Resenha: Primeiro amor – Ivan Turguêniev

/Editora L&PM/Resenhas/

Editora: L&PM
Autor: Ivan Turguêniev
ISBN: 9788525415042
Edição: 1
Número de páginas: 114
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
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O primeiro amor, esse sentimento avassalador e intoxicante, que paralisa e faz sofrer, se desdobra, nas mãos de Ivan Turguêniev (1818-1883), em infinitas histórias que na verdade são uma só: a história de um amor platônico. O grande autor russo abraça esse sentimento universal como ninguém e cria um dos seus mais festejados livros.
Vladimir Petróvitch, um garoto de 16 anos, cai de amores pela vizinha, Zinaída Alexándrovna, de 21 anos, filha de princesa e dona de uma beleza arrebatadora. Mas o destino de amores platônicos todos sabem qual é… E Turguêniev, na sua genialidade, soube ir além. Publicado em 1860, Primeiro amor reflete todo o lirismo e o frescor da primeira vez que o coração acelera por alguém.

Minhas impressões

Primeiro Amor é um livro daqueles que achamos fofos no melhor sentido da palavra porque é impossível durante sua leitura não rememorar o “nosso” primeiro amor e toda a carga de ingenuidade e urgência nele contido.

Resenha: Terra dos Homens – Antoine de Saint-Exupéry

/Resenhas/

Editora: Nova Fronteira
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
ISBN: 9788520940297
Edição: 1
Número de páginas: 142
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
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Saint-Exupéry, nascido em 1900, em Lyon, França, conta nesse livro de memórias como descobriu sua vocação aos 12 anos, ao voar pela primeira vez em um balão. Piloto civil aos 21 anos, aos 26 passa a integrar a equipe de pioneiros que, em pequenos aparelhos a hélice, sem conforto ou pressurização, sobrevoa o Saara e a cadeia andina para levar à Àfrica e à América do Sul o correio aéreo da Europa. Além de exímio piloto, ele se tornaria célebre ao escrever ‘O pequeno príncipe’.

Minhas impressões

A paixão pela narrativa contada em “O Pequeno Príncipe” onde a leveza dos valores universais estão postos e a jornada do herói é desbravada de uma maneira tão simples que chega a espantar, me levaram a procurar saber mais do francês Antoine de Saint-Exupéry, escritor, ilustrador e piloto apaixonado por mecânica.

Resenha: Desonra – J. M. Coetzee

/Editora Companhia das Letras/Resenhas/

Editora: Suma de Letras
Autor: Stephen King
ISBN: 9788535900804
Edição: 1
Número de páginas: 248
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
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Sucesso de público e crítica – foi publicado em mais de vinte países e ganhou o Booker Prize, o mais importante prêmio literário da Inglaterra -, Desonra é considerado o melhor romance de J. M. Coetzee. O livro conta a história de David Lurie, um homem que cai em desgraça. Lurie é um professor de literatura que não sabe como conciliar sua formação humanista, seu desejo amoroso e as normas politicamente corretas da universidade onde dá aula. Mesmo sabendo do perigo, ele tem um caso com uma aluna. Acusado de abuso, é expulso da universidade e viaja para passar uns dias na propriedade rural da filha, Lucy.
No campo, esse homem atormentado toma contato com a brutalidade e o ressentimento da África do Sul pós-apartheid. Com personagens vivos, com um ritmo narrativo que magnetiza o leitor, Desonra investiga as relações entre as classes, os sexos, as raças, tratando dos choques entre um passado de exploração e um presente de acerto de contas, entre uma cultura humanista e uma situação social explosiva.

Minhas impressões

Ler Desonra é garantir por um bom tempo aquele sem-número de reflexões sobre processo histórico, questões que permeiam envelhecimento, sentido da vida, mediocridade e por aí vai dependendo apenas do perfil e momento vivido pelo leitor. A única certeza é a de que é uma história em que ficamos presos do início ao fim e simplesmente não conseguimos parar.

Resenha: Trinta e Poucos, Crônicas – Antônio Prata

/Editora Companhia das Letras/Resenhas/

Editora: Companhia das Letras
Autor: Antônio Prata
ISBN: 9788535927689
Edição: 1
Número de páginas: 232
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
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Mais que qualquer escritor em atividade, Antonio Prata é cultor do gênero -consagrado por gigantes do porte de Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino e Nelson Rodrigues – que fincou raízes por aqui: a crônica.
Pode ser um par de meias, uma semente de mexerica, uma noite maldormida, a compra de um par de óculos, a tentativa de fazer exercícios abdominais. Quanto mais trivial o ponto de partida, mais cheio de sabor é o texto, mais surpreendente é a capacidade de extrair sentido e lirismo da aparente banalidade.

Minhas impressões

O que mais me encanta ao ler uma crônica é aquela sensação de proximidade com a história contada e a falsa ilusão de que qualquer um pode escrever, bastando apenas pegar a caneta ou algum outro suporte e deixar fluir a memória contando a cena engraçada que presenciamos dentro do transporte coletivo ou algum questionamento existencial.

Resenha: Caminhos Cruzados – Erico Verissimo

/Editora Companhia das Letras/Resenhas/

Editora: Companhia das Letras
Autor: Erico Verissimo
ISBN: 9788535926712
Edição: 1
Número de páginas: 368
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
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Publicado em 1935, Caminhos cruzados é um romance urbano e de aguda observação social. Tendo como cenário uma Porto Alegre onde já se confrontavam modernização e miséria, afluência e desencanto, o texto de Erico Verissimo chocou os leitores de sua época pela exposição realista do descompasso brasileiro entre as diversas camadas sociais — e ainda hoje reverbera graças à abordagem narrativa adotada pelo autor. Influenciado pela técnica de intrigas entrelaçadas e pela ausência de personagem principal da ficção e sem narrar acontecimentos de vulto, o autor expõe o nervo da fragilidade humana num painel vivo e eletrizante de um tempo e de um país em transformação.

Minhas impressões

Tenho um profundo fascínio pelo escritor Erico Verissimo, nas livrarias flerto há anos com a série “O Tempo e o Vento” e venho adiando sua leitura como quem adia, sem motivo aparente, aquela viagem dos sonhos. O encantamento tem como histórico a experiência que tive com “Olhai os Lírios do Campo” que está entre os melhores e mais tristes de minha memória leitora.

Enquanto não encaro “a viagem” optei por ler Caminhos Cruzados que é um livro em que precisamos de atenção, pois como o nome já diz, teremos o entrecruzamento de histórias de vida em que os mais diversos sentimentos serão mostrados como que em uma novela.

Resenha: O Leitor do Trem das 6h27 – Jean-Paul Didierlaurent

/Editora Intrínseca/Resenhas/

Editora: Intrínseca
Autor: Jean-Paul Didierlaurent
ISBN: 9788580577914
Edição: 1
Número de páginas: 176
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
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Operário discreto de uma usina que destrói encalhe de livros, Guylain Vignolles é um solteiro na casa dos trinta anos que leva uma vida monótona e solitária. Todos os dias, esse amante das palavras salva algumas páginas dos dentes de metal da ameaçadora máquina que opera.
A cada trajeto até o trabalho, ele lê no trem das 6h27 os trechos que escaparam do triturador na véspera. Um dia, Guylain encontra textos de um misterioso desconhecido que vão fazê-lo buscar cores diferentes para seu mundo e escrever uma nova história para sua vida.
Com delicadeza e comicidade, Jean-Paul Didierlaurent revela um universo singular, pleno de amor e poesia, em que os personagens mais banais são seres extraordinários e a literatura remedia a monotonia cotidiana.

Minhas impressões

Comecei a ler O Leitor do Trem das 6h27 sem nenhuma referência da obra ou expectativas além da curiosidade pela proposta imagética provocada pelo título e confesso que foi uma surpresa boa! Livro curtinho, de leitura rápida e envolvente.

Somos apresentados a Guylain Vignolles, pessoa comum, introspectiva, vivendo um dia de cada vez, sem grandes expectativas, sonhos ou projetos de futuro. Não parece de todo infeliz, apenas acomodado com a vida medíocre que leva. Os dias se repetem sem grandes novidades, mas é curioso saber que diariamente ele, durante o percurso para o trabalho no trem das 6h27, lê em voz alta trechos aleatórios sob os olhares curiosos e atônitos dos demais passageiros.

Resenha: Trinta e oito e meio – Maria Ribeiro

/Editora Língua Geral/Resenhas/

Editora: Língua Geral
Autor: Maria Ribeiro
ASIN: 9788560160983
Edição: 1
Número de páginas: 168
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
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Estas crônicas, reflexões e desabafos, escritos com curiosidade sem fim, mas também com senso de humor, mostram os bastidores da cabeça e do coração de Maria Ribeiro. A atriz, que confessa, neste livro, o seu interesse (se não mesmo obsessão) pelas histórias dos outros, junta, em ‘Trinta e oito e meio’, textos que escreveu nos últimos anos, e que, com as ilustrações de Rita Wainer, formam um inesperado diário e um guia de viagem pela sua vida.

Minhas impressões

Livro de crônicas que apresenta as inquietações e reflexões da autora sobre aspectos do cotidiano vivido, sejam eles de impacto puramente individual até o partilhado coletivamente. São pequenas pílulas que trazem temas como o amor, a amizade, o trabalho, as memórias da juventude, o mistério da vida, a experiência familiar e materna.

A autora é Maria Ribeiro, atriz, apresentadora, jornalista e documentarista que transita nas mais diversas linguagens e mídias aparentando sinceridade, honestidade no que faz e um pouquinho do que chamamos ostentação, pois não tem problemas em falar de compras com “poder de cura e libertação” daquilo que faz mal.

Resenha: Perdido em Marte – Andy Weir

/Editora Arqueiro/Resenhas/

Editora: Arqueiro
Autor: Andy Weir
ASIN: 9788580413359
Edição: 1
Número de páginas: 336
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
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Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho.
Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente.
Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate.
Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico – e um senso de humor inabalável –, ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência.
Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá.
Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.

Minhas impressões

Perdido em Marte é muito legal! Livro de ficção científica cheio de humor, ironia e que consegue ser muito feliz contando uma história que mistura conhecimento científico e luta pela sobrevivência.

Em virtude de um acidente durante uma missão em terras marcianas, a equipe acredita que o colega morreu e acaba, em meio a uma tempestade, deixando o corpo do astronauta para trás. Acordado e percebendo o que ocorreu, tem início então toda a heroica jornada de Mark Watney que, diante de sua condição extrema, vai buscar de maneira racional e científica, manter-se vivo até a próxima missão ao planeta.

Resenha: O Que A Vida Me Ensinou – Frei Betto

/Editora Saraiva/Resenhas/

Editora: Editora Saraiva
Autor: Frei Betto
ASIN: 9788502200548
Edição: 1
Número de páginas: 192
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Saraiva

Uma história muito bonita por trás, de superação, de alguém que luta pelo que acredita, pelo que julga ser melhor para o povo. Neste livro, Frei Betto aborda diversos assuntos: religião, política, ideais, estilo de vida, enfim, apesar de estar ligado à Igreja Católica e ser crítico a ela, fala com qualquer pessoa, independente de suas crenças. História do Frei Betto é muito rica e traz muitas reflexões para o sétimo volume da coleção O que a vida me ensinou.

Minhas impressões

O Que a Vida Me Ensinou é uma coleção dentro de uma proposta da editora Saraiva em apresentar pequenas autobiografias de alguns nomes de referência nacional das mais diferentes áreas, com uma característica quase que de bolso, enfoque em ensinamento a partir da jornada pessoal, sucinta e com bastante dinamismo.

O volume escrito por Frei Betto tem como chamada a provocação de que “o desafio é sempre imprimir sentido à existência” e o ritmo que o acompanha é o de uma conversa. Frei Betto, frade dominicano, nascido em Belo Horizonte – Minas Gerais, escreve sobre sua vida de maneira não linear e a partir de algumas situações cruciais.

Resenha: O amante de lady Chatterley – D. H. Lawrence

/Editora Martin & Claret/Resenhas/

Editora: Martin & Claret
Autor: D. H. Lawrence
ASIN: 9788563560094
Edição: 1
Número de páginas: 379
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
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Poucos meses depois de seu casamento, Constance Chatterley, uma garota criada numa família burguesa e liberal, vê seu marido partir rumo à guerra. O homem que ela recebe de volta está paralisado da cintura para baixo, e eles se recolhem na vasta propriedade rural dos Chatterley. Inteiramente devotado à sua carreira literária e depois aos negócios da família, Clifford vai aos poucos se distanciando da mulher. Isolada, Constance encontra companhia no guarda-caças Oliver Mellors, um ex-soldado que resolveu viver no isolamento após sucessivos fracassos amorosos.
Último romance do autor, O amante de lady Chatterley foi banido em seu lançamento, em 1928, e só ganhou sua primeira edição oficial na Inglaterra em 1960, quando a editora Penguin enfrentou um processo de obscenidade para defender o livro. Àquela altura, já não espantava mais os leitores o uso de ‘palavras inapropriadas’ e as descrições vivas e detalhadas dos encontros sexuais de Constance Chatterley e Oliver Mellors. O que sobressaía era a força literária de Lawrence e a capacidade de capturar uma sociedade em transição.

Minhas impressões

A primeira vez que ouvi falar de “O Amante de Lady Chatterley” foi em um dos episódios da série Mad Man onde um exemplar do livro, visivelmente amassado e surrado, passava sorrateiro e entre risos pelas mãos das recepcionistas e secretárias do famoso escritório de publicidade.

Considerando a época e toda a questão de gênero envolvidos no seriado, ficou fácil a indicação de que o livro teria forte conotação sexual. O fato é que pouco tempo depois encontrei a obra e mergulhei em sua leitura que é realmente muito envolvente.

Narrado em terceira pessoa conta a história de Constance Chatterley, jovem a frente de seu tempo, emancipada e cheia de ideias, que logo após o casamento vê o marido ser convocado para a guerra e retornar paraplégico. A situação faz com que o casal mude para um lugar bastante ermo e bucólico, descrito com perfeição pelo autor, próximo apenas da mineradora da família do marido o que acaba provocando profunda inquietação na personagem central.