Resenha: Abominação – Gary Whitta

/Editora DarkSide Books/Resenhas/

Editora: Darkside Books
Autor: Gary Whitta
ISBN: 9788566636796
Edição: 1
Número de páginas: 320
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

O primeiro romance de Gary Whitta, também autor do aclamado star wars: Rogue One, é uma aventura para os leitores mais valentes. Whitta transforma o gore em momentos de grande beleza. Abominação é uma mistura épica entre fantasia histórica, ficção científica e a magia da cultura nórdica.
A era medieval é muito mais conhecida por seus mistérios do que por seus registros históricos. Talvez seja melhor assim. Há quem acredite que estaremos mais seguros enquanto não soubermos de toda a verdade. Mas quem disse que as lendas não podem ser mais reais do que você imagina? Abominação reconta um dos capítulos mais sangrentos da história da Inglaterra: as invasões vikings do século ix. Apresentando personagens e batalhas reais, sua narrativa vai muito além do que poderíamos encontrar nos livros de história. Com influências de Lovecraft a Game of Thrones, vem sendo recebido mundo afora como um novo clássico para fãs do gênero.
O reino de Wessex foi o único da Inglaterra que escapou dos invasores nórdicos. Seu rei, Alfredo, negocia um acordo com os bárbaros do Mar do Norte, mesmo sabendo que eles não são adeptos da paz. É preciso estar preparado, a guerra pode recomeçar há qualquer momento. O arcebispo da Cantuária oferece proteção ao reino, através de feitiços descobertos por ele em velhos pergaminhos. O rei só não poderia imaginar que a magia seria ainda mais perigosa que os próprios vikings.

Minhas impressões

Dessa vez não tecerei elogios para as capas e o trabalho magnífico da Darkside em seus livros. Vocês já devem saber disso de tanto que eu falo =)

Vi Abominação na entrada da livraria e não tive como não percebê-lo. Já conhecia o autor Gary Whitta por ter escrito a história de Star Wars: Rogue One e fiquei curioso para ler outra obra dele.

Indra observou o homem de perto quando a percepção da morte iminente começou. Ela não apreciava o sofrimento alheio, mas se permitiu a satisfação daquele momento…

Abominação revisita um período sombrio na história da Inglaterra na época do rei Alfredo. Só esse começo já me deixou ansioso para ler, pois é um dos assuntos que mais leio. Sem contar que ainda estou lendo os livros do Bernard Cornwell que também trata do mesmo período. Pois bem, na versão de Gary Whitta, essa época foi bem mais escura do que temos registrado hoje. Isso foi proposital para esconder as abominações que andaram soltas naquelas terras.

Porque a guerra é uma amante ciumenta. tem um jeito de nos chamar de volta para ela, muito depois de pensarmos que nos despedimos para sempre.

Vemos o cavaleiro Wulfric como centro dessa história e como principal enviado do Rei para acabar com as monstruosidades. Pode parecer uma história simples, onde o guerreiro luta até chegar em seu objetivo e ganhar, mas não é. Foi justamente essa jogada que me fez mais gostar do livro.

Como soldado, Wulfric vira muitos homens encararem a morte. Não daquela forma. Aquele era um olhar de terror tão direto, tão puro, que a morte vinha quase como um alívio.

O autor conseguiu criar uma trama rápida no início do livro que te prende imediatamente, mas logo após revela que a história não é só aquilo. Esse algo a mais que torna o livro tão bom. O livro só tem um ponto previsível, mas isso não é um demérito, pois esse ponto só é previsível quando o autor quis.

…talvez houvesse se saciado com o massacre de tantos outros. Mas talvez não. Por favor, que elas estejam vivas. Por favor. Esses eram os pensamentos que ainda corriam pela mente de Wulfric quando ele abriu a porta da cabana.

Enfim, vale a pena ler. Ele não é tão sangrento quanto o Prince of Thorns, mas ainda assim satisfaz os mais vorazes por livros sem “mimimi”. É uma leitura rápida e gratificante. Recomendo o autor, na verdade nem precisava depois de ter visto Rogue One =]

A certeza disso veio quase como um alívio; ela percebeu naquele momento que o medo da morte ficava apenas na ansiedade de quando e como aconteceria. Quando se mostrou certa, inevitável, tudo que restava era aceitá-la e morrer bem.

Até a próxima e me falem o que acharam do livro.

Resenha: Bom dia Verônica – Andrea Killmore

/Editora DarkSide Books/Resenhas/

Editora: Darkside Books
Autor: Andrea Killmore
ISBN: 9788594540171
Edição: 1
Número de páginas: 256
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Andrea Killmore faz sua estreia com um livro que está destinado a se tornar uma referência na literatura policial brasileira. Amiga íntima do perigo, ela é uma revelação que não pode ser revelada, e seu verdadeiro nome continua um mistério. Em outra vida, ela foi alguém importante dentro da polícia. Após trabalhar infiltrada em um caso e sofrer uma grande perda pessoal, viu-se obrigada a assumir uma nova identidade. E com ela, uma nova vocação. Assim nasceu Andrea Killmore. Em ‘Bom dia, Verônica’, acompanhamos a secretária da polícia Verônica Torres, que, na mesma semana, presencia de forma chocante o suicídio de uma jovem e recebe uma ligação anônima de uma mulher desesperada clamando por sua vida. Com sua habilidade e sua determinação, ela vê a oportunidade que sempre quis para mostrar sua competência investigativa e decide mergulhar sozinha nos dois casos. No entanto, essas investigações teoricamente simples se tornam verdadeiros redemoinhos e colocam Verônica diante do lado mais sombrio do homem, em que um mundo perverso e irreal precisa ser confrontado. Andrea Killmore compõe thrillers como os grandes mestres, e sua experiência de vida confere uma autenticidade que poucas vezes encontramos em suspenses policiais, vibrante e cruel — como a realidade.

Minhas impressões

Demorei bastante para fazer essa resenha, mas não que o livro não merecesse, mas por falta de tempo mesmo. Desde que li o livro não sai da cabeça.

Como sempre as capas dos livros da Darkside são lindas e sempre dou preferência aos títulos deles quando vou comprar um novo livro (mesmo tendo trinta e tantos outros para ler). O nome do livro não revela quase nada sobre o mesmo, porém o nome da autora é bem sugestivo. Andréa Killmore.

Resenha: Os Senhores dos Dinossauros – Victor Milán

/Editora DarkSide Books/Resenhas/

Editora: DarkSide Books
Autor: Victor Milán
ISBN: 9788566636741
Edição: 1
Número de páginas: 480
Acabamento: Encadernado
Classificação EDS: 80 de 100 pontos
Compre: Amazon

Em “Os Senhores dos Dinossauros”, Victor Milán consegue materializar um sonho que milhares de leitores compartilham secretamente desde a infância: cavalgar os gigantes répteis pré-históricos, como o terrível Tiranossauro Rex. O romance se passa no Império da Nuevaropa, um continente claramente inspirado na Europa do século XIV. Cultura e costumes, religião, conflitos políticos, tecnologia e armamento são compatíveis com o último período da Idade Média. Mas neste mundo, construído pelos Oito Criadores, os dinossauros também fazem parte do arsenal de guerra.
Os Senhores dos Dinossauros é o primeiro livro de uma Trilogia desenvolvida por Victor Milán, autor de mais de 100 romances de ficção científica e fantasia. Ele também é um dos fundadores e coescritores do projeto Wild Cards, de Melinda M. Snodgrass e George R. R. Martin. O autor de Guerra dos Tronos, amigo pessoal de Milan, define o que os leitores podem esperar de Os Senhores dos Dinossauros: “É como um encontro de Jurassic Park com Game of Thrones.”
A luxuosa edição brasileira de Os Senhores dos Dinossauros vem em capa dura, com ilustrações originais de Richard Anderson, artista que desenvolveu concepts para filmes de Hollywood como Os Guardiões da Galáxia, Thor: O Mundo Sombrio, Gravidade e Prometheus.

Minhas impressões

Resenha: Os Pássaros – Frank Baker

/Editora DarkSide Books/Resenhas/

Editora: DarkSide Books
Autor: Frank Baker
ISBN: 9788566636437
Edição: 1
Número de páginas: 304
Acabamento: Encadernado
Classificação EDS: 80 de 100 pontos
Compre: Amazon

Você conhece o filme. É um dos maiores clássicos de Alfred Hitchcock, de 1963. Nos créditos, consta que a história é baseada no conto Os Pássaros, de Daphne du Marier, escritora que o mestre do suspense já havia adaptado antes. Quase trinta anos após seu lançamento, o romance de Frank Baker ganharia repercussão quando o autor ameaçou processar Hitchcock e Daphne Du Maurier. Para deixar essa estranha coincidência com ares de plano macabro: Daphne era prima do antigo editor de Frank Baker, o inglês Peter Davies, e chegou a trabalhar com o parente. No ano em que se celebra os 80 anos da primeira edição, a DarkSide® Books orgulhosamente apresenta o livro Os Pássaros para todos os leitores e cinéfilos brasileiros apaixonados por um bom susto, um retrato sombrio e acurado de uma Londres pré-Guerra, como se Baker conseguisse vislumbrar o futuro próximo de terror e feitos inomináveis apresentado pela Segunda Guerra Mundial.

Minhas impressões

Resenha: Circo Mecânico Tresaulti – Genevieve Valentine

/Editora DarkSide Books/Resenhas/

Editora: DarkSide Books
Autor: Genevieve Valentine
ISBN: 9788566636802
Edição: 1
Número de páginas: 320
Acabamento: Encadernado
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

“O Circo Mecânico Tresaulti é uma história que aborda os sentimentos humanos mais profundos, que traz esperança e lealdade, mas também é inundada por corações ambiciosos e cheios de ilusões, onde pessoas vivem no próprio limite da sobrevivência. É uma história que fala, sobretudo, sobre a árdua busca de recomeços – JULIANA FIORESE”
“As ilustrações ao longo das páginas atiçam a imaginação e intensificam a sensação de sentir-se imerso na ambientação sombria, soturna e, contraditoriamente, reconfortante, em meio a um mundo às avessas – BOOK ADDICT”

Minhas impressões

Geralmente quando termino um livro corro para fazer a resenha dele e poder passar o máximo possível de informações sobre o livro e o que ele representou pra mim e etc. Já deve ter completado um mês que li este livro, mas desde que terminei eu tinha certeza que não precisava correr para fazer a resenha, pois ele ficaria na minha memória.

Namorava o livro já há algum tempo, pois a edição feita pela DarkSide estava linda, mas estava tentando como todo bom leitor, terminar os livros que eu tinha pra ler antes de comprar outros. Não preciso nem dizer que não consegui fazer isso, certo?

Resenha: A guerra da Rainha Vermelha – Prince of Fools – Mark Lawrence

/Editora DarkSide Books/Resenhas/

Editora: Darkside Books
Autor: Mark Lawrence
ISBN: 9788566636772
Edição: 1
Número de páginas: 420
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Prince of Fools é o primeiro volume da nova saga de Mark Lawrence, o consagrado autor da Trilogia dos Espinhos. Novamente, Lawrence leva o leitor ao Império Destruído, um universo pós-apocalíptico e de inspiração medieval. O príncipe dos tolos é Jalan Kendeth, neto da Rainha Vermelha e décimo na linha de sucessão ao trono. Para sobreviver aos inimigos do reino, esse irresistível anti-herói precisa abandonar a boa vida e lutar da única maneira que conhece: trapaceando. Mark Lawrence é um cientista que trabalha com o desenvolvimento de inteligência artificial,e tem acesso liberado a informações secretas dos governos norte-americano e britânico. Prince of Thorns é seu aclamado livro de estreia. King of Thorns e Emperor of Thorns completam a Trilogia dos Espinhos.

Minhas impressões

Todo viciado em leitura sabe muito bem o que significa ressaca literária. No meu caso isso acontece em dois casos: quando o livro é super “pesado” pra ler, tipo a Divina Comédia, ou então quando o livro é excelente e ele acaba. Foi exatamente o que aconteceu quando eu acabei a Trilogia dos Espinhos e tive que deixar o Imperador Jorg seguir seu próprio caminho…

Graças ao bom Deus, o autor tinha mais histórias guardadas e a linda Darkside Books nos felicitou com uma edição, impecável diga-se de passagem, da nova trilogia de Mark Lawrence chamada Prince of Fools e o primeiro livro dessa trilogia é A guerra da Rainha vermelha que já posso dizer desde já que é excelente.

Resenha: O Demonologista – Andrew Pyper

/Editora DarkSide Books/Resenhas/

Editora: DarkSide Books
Autor: Andrew Pyper
ASIN: 9788566636406
Edição: 1
Número de páginas: 320
Acabamento: Capa dura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

O personagem que dá título ao best-seller internacional é David Ullman, renomado professor da Universidade de Columbia, especializado na figura literária do Diabo – principalmente na obra-prima de John Milton, Paraíso Perdido. Para David, o Anjo Caído é apenas um ser mitológico. Ao aceitar um convite para testemunhar um suposto fenômeno sobrenatural em Veneza, David começa a ter motivos pessoais para mudar de opinião. O que seria apenas um boa desculpa para tirar férias na Itália com sua filha de 12 anos se transforma em uma jornada assustadora aos recantos mais sombrios da alma.
Enquanto corre contra o tempo, David precisa decifrar pistas escondidas no clássico Paraíso Perdido, e usar tudo o que aprendeu para enfrentar O Inominável e salvar sua filha do Inferno.
Este é um daqueles livros que você não consegue largar até acabar a última página, ainda que vá precisar de muita coragem para seguir em frente. O Demonologista ganhou o Prêmio de Melhor Romance do International Thriller Writers Award (2014), concorrendo com autores como Stephen King. Entrou em diversas listas de melhores livros de 2013, foi finalista do Shirley Jackson Award (2013) e do Sunburst Award (2014), chegou ao topo da lista dos mais vendidos do jornal canadense Globe and Mail e foi publicado em mais de uma dezena de países.

Minhas impressões

Eu já havia escrito a resenha de Demonologista antes, mas por um problema que tive no blog acabei perdendo a mesma, então vamos lá.

Assim que eu soube que o livro seria trazido pela DarkSide fiquei extremamente ansioso, pois achei que o livro estivesse ligado à história do filme Invocação do Mal, inspirado na história do Ed e da Lorraine Warren, ambos demonologistas. Porém para minha quase decepção não se tratava de um livro sobre eles.

Digo quase decepção, pois foi uma surpresa excelente esse livro. Andrew Pyper traz neste livro a história de David Ullman, professor do departamento de inglês da Universidade de Columbia. David é especialista em mitologia e narrativa religiosa, tanto judaica quanto cristã. O irônico nesse caso é David ser ateu. Ele também é especialista em outro texto, Paraíso Perdido de Milton.

‘Perguntem a si próprios’, digo, apertando ainda mais a mão imaginária de Tess. ‘Para onde vocês irão agora que o Éden foi deixado para trás?’

É justamente essa especialidade que faz ele ser procurado por um indivíduo estranho, para um trabalho mais estranho ainda. Ele deveria avaliar a situação de uma pessoa doente e dizer o que ele achava que estava se passando.

Por mais que sua melancolia estivesse cada vez mais pesada em suas costas e seu casamento estivesse acabando, ele acaba aceitando o trabalho, por curiosidade e também para ter a oportunidade de viajar com sua filha. Seu porto seguro em meio a escuridão cada vez maior que era sua melancolia.

‘Diga-me uma coisa. Por que os homens sempre acham que têm de agir como super-heróis autodestrutivos quando surge algum problema?’
‘É a única maneira de amar que conhecemos.’

Eu vou parar por aqui pra não estragar nada do livro. Já começando pelo fato da surpresa de se tratar de um outro assunto do que eu estava esperando (não, eu não leio nada antes de comprar o livro. As vezes tenho boas surpresas como essa e péssimas surpresas como O Inferno de Gabriel). O Autor consegue ser extremamente simples na sua escrita, mas essa simplicidade traz um tipo de terror, não sei como dizer, um terror mais cru. Um terror mais arraigado. Ainda não é o que pretendo falar…

O autor consegue trazer com seu modo simplista aquele terror que sempre temos ao descer as escadas pra ir no banheiro de madrugada. Aquele medo de quando você é criança e tem pesadelo e não consegue acordar. Um terror inato é a forma mais correta.

‘Aquela… coisa. Não é Paula.’
‘Quem é?’
‘Aquela que respondeu às minhas preces’

Pois bem, o livro é estupendo. É justamente essa forma fluida e simples que faz você ler cada vez mais desesperadamente, mesmo depois daquele susto foda. Ele conseguiu trazer referências de uma obra clássica que é o Paraíso Perdido, para uma obra atual usando sua própria interpretação magistralmente, tornando a trama intensa, mas sem o peso de um Shakespeare da vida. Tem tanta parte do livro que eu gostaria de comentar, mas isso daria muito spoiler e você não levaria os sustos que levei ou o medo que tive (tudo bem que depois de Annabelle eu fiquei meio mole pra terror, mas…).

Até a próxima =]

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Resenha: Emperor of Thorns – Mark Lawrence

/Editora DarkSide Books/Resenhas/

Editora: DarkSide Books
Autor: Mark Lawrence
ISBN: 9788566636352
Edição: 1
Número de páginas: 522
Acabamento: Encadernado
Compre: Amazon
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

O mundo está dividido e o tempo se esgotou completamente, deixando-nos agarrado aos dias finais. Estes são os dias que nos esperaram por todas as nossas vidas. Estes são os meus dias. Eu vou estar diante da Centena e eles vão ouvir. Vou tomar o trono, não importa quem está contra mim, se vivo ou morto. E se eu devo ser o último imperador, farei disso um final e tanto.¿
A aclamada Trilogia dos Espinhos chega ao seu grande final, depois de termos acompanhado a dolorosa e surpreendente infância e adolescência de Jorg Ancrath em Prince of Thorns e King of Thorns, com todo o brilhantismo, charme, violência extrema e total crueldade deste egomaníaco romântico. Conforme Jorg cresce, seu caráter muda e ele parece encontrar algum equilíbrio em suas tendências sociopatas.
Em Emperor of Thorns, vamos novamente tomando contato com as atribulações de Jorg e sua fixação em conquistar o Império Destruído com saltos entre o presente e o passado, assim como Mark Lawrence já havia feito no volume anterior. Com isso, vamos descobrindo, desvendando e nos surpreendendo com o mundo onde a história se passa e com as saídas e escolhas nada tradicionais ou lógicas que Jorg se vê obrigado a tomar em seu caminho ao trono.
Prince of Thorns, King of Thorns e Emperor of Thorns formam uma das trilogias mais importantes da nova geração, que chega ao fim de forma brilhante e imprevisível, ao mesmo tempo cruel e poética, uma obra-prima de um novo grande autor.

Minhas Impressões

Fiquei um tempo pensando em como escrever essa resenha sem revelar muita coisa, mas é difícil.

Um trabalho artístico primoroso, tanto por parte do escritor, quanto por parte da editora que fez um trabalho excelente (não é novidade) com a capa, contracapa, tipografia, gramatura, etc. Isso já pode ser chamado de padrão DarkSide.

Relembrando um pouco os outros. Comentei que não havia gostado “muito” do segundo livro, pois não tinha toda a carnificina do primeiro. No primeiro livro faltava escorrer sangue das páginas e isso me chamou muita atenção, uma vez que dificilmente vemos livros do tipo. Porém no terceiro livro fica bem claro a intenção do autor com o segundo volume.

Antes de uma árvore perder uma folha ela a bombeia com todos os venenos de que não consegue se livrar de outra maneira… Eu nunca achei que a morte pudesse ser tão bonita.

Jorg amadureceu. Não, ele não se tornou sensato, mas ficou mais esperto e comedido em suas ações. O próprio Jorg fala da vida como um jogo de xadrez e realmente eu vejo-o como um jogador que foi aprendendo com o passar do tempo.

Novamente o autor faz um trabalho excelente ao misturar dois tempos na história. O presente e o passado, porém ao contrário do segundo livro, o terceiro fala de cinco anos atrás, preenchendo um pouco mais a vida do nosso querido Imperador Rei Jorg. (Não reclamem de spoiler, todo mundo sabia que ele se tornaria sim imperador =p).

Como falei, o autor mostra uma viagem que Jorg fez após conhecer as terras de seu avô. Seguindo um pedido do fantasma Fexler Brews e um conselho do príncipe de Arrow, ele sai em busca de conhecimento nas montanhas onde o fogo dos construtores ainda queima e posteriormente para a Afrique. Nas montanhas, além de alguns acontecimentos surpreendentes, Jorg descobre um pouco mais sobre os construtores e os planos deles para o mundo atual. Em Afrique ele descobre que nem sempre a vingança é a melhor resposta.

Parte de estar no ramo das previsões, uma grande parte talvez, está na arte de dar a impressão de que as coisas estão se desenrolando de acordo com suas expectativas. Uma vítima que acredita estar sendo aguardada a cada curva é não somente prejudicada pela incerteza, mas também mais fácil de prever.

É nesse momento que eu finalmente percebi o quanto Jorg estava mudando. Ele conseguiu deixar de lado a vontade de vingar seus familiares, matando o matemágico, para se aliar ao mesmo em busca de um benefício futuro.

Interligado com esses intervalos, temos a história pela visão de Chella. O autor começa a fechar algumas perguntas, mostrando há quanto tempo ela faz parte dos problemas que Jorg enfrenta e quem realmente estava por trás dela. Depois do último embate com Jorg, ela perdeu muito do seu poder, ficando totalmente à merce do Rei morto.

É um mundo difícil Marten… Não deveria ser fácil trazer alguém a um mundo difícil. Já é fácil demais fazer uma nova vida, fácil demais tirar uma vida antiga. É apenas justo que alguma parte do processo apresente um pouco de dificuldade.

Parando por aqui, pois a trama se junta e fica quase impossível não revelar nada. O que posso dizer é que o livro tem alguns acontecimentos daquele tipo que te faz ficar com os olhos arregalados de susto, tem momentos de prazer (pelo menos pra mim rs) onde Jorg volta a ser o Jorg do primeiro volume.

A vida era muito mais fácil quando a morte se contentava com o que lhe era dado.

Confesso que desde o segundo volume eu esperava que o final do terceiro seria parecido com o que realmente foi. O próprio livro já dá algumas dicas de quem/o que é o rei morto, mas eu ainda tinha esperanças que o final mudasse. Claro que eu gostaria que a história fosse um pouco mais longa, que houvesse muito mais informações sobre os construtores, entre outras coisas, mas quando o livro é bom, sempre queremos algo mais.

Enfim. O terceiro volume fecha a trilogia de forma completa. Pelo menos pra mim não sobrou nenhuma pergunta aberta, digo nenhuma pergunta relacionada à trama. Claro que sobrou algumas perguntas inerentes ao “mundo” do livro. Como falei o autor fez um trabalho primoroso. Jorg se tornou pra mim um personagem vivo, assim como Lestat e isso é algo grandioso para um autor. Recomendo muito a leitura dos três livros. É a típica trilogia que deve existir em sua estante. Estes três livros vão para a prateleira de destaque, junto com a Torre Negra =)

Você realmente a matou? …Eu abri um sorriso, embora ele amargasse, e disse: ‘Perdoe-me padre, por ter pecado’

Até a próxima.

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Resenha: Serial Killers – Anatomia do Mal – Harold Schechter

/Editora DarkSide Books/Resenhas/

Editora: Darkside Books
Autor: Harold Schechter
ISBN: 9788566636123
Edição: 1
Número de páginas: 448
Acabamento: Capa Dura
Compre: Amazon
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

O que faz gente aparentemente normal começar a matar e não parar mais? O que move – e o que pode deter – assassinos em série como Ed Gein, o psicopata americano que inspirou os mais célebres maníacos do cinema, como Norman Bates (Psicose), Leatherface (O Massacre da Serra Elétrica) e Hannibal Lecter (O Silêncio dos Inocentes). Como explicar a compulsão por matar e o prazer de causar dor, sem qualquer arrependimento? De onde vem tanta fúria?
As respostas estão no novo lançamento da editora DarkSide Books: ‘Serial Killers – Anatomia do Mal’, dossiê definitivo sobre o universo sombrio dos psicopatas mais perversos da história. Escrito por Harold Schechter – que pesquisa o tema há mais de três décadas, o livro é referência fundamental a todos os que se interessam pelo universo da investigação e da criminologia.

Minhas impressões

Todo livro que eu leio da DarkSide Books eu saliento a qualidade do trabalho de edição, capa, gramatura das folhas, etc. Esse livro não é diferente. A qualidade dessa editora já virou referência e eu sei que qualquer um que eu comprar deles vai ser assim.

Esse livro era basicamente o “elo de ligação”(calma é brincadeira rs), é basicamente o elo que faltava pra tantas outras obras sobre serial killers no mercado. Digo isso, pois o autor conseguiu trazer de forma didática eu diria, um relato sobre as atrocidades de diversos serial killers, considerados os piores de sua época.

O autor tomou o devido cuidado de explicar as diferenças entre os tipos de serial killers e as doenças que os mesmos sofriam. Ele aborda imparcialmente os casos de estudo que traz, mostrando a visão psicológica do caso, sem todo o brilho que as mídias impõem pra esse tipo de notícia.

Você pode até achar um pouco repetitivo enquanto ele explica as psicopatias no livro, usando por várias vezes o mesmo assassino pra exemplificar o caso. Avaliando isso depois de ler o livro, vi que isso ajudou bastante na hora de memorizar os casos.

Dois dos piores, que eu achei pelo menos foi o Ed Gein, não pela quantidade de mortes, que foi baixa, mas, mais pela doença dele, a incapacidade pura e simples de não sentir. Uma deturpação tão grande no senso do que é bom ou mau que simplesmente ele não sentia que o que fazia era errado. Outro pior dentre eles (se é que dá pra classificar assim) foi o Gacy.

Outro fato interessante é que esse livro me tirou uma dúvida que sempre tive. Se mulheres também eram consideradas serial killers e sim, são. E olha que tem alguns exemplos nos livros que deixariam Mason de cabelo em pé (ou orgulhoso). Ainda nos fatos interessantes, o autor traz exemplos de serial killers em outros países também. Muitos acham que “serial killer” é algo exclusivo de alguns países, mas não, não é.

Enfim, pra quem curte esse tema e tem o estômago um pouco forte (pois quando lemos, acabamos imaginando a cena, certo?), recomendo este livro. É aquele tipo de livro que dá sentido a todos os outros que você leu sobre o assunto. Deixando bem claro de uma vez por todas o que é um serial killer. Como falei, de forma simples e didática.

Até a próxima =]

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Resenha: King of Thorns – Mark Lawrence

/Editora DarkSide Books/Resenhas/

Editora: DarkSide Books
Autor: Mark Lawrence
ISBN: 9788566636246
Edição: 1
Número de páginas: 528
Acabamento: Capa dura
Compre: Amazon
Classificação EDS:  100 de 100 pontos

Este é o meu livro favorito desta excelente trilogia, pois tudo joga contra o nosso anti-herói Jorg. As apostas são altas e as reviravoltas, perfeitas. Depois de assassinar seu tio e garantir um pequeno reino nas montanhas, o jovem Jorg agora encara um inimigo carismático e poderoso – o Princípe de Arrow -, que parece destinado a reunir o Império Destruído. A ação salta entre o presente e o passado, e nos mostra como Jorg viajou pelo império e conseguiu reunir recursos e forças para enfrentar uma batalha aparentemente impossível de ser vencida. Acompanhamos também a história pelo ponto de vista de Katherine, a mulher que Jorg deseja mais do que ninguém, e que ele está destinado a não conquistar jamais.
Apesar de Jorg continuar a ser o mais maquiavélico dos protagonistas, sem hesitação para matar, mutilar ou destruir, caso isso o ajude a alcançar seus objetivos, passamos a compreendê-lo melhor neste livro, e é impossível não torcer por ele. Ele consegue renovar e dar uma reviravolta brutal, explodindo com todas as armadilhas românticas da grande fantasia – lealdade, honra, o bem contra mal e a fé em um causa maior. Às vezes, quando você vê aquele cavaleiro branco em seu cavalo, com uma armadura reluzente e um sorriso brilhante, só quer atirá-lo no chão e dar-lhe um murro na cara dele por ser tão perfeito. Se você já teve essa sensação algum vez, Jorg é o cara.

Minhas impressões

Sei que estou atrasado com essa resenha, mas mesmo assim vale à pena fazê-la. O trabalho do livro como sempre é primoroso. A capa dura, as contra capas pretas e a tipografia são incríveis, mas vou parar de falar disso senão vocês vão achar que é puxação de saco da DarkSide. Porém o trabalho deles é incrível =]

Esperei ansiosamente o lançamento do King of Thorns, tanto que comprei na pré venda da Saraiva (que por sinal me decepcionou alterando a data de lançamento, colocando a culpa na editora, alterando data de entrega e vários outros problemas que eles não admitiram), até que chegou. Deixei de lado o que eu estava lendo, pois Jorg exige toda a atenção.

Finalmente ele toma posse de algo que é de direito dele, o reinado de seu tio, vingando em partes a morte de sua mãe e irmão. Mas Jorg tem uma pré disposição incrível pra problemas. Ele atraí problemas como ele mesmo fala.

Nesta continuação ele já está com 18 anos, porém o livro alterna entre o tempo atual e quatro anos atrás quando finalizou o outro livro. É perceptível que ele amadureceu e se tornou um pouco mais sensato, nem tanto, mas tudo bem. Nesse meio tempo ele precisa enfrentar um grande problema que é a própria consciência dele que não o deixa esquecer algo terrível que ele fez (sim, algo que nem ele teria coragem de fazer e que eu não vou falar claro).

Algo que é inevitável eu contar é que ele vai conhecer uma parte de sua família e no meio do caminho pra lá acontecem alguns sérios problemas. Nada é fácil no caminho dele.

Nessa alternância de tempo, passado e presente, conhecemos um dos empecilhos no caminho de Jorg para se tornar um imperador, o rei de Arrow. Conhecido por sua bondade e misericórdia ele é um grande candidato ao cargo de Imperador e tem seu destino predestinado por diversos videntes, o que leva Jorg a desconfiar. Bom, como vocês sabem que Jorg anseia por ser Imperador é claro que eles vão se enfrentar. A única coisa que posso falar disso é que Jorg continua sendo afiado pra ca#$%@. Você fica imaginando como pode um garoto de dezoito anos ser tão astuto. Sun Tzu ficaria extremamente orgulhoso desse garoto.

Enfim, antes que eu me empolgue e conte algo importante. A continuação da saga é incrível. Não deixa nada à desejar do que já vimos no primeiro livro. A única coisa que eu questionaria é que tem pouco sangue nesse livro rs, é um gosto pessoal, mas ok. De qualquer forma recomendo efusivamente que você leia a continuação, só um louco pra não ler a continuação. Afinal, Jorg exige toda sua atenção =)

Até!

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