Resenha: Bom dia Verônica – Andrea Killmore

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Editora: Darkside Books
Autor: Andrea Killmore
ISBN: 9788594540171
Edição: 1
Número de páginas: 256
Acabamento: Brochura
Classificação EDS: 100 de 100 pontos
Compre: Amazon

Andrea Killmore faz sua estreia com um livro que está destinado a se tornar uma referência na literatura policial brasileira. Amiga íntima do perigo, ela é uma revelação que não pode ser revelada, e seu verdadeiro nome continua um mistério. Em outra vida, ela foi alguém importante dentro da polícia. Após trabalhar infiltrada em um caso e sofrer uma grande perda pessoal, viu-se obrigada a assumir uma nova identidade. E com ela, uma nova vocação. Assim nasceu Andrea Killmore. Em ‘Bom dia, Verônica’, acompanhamos a secretária da polícia Verônica Torres, que, na mesma semana, presencia de forma chocante o suicídio de uma jovem e recebe uma ligação anônima de uma mulher desesperada clamando por sua vida. Com sua habilidade e sua determinação, ela vê a oportunidade que sempre quis para mostrar sua competência investigativa e decide mergulhar sozinha nos dois casos. No entanto, essas investigações teoricamente simples se tornam verdadeiros redemoinhos e colocam Verônica diante do lado mais sombrio do homem, em que um mundo perverso e irreal precisa ser confrontado. Andrea Killmore compõe thrillers como os grandes mestres, e sua experiência de vida confere uma autenticidade que poucas vezes encontramos em suspenses policiais, vibrante e cruel — como a realidade.

Minhas impressões

Demorei bastante para fazer essa resenha, mas não que o livro não merecesse, mas por falta de tempo mesmo. Desde que li o livro não sai da cabeça.

Como sempre as capas dos livros da Darkside são lindas e sempre dou preferência aos títulos deles quando vou comprar um novo livro (mesmo tendo trinta e tantos outros para ler). O nome do livro não revela quase nada sobre o mesmo, porém o nome da autora é bem sugestivo. Andréa Killmore.

Como é frágil o coração humano – espelhado poço de pensamentos. Tão profundo e trêmulo instrumento de vidro, que canta ou chora. – Sylvia Plath

Antes de passar a falar do livro preciso comentar e parabenizar as editoras que estão publicando cada vez mais obras de autores brasileiros que usam o cenário brasileiro como universo do livro. Ao ler as primeiras páginas do livro e perceber que ela estava falando de São Paulo dá aquele leve orgulho e aumenta o interesse do leitor (no caso mais interesse de quem mora em São Paulo rs), pois conseguimos identificar os pontos de referência que a autora cita no livro.

Passei o restante do domingo de pijama no sofá, me entupindo de sorvete napolitano e zapeando por filmes na Netflix – eu perdia mais tempo procurando o que assistir do que efetivamente assistindo.

Recentemente na FliPop foi discutido em uma mesa de autores justamente esse assunto. As editoras estão vendo que não precisa ser ambientado em outro país pra ser um bom livro.

Pois bem, Verônica é secretária de um delegado de polícia Civil e seu trabalho é totalmente administrativo. Ela basicamente vive uma vida monótona na frente de um Excel. Porém após presenciar um suicídio a vida dela muda totalmente. Uma vez que seu chefe não dera a mínima para o suicídio, ela mesma resolve investigar e mostrar que ela não é só uma secretária.

– Alô, aqui é verônica Torres, sou da polícia. Qual é o seu nome?
– Janete.
– Certo, Janete. Você me ligou para…

Bom dia Verônica é um thriller alucinante (parece propaganda da sessão da tarde), mas falando sério, quando iniciam-se as investigações o livro assume um ritmo que você não consegue parar de ler. A autora consegue passar a sensação de urgência em suas páginas e aquela aflição pra saber se as coisas vão dar certo.

Infelizmente ou felizmente não posso contar muito do livro, pois assim como uma investigação, qualquer parte revelada pode estragar o final, mas posso adiantar que a maldade de alguns personagens é sufocante. Dá pra ver pelas minhas escolhas de livro que gosto bastante de thrillers e ver um tão bem escrito, passando na minha cidade e com personagens tão “próximos” tornou o livro especial.

Como duas tatuagens, agora mais apagadas, meus pulsos ainda mostravam as marcas da minha tentativa desesperada aos 24 anos de idade. Nesse mundo de merda, cometer suicídio não deveria ser tão condenável.

Outro detalhe que torna o livro mais interessante é o mistério em torno da autora. Andréa Killmore interagiu com a Darkside através de um advogado e só pode ser contatada através do mesmo. Seu nome real não foi revelado, pois em algum momento ela trabalhou como uma agente infiltrada e teve de mudar de nome, e vida. Se é só marketing ou não, você decide (to muito apresentador da globo hoje).

E lembrei-me da frase… A frase que ela disse antes de se jogar pela janela. Tudo fazia sentido. Agora ele vai ser capaz de me amar…

Enfim. O livro é excelente. É aquele típico livro pra ser lido em um dia. Por ser o primeiro livro da autora, fico na expectativa dos próximos. Certeza que num futuro próximo ela vai ser lembrada nos thrillers nacionais. Recomendo.

Já leu? Me diga o que achou do livro =]