Resenha: A volta ao mundo em 80 dias – Júlio Verne

/Editora Moderna/Resenhas/

Editora: Moderna Editora
Autor: Júlio Verne
ISBN: 9788516079789
Edição: 1
Número de páginas: 335
Acabamento: Brochura
Compre: Amazon
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Phileas Fogg, um inglês pacato, calmo, metódico e solitário, cumpria todos os dias a mesma rotina. Misterioso, nunca compartilhava sua intimidade com ninguém. Mas tudo mudou quando apostou com alguns sócios do clube metade de sua fortuna, afirmando que daria a volta ao mundo em 80 dias! Era o ano de 1872, e ele e seu novo criado, Passepartout, embarcaram em uma aventura que nenhum dos dois imaginava como seria o seu fim! Adaptação de Walcyr Carrasco.

Minhas impressões

Gosto de ler os clássicos porque, de certa forma, sempre achamos que já conhecemos a história, pois a reconhecemos em romances e outras tantas referências na TV, cinema, teatro, peças publicitárias e cenas do cotidiano. Essa pretensão “vai por terra” quando, de fato, mergulhamos na obra.

Em meu imaginário a Volta ao Mundo em 80 dias era, talvez seja, muito parecida com As Aventuras de Tintim de Hergé e já velha conhecida do meu repertório leitor. Qual não foi a minha surpresa, ao ser interpelada sobre a possibilidade de uma colega de trabalho desenvolver atividade com a obra e, de imediato, não ter aquela certeza do enredo. Pedi um tempo para pesquisa e fui buscar Júlio Verne.

Mergulhei na aventura do até então pacato Phileas Fogg e de seu novo criado e já fiel escudeiro Passepartout, numa busca frenética para garantir uma viagem em torno da Terra em 80 dias e ganhar uma aposta com o pessoal do clube.
São trilhados diversos caminhos, culturas, possibilidades, mudanças climáticas e superados desafios que, para muitos, pareceriam intransponíveis.

O efeito causado pelo telegrama não poderia ser mais rápido. A imagem do respeitável cavalheiro cedeu lugar à do ladrão de banco. Sua fotografia, retirada do arquivo do Reform Club, foi examinada detalhadamente. Seus traços pareiam idênticos aos do homem descrito no inquérito. Todos se lembraram da vida misteriosa de Fogg, do seu isolamento e da subida partida. Parecia obvio que a viagem de volta ao mundo, com o pretexto de uma aposta insensata, tratava-se de um plano para despistar a polícia inglesa.

O melhor é o frenesi pela garantia do prazo, não pela aposta em si, mas pela honra de fazer o que tem que ser feito, cumprir o cronograma e tudo bem em salvar algumas almas e se apaixonar perdidamente pelo caminho!
Impossível não fazer a transposição para nossos dias e pensar no avanço tecnológico e na possibilidade de ir ainda mais longe e a mais lugares com 80 dias no calendário e algum trocado no bolso.

Os elementos de um clássico, como diria Ítalo Calvino, estão todos presentes, desde a familiaridade com tudo que está aparecendo no texto, o original, inesperado, inesgotável até a identificação com o herói.

Walcyr Carrasco simplesmente arrasa na tradução e adaptação garantindo leveza, condução do leitor e apelo para que guardemos as proporções tempo e espaço histórico, como quando exemplifica a população da Índia de 1872 e a atual.

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