Resenha: O Piloto de Hitler – C. G. Sweeting

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Editora: Jardim dos Livros
Autor: C. G. Sweeting
ISBN: 9788563420046
Edição: 1
Número de páginas: 439
Acabamento: Brochura
Classificação EDS:  100 de 100 pontos
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Um livro que faltava sobre as duas guerras mundiais e o inferno do nazismo. C. G. Sweeting resgata nas páginas deste O piloto de Hitler o testemunho privilegiado de um homem fiel ao ditador alemão mesmo depois dos dez anos de sofrimento em masmorras e campos de prisioneiros da União Soviética. Hans Baur era a sombra de Hitler no ar. Amava o Führer e os aviões. Tudo sobre os horrores da guerra está aqui. Uma leitura eletrizante.

Minhas impressões

O Livro em seu início confesso que é um pouco massante, pois trata de muitas datas, mas quem se aplicar mais um pouco e ler só mais umas páginas verá que é o livro que faltava realmente. O autor consegue trazer no livros detalhes do que aconteceu na primeira e segunda guerra. Recheado de referências o livro dá a oportunidade de buscar mais fontes e mais aprendizado.

Sempre fui fascinado pela história da 1ª guerra e 2ª guerra mundial. Mais especificamente da segunda. Sempre fiquei imaginando como seria possível nações inteiras brigarem entre si por motivos ridículos. Logo no início o livro nos dá uma possibilidade de onde surgiu o Nazismo:

No sul um ex-sargento do exército, Benito Mussolini, havia fundado um novo movimento e lutava para varrer a velha ordem política italiana e estabelecer um sistema de governo autoritário radical chamado facismo, do qual seria líder. Os radicais direitistas alemães iriam se inspirar nos métodos bem sucedidos de Mussolini…

Eu já li diversos livros, revistas e notícias sobre o Nazismo, não por gostar da ideia política, compreenda-me, e sim por não entender como um homem franzino de certa forma, conseguiu convencer uma nação! Hans Baur, o foco deste livro, desde cedo teve contato com o Füher e isso pode nos dar detalhes do dia-a-dia antes da guerra. Perdoem-me, mas não darei datas, tenho problemas em guardar datas (rs). Após assumir o poder Hitler se mostrou um salvador para seu povo:

Hitler fazia piadas com os carnívoros, e se referia à sopa de carne como ‘chá de cadáver’. Quando lhe ofereceram caviar pela primeira vez, apreciou a iguaria até o momento em que perguntou quanto custava. Então proibiu que fosse servido na chancelaria, pois considerava impróprio que o Füher comesse caviar enquanto pedia ao povo que fizesse sacrifícios…

Jamais antes eu havia percebido em Hitler uma preocupação com o povo alemão. Sempre “pintei” o quadro de um ditador cego por poder (calma, chegaremos lá). Talvez seja um dos motivos de ter se tornado um “salvador”. Outra coisa que nunca imaginei que veria, Hitler sendo padrinho de casamento de Hans Baur!

Além de mostrar com detalhes os preparativos para a guerra e as jogadas políticas bem sucedidas no início da “carreira” de Hitler, o autor traz com honestidade as barbaridades que as outras nações também cometiam com as pessoas, não somente o lado americanizado do holocausto:

A mando de Stalin, cerca de doze milhões de pessoas foram presas de uma só vez, e inúmeras vítimas foram executadas ou morreram de fome, privações ou excesso de trabalho em condições desumanas.

São detalhes que dificilmente vi citados em outros livros e biografias de Hitler. Não estou aqui discutindo quem está certo ou errado, mas percebemos que o Autor tomou o máximo de cuidado pra passar todos os detalhes e referências que envolveram a guerra e não somente o lado da Alemanha. Os horrores, massacres, ações desumanas ocorreram em todas as nações em época de guerra!

Uma grande guerra deixa o país com três exércitos – Um exército de aleijados, um exército de enlutados e um exército de ladrões. Provérbio alemão

“O poder tende a corromper e o poder absoluto corrompe absolutamente – Sir J. E. E. Dalberg”

Por fim. O livro e o autor são excelentes. Traz uma gama de detalhes que para os historiadores amadores como eu é um deleite, para quem gosta de história um fascínio e para quem é curioso um prazer. Mostra também o que é lealdade em circunstâncias extremas e como uma nação pode ser enganada por um único homem (isso me lembra algo atual). Recomendo, muito!