Resenha: Cujo – Stephen King

/Editora Suma de Letras/Resenhas/

Editora: Suma de Letras
Autor: Stephen King
ISBN: 9788556510259
Edição: 1
Número de páginas: 376
Acabamento: Encadernado
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Frank Dodd está morto e a cidade de Castle Rock pode ficar em paz novamente. O serial-killer que aterrorizou o local por anos agora é apenas uma lenda urbana, usada para assustar criancinhas. Exceto para Tad Trenton, para quem Dodd é tudo, menos uma lenda. O espírito do assassino o observa da porta entreaberta do closet, todas as noites.
Você pode me sentir mais perto… cada vez mais perto.
Nos limites da cidade, Cujo – um são bernardo de noventa quilos, que pertence à família Camber – se distrai perseguindo um coelho para dentro de um buraco, onde é mordido por um morcego raivoso.
A transformação de Cujo, como ele incorpora o pior pesado de Tad Trenton e de sua mãe e como destrói a vida de todos a sua volta é o que faz deste um dos livros mais assustadores e emocionantes de Stephen King.

Minhas impressões

Por mais que eu ache o Stephen King um dos melhores escritores da atualidade, não devo ter lido nem metade das obras dele. Asim foi com Cujo até eu ver a edição linda que a Suma fez com capa dura.

Resenha: Trinta e Poucos, Crônicas – Antônio Prata

/Editora Companhia das Letras/Resenhas/

Editora: Companhia das Letras
Autor: Antônio Prata
ISBN: 9788535927689
Edição: 1
Número de páginas: 232
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Mais que qualquer escritor em atividade, Antonio Prata é cultor do gênero -consagrado por gigantes do porte de Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino e Nelson Rodrigues – que fincou raízes por aqui: a crônica.
Pode ser um par de meias, uma semente de mexerica, uma noite maldormida, a compra de um par de óculos, a tentativa de fazer exercícios abdominais. Quanto mais trivial o ponto de partida, mais cheio de sabor é o texto, mais surpreendente é a capacidade de extrair sentido e lirismo da aparente banalidade.

Minhas impressões

O que mais me encanta ao ler uma crônica é aquela sensação de proximidade com a história contada e a falsa ilusão de que qualquer um pode escrever, bastando apenas pegar a caneta ou algum outro suporte e deixar fluir a memória contando a cena engraçada que presenciamos dentro do transporte coletivo ou algum questionamento existencial.

Resenha: Terra em Chamas – Bernard Cornwell

/Editora Record/Resenhas/

Editora: Record
Autor: Bernard Cornwell
ISBN: 9788501089984
Edição: 1
Número de páginas: 317
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

O gosto da vitória inglesa, que Uhtred infligiu aos vikings, é ofuscado por uma tragédia que o leva a jurar jamais servir o reino saxão. Então ele se une a Ragnar e ao antigo inimigo Haesten para tomar Wessex. Com o pai debilitado pela saúde frágil, a filha de Alfredo implora pela ajuda do guerreiro para combater os inimigos que investem na Inglaterra. E ele, incapaz de dizer não, toma a frente do exército derrotado da Mércia, rumo a uma batalha inesquecível num campo encharcado de sangue junto ao Tâmisa.

Minhas impressões

Fico até meio perdido em qual livro eu parei e o que eu já falei em outras resenhas, mas sei que Terra em Chamas, quinto livro das Crônicas Saxônicas é um divisor de águas da saga.

Não, não acontece nada absurdo no livro que mudará o rumo geral da história (Não sei se fui enigmático nessa frase ou se só enrolei vocês, mas é tudo pra evitar spoiler).

E o parabéns!?

/Novidades/Promoções/

Depois de tantas resenhas, amigos que escreveram e se foram, hiatos e aquele sentimento de que não ia dar, chegamos a 5 anos de vida!

Há 5 anos atrás um “eu” mais jovem escrevia desabafos num blog escondido até que uma amiga sugeriu criar um blog de resenhas, já que éramos loucos por livros e aqui estamos. Passamos por muitas reformulações, tentando achar nossa cara até que conseguimos =) Por mais que as vezes pareça que estamos escrevendo para ninguém, escrevemos com gosto, pois um bom livro merece ser divulgado e agradecemos a cada um que passou por aqui e parou um minuto para nos ler e que por ventura tenha gostado da resenha e comprado o livro por nossa indicação. Esse é o nosso maior desejo.

Como disse, bons livros precisam ser divulgados e por isso sortearemos 2 exemplares de Exorcismos, amores e uma dose de blues e 2 exemplares de Senhores de Castelo, O poder verdadeiro (sim eu sei que já sorteamos esses. Não, não tenho nenhum patrocínio deles. Eles realmente merecem serem divulgados, pois além do livro ser excelente, são uns amores =] )

Pra participar basta seguir os passos abaixo (não são muitos):

a Rafflecopter giveaway

Antes de finalizar, agradecer a todos que ajudaram a chegar até aqui *-*

– Temos até 30 dias para enviar o livro;
– O ganhador tem até 48h para confirmar os dados ou o prêmio passara para o próximo;
– Como sempre fazemos aqui, o primeiro sorteado escolhe o livro que quer e assim suscetivamente;
– As condições podem mudar com aviso no próprio post;
– Promoção válida somente para o Brasil.

Resenha: Sempre em movimento – Oliver Sacks

/Editora Companhia das Letras/Resenhas/

Editora: Companhia das Letras
Autor: Oliver Sacks
ISBN: 9788535926132
Edição: 1
Número de páginas: 416
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Quando Oliver Sacks tinha doze anos, um professor bastante sagaz escreveu numa avaliação: “Sacks vai longe, se não for longe demais”. Hoje está absolutamente claro que Sacks jamais parou de ir. Desde as primeiras páginas, onde ele relata sua paixão de juventude pelas motos e pela velocidade, Sempre em movimento parece estar carregado dessa energia. Conforme fala de sua experiência como jovem neurologista no início dos anos 1960 – primeiro na Califórnia, onde lutou contra o vício em drogas, e depois em Nova York, onde descobriu uma doença esquecida nos fundos de um hospital —, vemos como sua relação com os pacientes veio a definir sua vida. Com a honestidade e humor que lhe são característicos, Sacks nos mostra como a mesma energia que motiva suas paixões “físicas” – levantamento de peso e natação – alimenta suas paixões cerebrais. Sacks escreve sobre seus casos de amor, tanto os românticos quanto os intelectuais, sobre a culpa de abandonar a família para vir aos Estados Unidos, sua ligação com o irmão esquizofrênico e sobre os escritores e cientistas – Thom Gunn, A. R. Luria, W. H. Auden, Gerald M. Edelman, Francis Crick – que o influenciaram. Sempre em movimento é a história de um pensador brilhante e nada convencional, o homem que iluminou as muitas formas com que o cérebro nos faz humanos.

Minhas impressões

Muitos e muitos anos atrás assisti “Tempo de Despertar”, um filme clássico simplesmente fascinante e acredito que tenha sido este o momento em que o nome “Oliver Sacks” ficou gravado como interessante para mim, pois não tenho nenhuma outra referência de leitura para afirmar o ponto em que o autor viria à tona. Seu falecimento em agosto de 2015 fez com que buscasse algo para legitimar o sentimento positivo sobre alguém que tocou verdadeiramente as pessoas e suas dores até os últimos instantes de vida.

Resenha: Cidade em Chamas – Garth Risk Hallberg

/Editora Companhia das Letras/Resenhas/

Editora: Companhia das Letras
Autor: Garth Risk Hallberg
ISBN: 9788535927047
Edição: 1
Número de páginas: 1048
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Nova York, 1976. O sonho hippie acabou, e dos escombros surge uma nova cultura urbana. Saem as mensagens de paz e amor e as camisetas tingidas, entram as guitarras desafinadas, os acordes raivosos e os coturnos caindo aos pedaços. Por toda a cidade brotam galerias de arte e casas de show esfumaçadas. É nesse cenário que Garth Risk Hallberg situa esta obra colossal, aclamada pela crítica como uma das grandes estreias literárias de nosso tempo.
Regan e William são irmãos e herdeiros de uma grande fortuna. Ela, uma legítima Hamilton-Sweeney e eternamente preocupada com o futuro da família, vê seu casamento desmoronar em meio às infidelidades do marido. Ele, a ovelha negra, fundador de uma mitológica banda punk, artista plástico recluso e figura lendária das artes nova-iorquinas. Ao redor dos dois gira uma constelação de tipos e acasos. A jovem fotógrafa que descobre um influente movimento musical pelas ruas da cidade. O jovem professor negro e gay que chega do interior e se apaixona pelo misterioso artista. O grupo de ativistas que pode ou não estar levando longe demais o sonho de derrubar o establishment. O garoto careta e asmático que se apaixona pela punk indomável. O repórter que sonha ser o novo nome do jornalismo literário americano. E, em meio a tudo isso, um crime que vai cruzar suas vidas de forma imprevisível e irremediável.
Combinando o ritmo de um thriller ao escopo dos grandes épicos da literatura, Garth Risk Hallberg constrói um meticuloso retrato de uma metrópole em transformação. Dos altos salões do poder às ruelas do subúrbio, ele captura a explosão social e artística que definiu uma década e transformou o mundo para sempre. Cidade em chamas é um romance inesquecível sobre amor, traição e perdão, sobre arte e punk rock. Sobre pessoas que precisam umas das outras para sobreviver. E sobre o que faz a vida valer a pena.

Minhas impressões

O primeiro lugar que ouvi falar sobre este livro foi no Risca Faca, vou mostrar o link somente no final da resenha, pois se vocês lerem a resenha deles, vão acabar achando a minha horrível rs (quando eu crescer quero escrever como eles =] )

Resenha: Circo Mecânico Tresaulti – Genevieve Valentine

/Editora DarkSide Books/Resenhas/

Editora: DarkSide Books
Autor: Genevieve Valentine
ISBN: 9788566636802
Edição: 1
Número de páginas: 320
Acabamento: Encadernado
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

“O Circo Mecânico Tresaulti é uma história que aborda os sentimentos humanos mais profundos, que traz esperança e lealdade, mas também é inundada por corações ambiciosos e cheios de ilusões, onde pessoas vivem no próprio limite da sobrevivência. É uma história que fala, sobretudo, sobre a árdua busca de recomeços – JULIANA FIORESE”
“As ilustrações ao longo das páginas atiçam a imaginação e intensificam a sensação de sentir-se imerso na ambientação sombria, soturna e, contraditoriamente, reconfortante, em meio a um mundo às avessas – BOOK ADDICT”

Minhas impressões

Geralmente quando termino um livro corro para fazer a resenha dele e poder passar o máximo possível de informações sobre o livro e o que ele representou pra mim e etc. Já deve ter completado um mês que li este livro, mas desde que terminei eu tinha certeza que não precisava correr para fazer a resenha, pois ele ficaria na minha memória.

Namorava o livro já há algum tempo, pois a edição feita pela DarkSide estava linda, mas estava tentando como todo bom leitor, terminar os livros que eu tinha pra ler antes de comprar outros. Não preciso nem dizer que não consegui fazer isso, certo?

Resenha: Caminhos Cruzados – Erico Verissimo

/Editora Companhia das Letras/Resenhas/

Editora: Companhia das Letras
Autor: Erico Verissimo
ISBN: 9788535926712
Edição: 1
Número de páginas: 368
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Publicado em 1935, Caminhos cruzados é um romance urbano e de aguda observação social. Tendo como cenário uma Porto Alegre onde já se confrontavam modernização e miséria, afluência e desencanto, o texto de Erico Verissimo chocou os leitores de sua época pela exposição realista do descompasso brasileiro entre as diversas camadas sociais — e ainda hoje reverbera graças à abordagem narrativa adotada pelo autor. Influenciado pela técnica de intrigas entrelaçadas e pela ausência de personagem principal da ficção e sem narrar acontecimentos de vulto, o autor expõe o nervo da fragilidade humana num painel vivo e eletrizante de um tempo e de um país em transformação.

Minhas impressões

Tenho um profundo fascínio pelo escritor Erico Verissimo, nas livrarias flerto há anos com a série “O Tempo e o Vento” e venho adiando sua leitura como quem adia, sem motivo aparente, aquela viagem dos sonhos. O encantamento tem como histórico a experiência que tive com “Olhai os Lírios do Campo” que está entre os melhores e mais tristes de minha memória leitora.

Enquanto não encaro “a viagem” optei por ler Caminhos Cruzados que é um livro em que precisamos de atenção, pois como o nome já diz, teremos o entrecruzamento de histórias de vida em que os mais diversos sentimentos serão mostrados como que em uma novela.

Resenha: A balada de Adam Henry – Ian Mcewan

/Editora Companhia das Letras/Resenhas/

Editora: Companhia das Letras
Autor: Ian Mcewan
ISBN: 9788535925135
Edição: 1
Número de páginas: 167
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Poucos autores de língua inglesa são mais importantes na atualidade do que Ian McEwan. Em quarenta anos de carreira, ele compôs marcos da literatura contemporânea, como Amor sem fim (1997), Amsterdam (1998) e Reparação (2001). Seus livros são conhecidos pela precisão da prosa, pela atmosfera de suspense e estranhamento e também pelas viradas surpreendentes da trama, que puxam o tapete do leitor ao final do livro.
Nos últimos anos, o traço decisivo de sua literatura tem sido a defesa da racionalidade científica contra os fundamentalismos religiosos. É esse o embate que está no cerne de seu romance mais recente, A balada de Adam Henry. A personagem central é Fiona Maye, uma juíza do Tribunal Superior especialista em Direito da Família. Ela é conhecida pela “imparcialidade divina e inteligência diabólica”, na definição de um colega de magistratura. Mas seu sucesso profissional esconde fracassos na vida privada. Prestes a completar sessenta anos, ela ainda se arrepende de não ter tido filhos e vê seu casamento desmoronar.

Minhas impressões

Eu ia começar essa resenha falando que este livro é um romance de tirar o fôlego, mas não é. Na verdade não sei muito bem como falar de romances, pois não é muito meu tipo de leitura. O que posso dizer é que o livro é excelente.

Este é o segundo livro que leio da TAG (clube de livros que já citei numa resenha anterior). Como sempre, eu não leio as sinopses dos livros, pois podem acabar estragando a surpresa, e não foi diferente com este. Confesso que conhecia este autor somente de nome, pois ele é super prestigiado, mas não havia lido nada até o momento. Além do autor, o que me chamou a atenção foi o título da obra. Associei imediatamente o título à música clássica, peças de ópera, etc. Fiquei muito feliz em ver que era mais que isso.

Resenha: O Leitor do Trem das 6h27 – Jean-Paul Didierlaurent

/Editora Intrínseca/Resenhas/

Editora: Intrínseca
Autor: Jean-Paul Didierlaurent
ISBN: 9788580577914
Edição: 1
Número de páginas: 176
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Operário discreto de uma usina que destrói encalhe de livros, Guylain Vignolles é um solteiro na casa dos trinta anos que leva uma vida monótona e solitária. Todos os dias, esse amante das palavras salva algumas páginas dos dentes de metal da ameaçadora máquina que opera.
A cada trajeto até o trabalho, ele lê no trem das 6h27 os trechos que escaparam do triturador na véspera. Um dia, Guylain encontra textos de um misterioso desconhecido que vão fazê-lo buscar cores diferentes para seu mundo e escrever uma nova história para sua vida.
Com delicadeza e comicidade, Jean-Paul Didierlaurent revela um universo singular, pleno de amor e poesia, em que os personagens mais banais são seres extraordinários e a literatura remedia a monotonia cotidiana.

Minhas impressões

Comecei a ler O Leitor do Trem das 6h27 sem nenhuma referência da obra ou expectativas além da curiosidade pela proposta imagética provocada pelo título e confesso que foi uma surpresa boa! Livro curtinho, de leitura rápida e envolvente.

Somos apresentados a Guylain Vignolles, pessoa comum, introspectiva, vivendo um dia de cada vez, sem grandes expectativas, sonhos ou projetos de futuro. Não parece de todo infeliz, apenas acomodado com a vida medíocre que leva. Os dias se repetem sem grandes novidades, mas é curioso saber que diariamente ele, durante o percurso para o trabalho no trem das 6h27, lê em voz alta trechos aleatórios sob os olhares curiosos e atônitos dos demais passageiros.