesia e beleza de outro mundo
“O Homem que Caiu na Terra” tornou-se um verdadeiro clássico da literatura e uma das mais refinadas, sutis e delicadas ficções científicas já escritas. Publicado originalmente em 1963, ganhou reconhecimento em todo o planeta com a adaptação para o cinema dirigida por Nicolas Roeg em 1976. O filme também marcou a estreia de David Bowie no cinema encarnando o protagonista alienígena — para quem o papel parece ter sido especialmente pensado (o que não foi o caso): um ser andrógino, impúbere, alto para os padrões terráqueos, delicado, magro, polido e que tenta se adaptar à vida terrestre para sobreviver entre os humanos.

Minhas impressões

Vocês já devem ter visto em alguma resenha eu elogiando o trabalho da Darkside. Eu não precisaria me repetir, mas o trabalho deles é incrível. Tudo no livro é lindo. Desde a tipografia, até os espaçamentos, gramatura da folhas, as entre capas, a tonalidade e tipo de folhas, etc. É uma obra de arte à parte.

Resenha: Circo Mecânico Tresaulti – Genevieve Valentine

/Editora DarkSide Books/Resenhas/

Editora: DarkSide Books
Autor: Genevieve Valentine
ISBN: 9788566636802
Edição: 1
Número de páginas: 320
Acabamento: Encadernado
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
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“O Circo Mecânico Tresaulti é uma história que aborda os sentimentos humanos mais profundos, que traz esperança e lealdade, mas também é inundada por corações ambiciosos e cheios de ilusões, onde pessoas vivem no próprio limite da sobrevivência. É uma história que fala, sobretudo, sobre a árdua busca de recomeços – JULIANA FIORESE”
“As ilustrações ao longo das páginas atiçam a imaginação e intensificam a sensação de sentir-se imerso na ambientação sombria, soturna e, contraditoriamente, reconfortante, em meio a um mundo às avessas – BOOK ADDICT”

Minhas impressões

Geralmente quando termino um livro corro para fazer a resenha dele e poder passar o máximo possível de informações sobre o livro e o que ele representou pra mim e etc. Já deve ter completado um mês que li este livro, mas desde que terminei eu tinha certeza que não precisava correr para fazer a resenha, pois ele ficaria na minha memória.

Namorava o livro já há algum tempo, pois a edição feita pela DarkSide estava linda, mas estava tentando como todo bom leitor, terminar os livros que eu tinha pra ler antes de comprar outros. Não preciso nem dizer que não consegui fazer isso, certo?

Resenha: O Demonologista – Andrew Pyper

/Editora DarkSide Books/Resenhas/

Editora: DarkSide Books
Autor: Andrew Pyper
ASIN: 9788566636406
Edição: 1
Número de páginas: 320
Acabamento: Capa dura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

O personagem que dá título ao best-seller internacional é David Ullman, renomado professor da Universidade de Columbia, especializado na figura literária do Diabo – principalmente na obra-prima de John Milton, Paraíso Perdido. Para David, o Anjo Caído é apenas um ser mitológico. Ao aceitar um convite para testemunhar um suposto fenômeno sobrenatural em Veneza, David começa a ter motivos pessoais para mudar de opinião. O que seria apenas um boa desculpa para tirar férias na Itália com sua filha de 12 anos se transforma em uma jornada assustadora aos recantos mais sombrios da alma.
Enquanto corre contra o tempo, David precisa decifrar pistas escondidas no clássico Paraíso Perdido, e usar tudo o que aprendeu para enfrentar O Inominável e salvar sua filha do Inferno.
Este é um daqueles livros que você não consegue largar até acabar a última página, ainda que vá precisar de muita coragem para seguir em frente. O Demonologista ganhou o Prêmio de Melhor Romance do International Thriller Writers Award (2014), concorrendo com autores como Stephen King. Entrou em diversas listas de melhores livros de 2013, foi finalista do Shirley Jackson Award (2013) e do Sunburst Award (2014), chegou ao topo da lista dos mais vendidos do jornal canadense Globe and Mail e foi publicado em mais de uma dezena de países.

Minhas impressões

Eu já havia escrito a resenha de Demonologista antes, mas por um problema que tive no blog acabei perdendo a mesma, então vamos lá.

Assim que eu soube que o livro seria trazido pela DarkSide fiquei extremamente ansioso, pois achei que o livro estivesse ligado à história do filme Invocação do Mal, inspirado na história do Ed e da Lorraine Warren, ambos demonologistas. Porém para minha quase decepção não se tratava de um livro sobre eles.

Digo quase decepção, pois foi uma surpresa excelente esse livro. Andrew Pyper traz neste livro a história de David Ullman, professor do departamento de inglês da Universidade de Columbia. David é especialista em mitologia e narrativa religiosa, tanto judaica quanto cristã. O irônico nesse caso é David ser ateu. Ele também é especialista em outro texto, Paraíso Perdido de Milton.

‘Perguntem a si próprios’, digo, apertando ainda mais a mão imaginária de Tess. ‘Para onde vocês irão agora que o Éden foi deixado para trás?’

É justamente essa especialidade que faz ele ser procurado por um indivíduo estranho, para um trabalho mais estranho ainda. Ele deveria avaliar a situação de uma pessoa doente e dizer o que ele achava que estava se passando.

Por mais que sua melancolia estivesse cada vez mais pesada em suas costas e seu casamento estivesse acabando, ele acaba aceitando o trabalho, por curiosidade e também para ter a oportunidade de viajar com sua filha. Seu porto seguro em meio a escuridão cada vez maior que era sua melancolia.

‘Diga-me uma coisa. Por que os homens sempre acham que têm de agir como super-heróis autodestrutivos quando surge algum problema?’
‘É a única maneira de amar que conhecemos.’

Eu vou parar por aqui pra não estragar nada do livro. Já começando pelo fato da surpresa de se tratar de um outro assunto do que eu estava esperando (não, eu não leio nada antes de comprar o livro. As vezes tenho boas surpresas como essa e péssimas surpresas como O Inferno de Gabriel). O Autor consegue ser extremamente simples na sua escrita, mas essa simplicidade traz um tipo de terror, não sei como dizer, um terror mais cru. Um terror mais arraigado. Ainda não é o que pretendo falar…

O autor consegue trazer com seu modo simplista aquele terror que sempre temos ao descer as escadas pra ir no banheiro de madrugada. Aquele medo de quando você é criança e tem pesadelo e não consegue acordar. Um terror inato é a forma mais correta.

‘Aquela… coisa. Não é Paula.’
‘Quem é?’
‘Aquela que respondeu às minhas preces’

Pois bem, o livro é estupendo. É justamente essa forma fluida e simples que faz você ler cada vez mais desesperadamente, mesmo depois daquele susto foda. Ele conseguiu trazer referências de uma obra clássica que é o Paraíso Perdido, para uma obra atual usando sua própria interpretação magistralmente, tornando a trama intensa, mas sem o peso de um Shakespeare da vida. Tem tanta parte do livro que eu gostaria de comentar, mas isso daria muito spoiler e você não levaria os sustos que levei ou o medo que tive (tudo bem que depois de Annabelle eu fiquei meio mole pra terror, mas…).

Até a próxima =]

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Resenha: Emperor of Thorns – Mark Lawrence

/Editora DarkSide Books/Resenhas/

Editora: DarkSide Books
Autor: Mark Lawrence
ISBN: 9788566636352
Edição: 1
Número de páginas: 522
Acabamento: Encadernado
Compre: Amazon
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

O mundo está dividido e o tempo se esgotou completamente, deixando-nos agarrado aos dias finais. Estes são os dias que nos esperaram por todas as nossas vidas. Estes são os meus dias. Eu vou estar diante da Centena e eles vão ouvir. Vou tomar o trono, não importa quem está contra mim, se vivo ou morto. E se eu devo ser o último imperador, farei disso um final e tanto.¿
A aclamada Trilogia dos Espinhos chega ao seu grande final, depois de termos acompanhado a dolorosa e surpreendente infância e adolescência de Jorg Ancrath em Prince of Thorns e King of Thorns, com todo o brilhantismo, charme, violência extrema e total crueldade deste egomaníaco romântico. Conforme Jorg cresce, seu caráter muda e ele parece encontrar algum equilíbrio em suas tendências sociopatas.
Em Emperor of Thorns, vamos novamente tomando contato com as atribulações de Jorg e sua fixação em conquistar o Império Destruído com saltos entre o presente e o passado, assim como Mark Lawrence já havia feito no volume anterior. Com isso, vamos descobrindo, desvendando e nos surpreendendo com o mundo onde a história se passa e com as saídas e escolhas nada tradicionais ou lógicas que Jorg se vê obrigado a tomar em seu caminho ao trono.
Prince of Thorns, King of Thorns e Emperor of Thorns formam uma das trilogias mais importantes da nova geração, que chega ao fim de forma brilhante e imprevisível, ao mesmo tempo cruel e poética, uma obra-prima de um novo grande autor.

Minhas Impressões

Fiquei um tempo pensando em como escrever essa resenha sem revelar muita coisa, mas é difícil.

Um trabalho artístico primoroso, tanto por parte do escritor, quanto por parte da editora que fez um trabalho excelente (não é novidade) com a capa, contracapa, tipografia, gramatura, etc. Isso já pode ser chamado de padrão DarkSide.

Relembrando um pouco os outros. Comentei que não havia gostado “muito” do segundo livro, pois não tinha toda a carnificina do primeiro. No primeiro livro faltava escorrer sangue das páginas e isso me chamou muita atenção, uma vez que dificilmente vemos livros do tipo. Porém no terceiro livro fica bem claro a intenção do autor com o segundo volume.

Antes de uma árvore perder uma folha ela a bombeia com todos os venenos de que não consegue se livrar de outra maneira… Eu nunca achei que a morte pudesse ser tão bonita.

Jorg amadureceu. Não, ele não se tornou sensato, mas ficou mais esperto e comedido em suas ações. O próprio Jorg fala da vida como um jogo de xadrez e realmente eu vejo-o como um jogador que foi aprendendo com o passar do tempo.

Novamente o autor faz um trabalho excelente ao misturar dois tempos na história. O presente e o passado, porém ao contrário do segundo livro, o terceiro fala de cinco anos atrás, preenchendo um pouco mais a vida do nosso querido Imperador Rei Jorg. (Não reclamem de spoiler, todo mundo sabia que ele se tornaria sim imperador =p).

Como falei, o autor mostra uma viagem que Jorg fez após conhecer as terras de seu avô. Seguindo um pedido do fantasma Fexler Brews e um conselho do príncipe de Arrow, ele sai em busca de conhecimento nas montanhas onde o fogo dos construtores ainda queima e posteriormente para a Afrique. Nas montanhas, além de alguns acontecimentos surpreendentes, Jorg descobre um pouco mais sobre os construtores e os planos deles para o mundo atual. Em Afrique ele descobre que nem sempre a vingança é a melhor resposta.

Parte de estar no ramo das previsões, uma grande parte talvez, está na arte de dar a impressão de que as coisas estão se desenrolando de acordo com suas expectativas. Uma vítima que acredita estar sendo aguardada a cada curva é não somente prejudicada pela incerteza, mas também mais fácil de prever.

É nesse momento que eu finalmente percebi o quanto Jorg estava mudando. Ele conseguiu deixar de lado a vontade de vingar seus familiares, matando o matemágico, para se aliar ao mesmo em busca de um benefício futuro.

Interligado com esses intervalos, temos a história pela visão de Chella. O autor começa a fechar algumas perguntas, mostrando há quanto tempo ela faz parte dos problemas que Jorg enfrenta e quem realmente estava por trás dela. Depois do último embate com Jorg, ela perdeu muito do seu poder, ficando totalmente à merce do Rei morto.

É um mundo difícil Marten… Não deveria ser fácil trazer alguém a um mundo difícil. Já é fácil demais fazer uma nova vida, fácil demais tirar uma vida antiga. É apenas justo que alguma parte do processo apresente um pouco de dificuldade.

Parando por aqui, pois a trama se junta e fica quase impossível não revelar nada. O que posso dizer é que o livro tem alguns acontecimentos daquele tipo que te faz ficar com os olhos arregalados de susto, tem momentos de prazer (pelo menos pra mim rs) onde Jorg volta a ser o Jorg do primeiro volume.

A vida era muito mais fácil quando a morte se contentava com o que lhe era dado.

Confesso que desde o segundo volume eu esperava que o final do terceiro seria parecido com o que realmente foi. O próprio livro já dá algumas dicas de quem/o que é o rei morto, mas eu ainda tinha esperanças que o final mudasse. Claro que eu gostaria que a história fosse um pouco mais longa, que houvesse muito mais informações sobre os construtores, entre outras coisas, mas quando o livro é bom, sempre queremos algo mais.

Enfim. O terceiro volume fecha a trilogia de forma completa. Pelo menos pra mim não sobrou nenhuma pergunta aberta, digo nenhuma pergunta relacionada à trama. Claro que sobrou algumas perguntas inerentes ao “mundo” do livro. Como falei o autor fez um trabalho primoroso. Jorg se tornou pra mim um personagem vivo, assim como Lestat e isso é algo grandioso para um autor. Recomendo muito a leitura dos três livros. É a típica trilogia que deve existir em sua estante. Estes três livros vão para a prateleira de destaque, junto com a Torre Negra =)

Você realmente a matou? …Eu abri um sorriso, embora ele amargasse, e disse: ‘Perdoe-me padre, por ter pecado’

Até a próxima.

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Resenha: Serial Killers – Anatomia do Mal – Harold Schechter

/Editora DarkSide Books/Resenhas/

Editora: Darkside Books
Autor: Harold Schechter
ISBN: 9788566636123
Edição: 1
Número de páginas: 448
Acabamento: Capa Dura
Compre: Amazon
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

O que faz gente aparentemente normal começar a matar e não parar mais? O que move – e o que pode deter – assassinos em série como Ed Gein, o psicopata americano que inspirou os mais célebres maníacos do cinema, como Norman Bates (Psicose), Leatherface (O Massacre da Serra Elétrica) e Hannibal Lecter (O Silêncio dos Inocentes). Como explicar a compulsão por matar e o prazer de causar dor, sem qualquer arrependimento? De onde vem tanta fúria?
As respostas estão no novo lançamento da editora DarkSide Books: ‘Serial Killers – Anatomia do Mal’, dossiê definitivo sobre o universo sombrio dos psicopatas mais perversos da história. Escrito por Harold Schechter – que pesquisa o tema há mais de três décadas, o livro é referência fundamental a todos os que se interessam pelo universo da investigação e da criminologia.

Minhas impressões

Todo livro que eu leio da DarkSide Books eu saliento a qualidade do trabalho de edição, capa, gramatura das folhas, etc. Esse livro não é diferente. A qualidade dessa editora já virou referência e eu sei que qualquer um que eu comprar deles vai ser assim.

Esse livro era basicamente o “elo de ligação”(calma é brincadeira rs), é basicamente o elo que faltava pra tantas outras obras sobre serial killers no mercado. Digo isso, pois o autor conseguiu trazer de forma didática eu diria, um relato sobre as atrocidades de diversos serial killers, considerados os piores de sua época.

O autor tomou o devido cuidado de explicar as diferenças entre os tipos de serial killers e as doenças que os mesmos sofriam. Ele aborda imparcialmente os casos de estudo que traz, mostrando a visão psicológica do caso, sem todo o brilho que as mídias impõem pra esse tipo de notícia.

Você pode até achar um pouco repetitivo enquanto ele explica as psicopatias no livro, usando por várias vezes o mesmo assassino pra exemplificar o caso. Avaliando isso depois de ler o livro, vi que isso ajudou bastante na hora de memorizar os casos.

Dois dos piores, que eu achei pelo menos foi o Ed Gein, não pela quantidade de mortes, que foi baixa, mas, mais pela doença dele, a incapacidade pura e simples de não sentir. Uma deturpação tão grande no senso do que é bom ou mau que simplesmente ele não sentia que o que fazia era errado. Outro pior dentre eles (se é que dá pra classificar assim) foi o Gacy.

Outro fato interessante é que esse livro me tirou uma dúvida que sempre tive. Se mulheres também eram consideradas serial killers e sim, são. E olha que tem alguns exemplos nos livros que deixariam Mason de cabelo em pé (ou orgulhoso). Ainda nos fatos interessantes, o autor traz exemplos de serial killers em outros países também. Muitos acham que “serial killer” é algo exclusivo de alguns países, mas não, não é.

Enfim, pra quem curte esse tema e tem o estômago um pouco forte (pois quando lemos, acabamos imaginando a cena, certo?), recomendo este livro. É aquele tipo de livro que dá sentido a todos os outros que você leu sobre o assunto. Deixando bem claro de uma vez por todas o que é um serial killer. Como falei, de forma simples e didática.

Até a próxima =]

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Resenha: Psicose – Robert Blooch

/Editora DarkSide Books/Resenhas/

Editora: DarkSide Books
Autor: Robert Blooch
ISBN: 9788566636109
Edição: 1
Número de páginas: 240
Acabamento: Encadernado
Compre: Amazon
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Edição especial capa dura com caderno de fotos do clássico do Hitchcock. Uma verdadeira edição de colecionador, para quem gosta e entende do assunto. “Psicose”, o clássico de Robert Bloch, foi publicado originalmente em 1959, livremente inspirado no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para ela em um quarto e se vestia com roupas femininas. Em “Psicose”, sem edição no Brasil há 50 anos, Bloch antecipou e prenunciou a explosão do fenômeno serial killer do final dos anos 1980 e começo dos 1990. O livro, assim com o filme de Hitchcock, tornou-se um ícone do horror, inspirando um número sem fim de imitações inferiores, assim como a criação de Bloch, o esquizofrênico violento e travestido Bates, tornou-se um arquétipo do horror incorporado a cultura pop.

Minhas impressões

Sei que vão desejar que eu seja espancado, mas ainda não assisti Psicose =(. De certa forma foi bom, pois li o livro sem conhecer a história completa(claro que já conhecia o enredo). Não me canso de elogiar a qualidade da edição capa dura do livro feito pela DarkSide. As outras editoras deveriam se envergonhar =P. Sem contar a surpresa que foi o marca página genial fazendo referência ao Bates Motel.

O livro que inspirou o filme com o mesmo nome traz a história de Norman Bates, um cara de meia idade, muito, muito estranho. Por mais estranho que Norman seja, ele viva recluso em seu motel “com sua mãe”, até que uma mulher consegue desestabiliza-lo, ou seja, todo o controle que ele tinha sobre si foi pro ralo. Aí as coisas começam a desandar. Não falarei o que, pois ainda deve haver quem não leu, ou assistiu o filme ainda. Assim espero =).

Enfim, o livro é um clássico obrigatório na estante. Não é atoa que Hitchcock tenha feito um filme primoroso, tendo um livro como esse por trás. Por mais que o livro tenha somente 240 páginas ele traz alguns assuntos nas entrelinhas que são extremamente complexos, como o relacionamento que Norman teve com sua mãe e todo o complexo de Édipo envolvido nisso. Outro detalhe é que o livro foi escrito baseado em um serial killer chamado Ed Gein. Ed Gein matou somente duas mulheres, mas seu modus operandi causou um estarrecimento na população americana, tanto que vários filmes e livros foram inspirados nele. Portanto o livro ganha muito mais significado quando enxergado dessa ótica. Outro detalhe excelente nesse livro foi como o autor conseguiu misturar personalidades e segurar o suspense até o final sem deixar o leitor confuso.

Recomendo a leitura deste, ainda mais por ser o tipo de terror que não temos mais hoje em dia. Até a próxima =)

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Resenha: Prince of Thorns – Mark Lawrence

/Editora DarkSide Books/Resenhas/

Prince-of-Thorns-mark-lawrence-estante-dos-sonhosEditora: DarkSide Books
Autor: Mark Lawrence
ISBN: 9788566636116
Edição: 1
Número de páginas: 355
Acabamento: Encadernado
Compre: Amazon
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Ainda criança, o príncipe Honório Jorg Ancrath testemunhou o brutal assassinato da Rainha mãe e de o seu irmão caçula, William. Jorg não conseguiu defender sua família, nem tampouco fugir do horror. Jogado à sorte num arbusto de roseira-brava, ele permaneceu imobilizado pelos espinhos que rasgavam profundamente sua pele, e sua alma.
O príncipe dos espinhos se vê, então, obrigado a amadurecer para saciar o seu desejo de vingança e poder. Vagando pelas estradas do Império Destruído, Jorg Ancrath lidera uma irmandade de assassinos, e sua única intenção é vencer o jogo. O jogo que os espinhos lhe ensinaram.

Minhas impressões

Não sei as outras pessoas que fazem resenha, mas quando gosto muito do livro fico enrolando pra fazer a resenha. Parece que quando você faz a resenha o livro realmente acaba e eu não queria que isso acontecesse com Prince of Thorns.

Deixa eu começar falando do exterior do livro. Como já citei na resenha da biografia do Stephen King (aqui) fiquei surpreso com a qualidade do livro, da encadernação e do interior. Não foi diferente com esse. Já dá pra perceber o padrão de qualidade dos livros da Darkside. A encadernação dá um toque especial nos livros e dá vontade de você não tirá-los da embalagem. A capa dura com alto revelo e reserva de verniz no nome é sensacional, os detalhes das contra capas e dos intervalos entre os capítulos com comentários do personagem principal são outros detalhes incríveis do livro.

A maior felicidade pra mim, ao ler esse livro, foi ter finalmente achado uma editora que publica o que gosto de ler, fantasia misturada com terror, suspense e bastante sangue (calma não sou psicopata, só um pouco rs). Pra quem acompanha de perto lançamentos de livros, percebe como é difícil chegar um bom livro de terror, suspense ou algum que contenha um teor de violência “fora dos padrões”. Só via os livros do King assim. Pois bem, obrigado Darkside por trazer esse livro.

A trama gira em torno do irmão Jorg em uma caminhada violenta em busca de vingança. Logo no início do livro vemos as lembranças que ele tem de ser salvo enquanto sua mãe e irmão são mortos sem que ele pudesse fazer muita coisa, preso nos espinhos. Salvo por acaso ele busca uma única coisa, vingança. E esse ódio é que o alimenta e o faz sobreviver. Com uma inteligência acima da média ele consegue conquistar, muitas vezes por medo, a confiança de um grupo de mercenários que o seguem para seu destino.

É com essa inteligência e sagacidade que ele se mostra um excelente líder nas batalhas…

Você só pode vencer o jogo quando entende que se trata de um jogo. Deixe um homem jogar xadrez e diga a ele que todos os peões são seus amigos. Diga que ambos os bispos são santos. Faça-o lembrar de dias à sombra das torres. Deixe-o amar sua rainha. Veja-o perder tudo.

Mesmo sendo novo ele tem uma capacidade analítica que você vai lendo e esquece da idade dele e passa a acreditar que quem tá ali é um general que viveu várias guerras. O autor não economizou nem ficou com medo de escrever algum palavrão e muito menos de colocar sangue em suas passagens

Mantive o tom coloquial. Creio que as ameaças mais veladas são aquelas que alcançam os melhores resultados… O homem molhou as calças… me contou tudo que sabia…

Covardes são os melhores torturadores. Covardes entendem o medo e sabem como usá-lo. Já os heróis são péssimos torturadores…

O trauma em sua infância e o ódio fazem com ele cresça rapidamente e aprenda como o mundo funciona e é isso que de certa forma “deslumbra” seus irmãos. A crueldade de seus atos.
Jorg é atormentado por seu passado e por sua vontade de vingança e sangue.

A raiva carrega menos terror, os homens entendem a raiva. Ela promete resoluções; talvez resoluções sangrentas, mas imediatas.

Vou lhes dizer: o silêncio quase me derruba. É o silêncio que me apavora. A página em branco na qual posso escrever meus medos.

Enfim, o livro é repleto de ação. É aquele típico livro que você lê desesperadamente em um dia e fica se perguntando quando sai o próximo (primeiro semestre de 2014). Recomendo que não se apegue a nenhum personagem, pois o autor não tem medo de matar ninguém e isso faz a trama rodar rapidamente. Recomendo muito o livro e esse pra mim é um daqueles livros únicos que ficarão gravados na sua memória tal qual Roland e sua Torre Negra. Espero não ter revelado demais e que venha o próximo livro =]

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