Resenha: Cash, A autobiografia de Johnny Cash – Patrick Carr

/Editora Leya/Resenhas/

Editora: LeYa
Autor: Patrick Carr
ISBN: 9788580444476
Edição: 1
Número de páginas: 280
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Conheça Johnny Cash, a lenda da música country americana, em suas facetas. Nesta autobiografia, Johnny Cash diz sobre seus altos e baixos, as lutas e vitórias conquistadas a duras penas, e as pessoas que o influenciaram durante sua trajetória.
Cash desfaz mitos e descreve sua história. Das alegrias da sua infância em Dyess, no Arkansas, ao estrelato em Nashville, no Tennessee. Da emoção de se apresentar com Elvis, a suas batalhas contra com o vício em drogas e álcool e a devoção de sua esposa, June. Nesta obra também estão presentes os amigos de uma vida inteira, como Willie Nelson, Roy Orbison, Bob Dylan, e Kris Kristofferson.

Minhas impressões

Já há algum tempo conhecia o nome e algumas músicas do johnny Cash, mas nunca havia parado para prestar atenção. O termo country não me chamava muito atenção e eu deixava passar.

Depois de aprender um pouco mais sobre o country (graças ao The Voice e o Blake Shelton) comecei a perceber mais o Cash e finalmente, quando ouvi a música Hurt no final do filme “A Colombiana” (Ah a Zöe Saldaña, escreveria outro post só pra falar dela).

Voltando do devaneio. Quando ouvi Hurt e depois novamente, entendendo a letra, eu pensei: “Uma pessoa que escreve uma letra dessas, tão profunda, não pode ser um artista qualquer”. Tudo bem que só descobri recentemente que a letra é originalmente do Trent Reznor, vocalista do Nine Inch Nails, mas ele próprio disse após a regravação do Cash que a música pertencia ao Johnny e realmente, após ler a biografia, a música não poderia pertencer a mais ninguém.

Resenha: O Coração dos Heróis – David Malouf

/Editora Leya/Resenhas/

Editora: Leya
Autor: David Malouf
ISBN: 9788580442922
Edição: 1
Número de páginas: 256
Acabamento: Brochura
Compre: Amazon
Classificação EDS:  60 de 100 pontos

A batalha entre gregos e troianos não termina em chamas. Existe sofrimento, tristeza e redenção no coração dos guerreiros. Quando todos acreditavam que as chamas que engoliam Troia eram o pior a se esperar, eis que Aquiles, possuído pelo desejo de vingar a morte de seu tão estimado Pátroclo, mata Heitor e arrasta seu corpo durante onze dias em sua carruagem, perto das muralhas da cidade. Nenhum grego – ou troiano ousa impedir o feito, a não ser o pai de Heitor, Príamo, rei de Troia, que precisa se despir de seu orgulho e grandeza e se dirigir ao território inimigo a fim de resgatar o corpo do filho. Um poderoso romance sobre a guerra de Troia, em que os humanos são muito mais que joguetes nas mãos dos deuses e no qual os sentimentos disputam acirradamente o domínio sobre o coração de cada grande guerreiro em campo de batalha.

Minhas Impressões

A lembrança do que já foi um dia vai se esvanecer na mente de uma geração que, por toda a vida, não conhecerá nada além do caos e da barbárie.

Por mais que o resumo acima esteja bem completo, O Coração dos Heróis remonta uma história “real” (não comprovada) de algo que vimos muito, principalmente depois do filme com o Brad Pitt, porém o livro se ateve mais a um ponto específico: A dor do pai de Heitor e sua luta para recuperar o corpo.

Dei 3,5 de nota, pois a narrativa usada pelo autor é extremamente cansativa no primeiro capítulo, mas no segundo capítulo é como se outra pessoa assumisse o livro e passasse a escrever. O autor descreve muito bem os sentimentos passados pelos personagens (o que pode chatear alguns leitores menos assíduos), mas isso não é um demérito. Pra quem gosta realmente dessas histórias que remontam tempos de mitologia vai gostar do livro, porém deve-se ler quando se esta sem sono, pois o livro pode cansar.

No final das contas (tirando os pontos negativos), o livro traz uma escrita que lembra o modo grego de escrever. Ele traz a sensação de uma guerra emocional entre os dois lados. Não somente o Aquiles guerreiro e troglodita, exímio lutador e Heitor como herói e sim conflitos mais íntimos de um rei em sua austeridade tendo que se rebaixar a um mero “humano” para resgatar o corpo de seu filho que é humilhado a cada dia por Aquiles.

O livro faz repensar alguns pontos de vista sobre as guerras que travamos ainda hoje e sobre alguns pontos pessoais vistos dia-a-dia numa sociedade “civilizada”.

Enfim, o livro é bom, porém não recomendaria para alguém que não tem gana por ler =/