Resenha: Grau 26 – Anthony E. Zuiker

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Editora: Record
Autor: Anthony E. Zuiker | Duane Swierczynski
ISBN: 9788501088833
Edição: 1
Número de páginas: 434
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 50 de 100 pontos
Compre: Amazon

Anthony E. Zuiker, visionário criador de CSI, apresenta o primeiro romance digital interativo sobre a mais brutal série de crimes do mundo. O perito Steve Dark e sua equipe têm nas mãos o mais terrível assassino de todos os tempos. Um homem tão perverso que não se encaixa nos 25 graus de psicopatia estipulados pela lei. Para ele, é necessário criar o grau 26. Um livro eletrizante e inovador, a primeira experiência literária de conversão de mídias.

Minhas impressões

Esse livro estava na minha lista de leitura já faz um bom tempo e ainda estou em dúvida se não era melhor tê-lo deixado lá. Vou explicar a seguir.

O livro traz a história de um novo grau na escala psiquiátrica que mede a maldade. Pra você, assim como eu, que não sabia que existia isso, a escala conta com vinte e dois níveis de maldade que vão desde matar alguém em auto defesa, até psicopatas que torturam por anos e depois matam as vítimas. No livro somos apresentados a vinte e cinco níveis e surge o vigésimo sexto.

Sempre pensei que minha carreira terminaria com a morte, pensou Riggins. Mas nunca pensei qqe seriam meus próprios colegas.

O vigésimo sexto nível de sadismo era algo que nenhuma agência governamental havia visto, até então era somente uma lenda, mas com o surgimento de diversos assassinatos e com absolutamente nenhum indício do perpetrador uma agência de casos especiais do FBI assumiu as investigações para tentar dar um fim a isso. É aí que entra o agente Steve Dark.

Dark tem um “dom” de pensar como o assassino e isso fez com que ele fosse o único investigador a chegar perto do assassino que já tinha um nome: Sqweegel.

Não, o problema dele não era a fama. Para ele, o importante além dos cuidados e preocupações triviais dos mortais. Era uma tarefa divina. Sqweegel estava dando uma lição à humanidade, por meio de cadáveres.

Agora falando sobre a leitura. Quando o livro surgiu, a ideia de uma leitura interativa parecia ser uma boa ideia, creio que até por ser uns dois anos atrás o termo interativo tenha feito mais sentido, mas enfim. Essa interatividade consiste num link no final de alguns dos muitos capítulos direcionando para um site onde você deveria digitar uma senha descrita no livro. A primeira experiência brochante foi abrir o link pelo celular e o site não ter a opção de senha (e não ser responsivo, mas aí já é coisa de nerd, reconheço). Além disso o primeiro vídeo não existe mais, então dá uma quebrada na sequência.

Fora isso, o livro é um grande episódio estendido de CSI whatever onde o início do episódio é basicamente uma preparação para apresentar o culpado que só aparece no final. Desnecessariamente o livro comenta mais sobre a vida do investigador do que de fato falando sobre a investigação. Essa característica já me deixou com um pé atrás aguardando um Deus ex machina (já expliquei sobre esse termo em algumas outras resenhas).

Sentiu então um daqueles maravilhosos momentos de prazer que para ela representavam a realização da vida, mas que não era notados – a doçura inefável do instante da compreensão.

E no fim das contas realmente aconteceu. Surge do nada, de um personagem “lateral” a solução do caso, como muitas vezes acontece em CSI.

Eu te amo. Você é a única coisa pela qual vale a pena morrer. E eu sei disso, porque você é a única coisa pela qual eu vivo.

Enfim. Fico sempre preocupado de estar sendo injusto com um livro/autor. O cara teve um puta trabalho de escrever, pra vir um desconhecido opinar sobre o livro, mas é pra isso que serve as diversas resenhas por aí rs. Sendo justo, o livro é bom. Não é o melhor da categoria, mas é bom. Ele traz uma base diferente dos outros, um assassino que é imprevisível (por mais que seja imprevisível por falta de informações do autor até perto do fim). Como disse anteriormente a ideia de interatividade foi uma boa, para a época, mas hoje talvez não seja mais (a não ser que o vídeo seja reproduzido diretamente no livro rs). Recomendo a leitura, mas com o aviso de que esta deve ficar para uma hora que você tenha tempo. Ah sim, assista os vídeos antes, pode ser que a experiência seja melhor do que a minha. Os personagens que imaginei, não eram nada parecidos com os dos vídeos.

Até a próxima =]